terça-feira, 2 de setembro de 2014

Eu escrevo para você, mas muitas vezes me pergunto se esse você, é realmente você ou sou eu. Se quem está se reerguendo e com um pouco de medo sou eu ou se isso tudo é você. Os sentimentos se confundem e muitas vezes a minha vontade é de ficar quietinha ou de ficar do ladinho ou quietinha juntinhos. Mas será que essa não sou eu e essa vontade e, sentimento não vem do que eu estou realmente querendo para a minha vida?

A gente sabe que vê no outro a confusão que sentimos, que os nossos sentimentos são externalizados no outro para que consigamos assimilar as nossas emoções. É uma constante e sempre será. Mas e essa dor que de vez em quando eu sinto? 

E essa dor da falta, como se fosse a falta do que não soubesse que precisava, como se fosse um encontro e desencontro? É uma dor física e uma necessidade um pouco maluca e infantil de ficar perto mas ao mesmo tempo, eu me pergunto se essa necessidade e essa vontade não seria de ficar perto de mim. Eu não sei e não tenho as respostas. Eu tenho medo de estar ficando meio paranóica, da minha parada nada estratégica ter me deixado tão envolvida nos meus próprios pensamentos a ponto de me fazer criar uma realidade inexistente em outras vidas para que eu possa ver sentido no que estou  vivendo. Ou na falta de movimento. 

Em me pergunto e, embora muitas vezes tenha me visto reflexiva, esse estado imposto é ao mesmo tempo novo e, estranhamente familiar. Eu vejo flashes da minha vida e sinto fatos voltarem a todo momento. E a cada volta, volta todo o sentimento como se tivesse sido ontem ou como se ainda não tivessem ocorridos. Coisas estranhas e acontecimentos sem sentido vem tomando conta da minha vida e dos meus pensamentos nos últimos trinta dias e, como que por mágica as pessoas e acontecimentos passados ou o que me preocupa vem se materializando, mesmo que eu não saia da minha cama ou dos meus pensamentos. 

Muito estranho! É uma vida em outra vida. Uma letargia em movimento. Um sem saber o que fazer e uma falta de sentido no dia seguinte mas que ao mesmo tempo se transforma em sentido de uma vida. Eu posso não entender ainda o propósito dessa parada, de ser forçada a pensar tanto e a ficar quieta, de verdade. Mas o fato é que algumas coisas estão mudando além das palavras. Além daquela força quase infantil de fazer e ver o lado bom dos acontecimentos. Essa canalização de energia positiva é realmente o que eu acredito, mas eu tenho visto como os meus pensamentos vem se materializando no mundo em que eu vivo. Mesmo que esse mundo tenha se reduzido a 30 m2 nesses ultimos trinta dias. Mesmo pequeno, o mundo ficou maior ou melhor, está ficando maior. Mas por enquanto eu não consigo ver um sentido e não é uma alegria infantil, é uma calma que toma conta de mim nesse momento.

Talvez eu não consiga transmitir essa calma, talvez ainda seja difícil ver o mundo passando na janela e ficar mergulhada dentro de mim. Esse mergulho está sendo tão fundo e intenso quanto eu não pensei que pudesse ser, mas entre todas as coisas e todos os pensamentos, um constante não me sai da cabeça e, mesmo tendo todos os motivos para me preocupar com outras coisas, mesmo que sem poder vê-las acontecer, é o que não depende de mim que hoje me faz pensar. O que está acontecendo comigo?

E por que ver em alguém tão distinto, tão longe, uma identificação? Por que eu estou deixando isso acontecer? É o que eu me pergunto a todo momento e porque não passa? Por que está ficando cada vez mais intenso um sentimento que já deveria ter passado? Que eu já permiti,  já sofri e por que tanta confusão?

Foi difícil admitir? Na verdade ainda é! Só não consigo entender, não consigo ler e nunca vou conseguir saber o futuro, e se existe um futuro nessa situação, e para onde correr, fugir e o que esperar? Aliás, acho que eu só posso esperar... pacientemente... esperar que as coisas se resolvam...

E tudo.. absolutamente tudo... está se movimentando agora para que um novo caminho seja mostrado.

Sabe aquele outro caminho? Aquela outra estrada? Pois é... está quase pronta... com tijolos dourados, talvez. para que quando eu estiver pronta, possa bater os dois calcanhares e seguir por um novo caminho... por hora, eu só preciso esperar...

E de todas as angústias, porque a espera nem me angustia tanto, entendo o tempo e o momento. Mas eu juro por tudo que for preciso jurar, que eu só queria entender porque seria tão importante prá mim, e por que eu ando sentindo tanta falta de quem eu supostamente, ainda não tive.... de toda a minha angústia... essa falta e essa vontade, mesmo depois de tanta maturidade para entender o que tem que ser entendido... é a única coisa que eu não entendo. O que está acontecendo comigo? Por que eu queria tanto que você estivesse aqui comigo? Quem é você?

Por favor! Faça alguma coisa e venha logo! Porque eu não sei mais o que fazer.... 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Era uma confusão.. Era um não saber, era uma falta de vontade e ao mesmo tempo uma vontade que tudo acabasse...

Era uma confusão... Era um sentimento que teimava em reaparecer.. era um passado que por mais que estivesse enterrado ainda teimava em reavivar todas as sensações que em mim havia deixado....

Era uma confusão... Era um querer muito bem e era um alguém tão novo... Era tanta novidade e era tanta verdade... Era uma vida nova... Era uma nova realidade... 

Era uma confusão... Era uma ilusão... Era uma vida que eu havia criado, era um viver de ilusão sem saber ao certo o que era certo... Era um correr atrás e por isso mesmo estar sempre atrás de algo que não sabia direito o que era.. 

Era uma confusão... Era uma vida inventada, uma mentira que havia se tornado ilusão mas que fugia da realidade... 

Era uma confusão... Era um não saber para onde ir... Era um não saber o que sentir...

Era uma confusão... Que não me deixava te ver... Era um medo que não me deixava sentir... e foi um momento.... Uma verdade... Uma catarse... Uma Interseção... 

Foi uma interseção... Meio obscura... Meio confusa... Que me tirou da confusão da ilusão e que me fez ver em instantes o quanto você sempre esteve ali mas nunca esteve comigo...

Era um sentimento de alívio... Uma libertação... Como um grito... Como um afago... Era o momento que me soltei.... e que eu aceitei te sentir... 

E toda a confusão, de uma hora para outra, foi embora.. E só restou você em mim... 

E foi outra confusão... Porque por mais que a minha ilusão... Uma ilusão... tivesse acabado.... Uma confusão gerou outra confusão... e eu não vi... ou fingi que não vi... que você na verdade sempre esteve alí mas nunca esteve aqui.... 

E outra confusão começou naquele momento que a confusão acabou e que eu me libertei para aquele olhar... 

E eu que tanto estive perdida na minha confusão... em outra entrei... porque não devo saber viver de outra forma...

Porque eu sabir... eu sempre soube... que aquele olhar que conseguiu ver dentro de mim... entrar na minha vida.. nos meus pensamentos... no meu mundo... Aquele olhar... que me tirou de mim.... que me mostrou que existia um mundo além do meu... mas que só eu devo ter percebido... só eu devo ter notado...

Deve ter sido a música... Deve ter sido a emoção... deve ter sido o momento... deve ter sido o amor.... deve ter sido a confusão.... 

Deve ter sido a minha confusão... a sua confusão... e quem sabe, um dia... mais dias.... menos dias... menos tempo.... a nossa confusão... 

Será? 

terça-feira, 20 de maio de 2014

E mesmo sem saber, sem ter como mensurar ou até mesmo como nomear. E mesmo sendo uma percepção de uma realidade futura, que cada vez mais se faz presente, e mesmo depois de tantos conselhos e de tanto bem querer, de tudo mudado, tudo consertado- ou bagunçado- e sem saber ao certo para onde ir. Depois de toda a confusão e, com a incrível sensação de estar no centro das modificações, naquele lugar em que as coisas começam a desmoronar e ao mesmo tempo começam a se edificar. No exato momento em que o fim e o começo se fundem em um e não se identifica, não se sabe muito bem se  Ã© o começo do fim ou o que quer que seja, mas é claro, evidente que não é o fim do começo, a não  ser quando se pensa em fim como uma finalidade e não como um término. Aquele momento do nada a fazer, da espera.  A angustia de agir se torna iminente  mas a incapacidade de ação- devido a não previsão óbvia e até mesmo, exclusão do fator “futuro”- faz com que parar e esperar seja não a melhor, mas a única opção possível.

E essa espera e, aparente incapacidade de agir, traz de forma incrível e inesperada um sentimento de paz. Uma paz, não da segurança do futuro, mas  da segurança do presente e de saber que nada- absolutamente nada- é resolvido fora do momento presente e que, sensações não podem ser negadas ou sublimadas. Aliás, até podem, mas a negação não é garantia de esquecimento.

E nesse momento de angustia e paz, traduzido em paciência e talvez, um pouco de complacência, comecei a perceber que não é possível e nem seguro se traduzir na percepção alheia e, talvez nem mesmo na minha forma de expressão. Não tenho autonomia para identificar ou definir a percepção da minha essência, nos olhos do outro.

E todas as angustias acabam me trazendo de volta a um tema, que por mais que eu tente confundir ou escrever, não consigo. Simplesmente só consigo sentir! E por mais que tente vislumbrar um futuro só consigo vivenciar as sensações do agora. Eu paraliso!

É exatamente isso, é uma sensação estranha, paralisante e muito fácil de ser definida antes e depois, mas no momento é como se não pudesse. É como se não houvesse passado e futuro, na verdade passado ainda existe...e pano de fundo..e situação de vida...e empecilho...e todo tipo de situação adversa...e sentimentos se sim e não... e vontade de sumir... e vontade de ficar..
Tudo existe, mas é como se eu simplesmente não pensasse e não soubesse de verdade, como será ou como seria... só a certeza e a importância do estar alí.. e aquele alí e aquele agora.. vai virar um agora e um dia de muito mais que vinte quatro horas e muito mais que quatro... cinco ou seis dimensões... 

E estar presente é estar com você... e nunca importou aonde e quando.. nunca houve passado ou futuro... e nunca houve um lugar...

Mas o que fazer no agora quando não se sabe muito bem o que esperar do futuro? Não é por nada. Não é pelo erro e nem pelo acerto. E nem pela falta de previsão. É pela vontade de ficar naquele momento e não me importar com mais nada. É só o momento!Incerto? Irreal? Surreal?


De alguma forma a sua presença é tão presente e importante quanto nunca havia sido nenhuma... . foi aquele olhar... foi o tempo... e foi tudo que não havia sido e que um dia será... 

Me espera? Me busca? Me ajuda? Me leva?

domingo, 23 de março de 2014

E aí um belo dia,  sem que eu esperasse mais nada e sem ao menos saber ao certo o que estava fazendo ali. Quase me escondendo e com vergonha de ser tão parte e tão feliz, mas com uma vontade imensa de ser invisível. Uma vontade que ninguém visse o tamanho da minha felicidade e mais que isso, o meu real tamanho.

Eu que nunca fui tímida, ou que pelo menos nunca assumi o título me encontrava alí, em um lugar que me fazia muito bem e em que me sentia parte. Um lugar em que não era preciso falar muito e nem tão pouco querer agradar, era um lugar em que não importava mais ninguém, pois a minha relação com o meu eu interior nunca esteve tão definida. Era muito amor, era parte de um todo que nunca havia imaginado ser, ou havia mas não sabia muito bem definir o que sentiria naquele momento. Era um momento só meu.

Aquele momento não importava mais ninguém,  e muito mais que isso, não queria mesmo que ninguém me visse pois naquele momento, não estava aberta para nenhum tipo de julgamento ou de olhar externo. Era somente o meu momento. Era a música, a magia, era o meu mundo isolado de qualquer mundo.

E no meu mundo eu ouvi um som tão bonito quanto familiar. Um som que se diferenciava do batuque que também me levava a um lugar distinto mas era um som que me acalmava.

Uma música que me fazia sentir parte! Que me fez lembrar de tudo que eu realmente sou e me aproximou muito de mim.

Uma melodia que fazia tudo parar e de repente me levava para dentro de mim novamente. A música mais linda, a melodia mais perfeita. O som que me levava para um lugar distante e ao mesmo tempo muito próximo de uma essência tão familiar e conhecida que só poderia ser a essência de quem eu realmente era naquele momento.


Naquele momento, depois do inconsciente e de uma percepção um pouco mais clara do que acontecia- apesar de nunca ter realmente clareado- a minha vontade foi de fugir. Um medo do que eu estava descobrindo, que se traduzido era somente um medo de quem eu realmente era. Talvez por, durante tanto tempo ter fugido ou achado mais fácil colocar a minha vida, minhas decisões e as minhas culpas em outros ombros. Por ter delegado a minha vida e os meus quereres, ao me encontrar com essa pessoa maravilhosa e tão amedrontadora  eu resolvi simplesmente fugir, como já havia feito outras vezes.,

Mas dessa vez era impossível fugir, mesmo que quisesse e por mais que tentasse, simplesmente chegou o momento do grande encontro com quem eu realmente sou e nenhuma fuga me permite fugir de quem sou.  E aquele som ecoou por muito tempo, e ainda ecoará para sempre dentro de mim.

Enquanto estava  no meu mundo, conhecendo essa pessoa tão desconhecida e, com todo cuidado, pouco carinho e tempo, desvendando quem realmente eu sou. Por um momento, um breve momento o som começou a ficar mais alto, mais nítido e mais direcionado.

Pensei em tudo naquele momento,  mas o pensamento constante era somente a vontade de não ser vista e reconhecida por ninguém, principalmente por quem me reconhecesse pela pessoa que eu já não era. Era o momento e o tempo de me descobrir, de me reconhecer e expressar o quanto as coisas estavam mudando.

E em meio ao som, ao direcionamento e à dúvida, resolvo olhar para frente. Ou simplesmente, por qualquer motivo desconhecido, levo para o mundo material o que estava vendo somente no meu mundo interior. E, neste momento eu me deparo com um olhar..

Um olhar que parecia entender exatamente o que se passava no meu mundo, no meu momento, mesmo que nem eu mesma soubesse o que esperar.  E não conseguia parar de olhar... tão familiar.... tão meu mundo... e tão distante ao mesmo tempo...

Como se já me conhecesse mesmo sem que eu nunca tivesse visto... Aquele olhar mudou absolutamente tudo...  o olhar.... o som..... o coração......

continua.....................................................................................................................

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Sem dúvida alguma, em 2013 consolidei o ser humano que aprendi que era em 2012. Sem dúvida foi um ano de bases fortes, de provações em bases elevadas e de uma limpeza geral em minha vida. Foi uma ano em que aprendi que, realmente o essencial é invisível aos olhos e que de verdade, mesmo, só se vê bem com o coração.

Nesse ano que se inicia eu tenho muita gratidão no meu coração. As coisas não foram muito fáceis, mas são mais palpáveis que em muito tempo. A materialização de um sonho está só começando e sentimentos contraditórios aconteceram, mas não foram tão dolorosos. E eu creio que tenha conseguido distinguir com mais clareza as ilusões do real.

Para 2014, eu sei que alcançarei vôos muito maiores e, talvez nunca antes sonhados por mim. Por isso é tão difícil nesse momento, traduzir em palavras o sentimento que tenho para o próximo ano. Sei que muitas resoluções serão adequadas a uma nova realidade e muitos traços da minha personalidade serão evoluídos nesse ano e minha vida da forma como conheço mudará completamente. Eu sinto!

Não sei muito bem o que esperar, mas sei que será o ano de uma evolução espiritual e material nunca antes vista por mim. E que tudo que eu almejar, tudo que eu plasmar eu materializarei. O problema é que as minhas necessidades mudarão com uma certa urgência e, o que eu agora julgo inviável passará a ser parte da minha rotina. Dessa forma, os meus sonhos serão cada vez maiores e serão cada vez mais realidade e não mais um mundo de sonhos. Então eu acredito que 2013 me preparou de certa forma para uma realidade um pouco mais evoluída em 2014 em que o novo surgirá com a força do presente e o passado será somente uma experiência importante que ajudará a construir o amanhã.

Um ano de prosperidade, de aberturas antes não imaginadas. Literalmente, de vôos mais altos e de lugares e pessoas novas. E que dívidas e dificuldades financeiras não mais façam parte da minha realidade e, que eu tenha abundância material para que possa me dedicar a evolução do ser  sem perder tempo com a escassez da matéria. Muito trabalho! Muito sucesso e um ano de realizações e modificações na mídia brasileira e mundial e, que eu possa ser parte fundamental em todo esse processo.

Que eu veja um sentido maior e único no meu trabalho e que trabalhe em projetos realmente grandes e que causem uma transformação na sociedade em que vivemos. Que pessoas cada vez mais comprometidas com a mudança de paradigmas e com o papel da mídia na sociedade se tornem amigas, parceiras, companheiras, verdadeiros irmãos de caminhada. E que as pessoas com sentimentos menores e níveis inferiores de evolução simplesmente se afastem de mim no ano que está começando.

Em 2014 eu desejo profundamente perdoar os que ainda não consigo, por mais que já tenha tentado perdoar e libertá-los para viver uma vida de plenitude. Que seus desafios não mais tenham a ver com as minhas culpas e somente com a evolução de cada um na Terra.

Será um ano de aprendizado profundo e acima de tudo, um ano de MUITO amor!

Um ano que o amor tomará conta do meu ser de uma forma plena como antes não conhecia. Em que conhecerei o amor verdadeiro, o amor dual que não mais se importa tanto com a questão egoísta do ser mas sim, com o comprometimento, compaixão, paixão e crescimento espiritual! De reconhecimento do outro, construção da família, identificação, completude e tudo que, muito mais que o tempo, mas somente o reconhecimento do amor verdadeiro permite que aconteça.

Com toda certeza será um ano de evolução! De novos caminhos e um novo amor!

E que em 2014 eu tenha uma relação de amor, também com o meu corpo e que os traços de evolução sejam percebidos também de forma externa. Emagrecer, não só para cumprir com uma norma estética e carnal, mas para transbordar as vibrações de amor ao próximo também no meu próprio corpo. E assim fazer dele na Terra, um espelho da paz interior que sentirei no novo ano. E que meu corpo aproxime as almas de bem e que possa ser percebido também, como um instrumento de amor. Amor ao próximo e gratidão pelo corpo físico que abriga a minha alma e que tem o papel de transparece-la na Terra na forma leve como poderá ser percebida em qualquer dimensão.

E dentro desses três pilares eu baseio o meu novo ano, um novo ciclo de renascimento através do amor.

Acima de tudo, será um ano de muito amor, prosperidade e renovação.

Um excelente 2014 para toda a humanidade!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Só hoje eu queria não ter que fazer planos... não precisar pensar nas estratégias para o meu futuro perfeito..
Só hoje não queria buscar respostas no meu passado para os acontecimentos do meu presente...
Não queria pensar no que passou e nem no que poderia ter sido se pudesse ter evitado tais situações...

Só hoje não queria conversar, não queria contar nada prá ninguém..

Só hoje não queria te culpar pelo meu presente não ser o presente que sonhei para nós dois.

Só hoje não queria me preocupar em saber se meus passos seriam diferentes se tivesse seguido uma estratégia diferente da que adotei. Só hoje!

Só hoje você me veio a mente... Lembrei de você!

Mas não necessariamente de você traduzido nos atos que fizeram com que tudo acabasse...

Hoje eu lembrei de você em mim. Lembrei do que me fez sentir tanto sentimento e porque eu achava que você era parte do meu mundo.

Só hoje eu me lembrei sem pensar. Me lembrei sem racionalizar e sem, ao menos tentar entender o motivo pelo qual você virou o que virou.

Eu pensei em você e senti saudades...

Hoje eu pensei em você e senti uma dor no meu peito. Mas hoje o vazio não mais doeu, muito pelo contrário, se encheu. E para isso não foi necessário nada além de tempo. Hoje eu entendi que você não poderia mudar e que se você mudasse não seríamos "nós dois".

Eu percebi  que precisava muito de você e que eu fui muito feliz ao seu lado. E hoje essa felicidade se traduziu em amor.

E assim, com todo esse amor eu percebi que eu te quero muito bem. Senti por você o que eu já senti outras vezes e percebi que a nossa história precisava ter se cruzado pelo tempo que se cruzou. E precisava ter terminado no tempo que terminou. Eu lembrei de cada momento e seu sorriso não me saiu da memória.

Hoje eu lembrei do seu sorriso e do seu olhar. Lembrei de você e que, no final daquele dia, daquela intimidade instantânea que senti naquele momento, lembrei do que eu falei quando nos despedimos e que você não ouviu.

Naquele dia eu tinha certeza que nós dois já tínhamos uma história só nossa, marcada por um novo começo para os dois. Naquele dia eu sabia que você não sairia da minha vida nunca mais. Eu senti!

E hoje eu senti por você aquela vontade que você fosse feliz, aquele querer bem que só se traduz em sentimento sem racionalizar. Aquela vontade de querer a felicidade de quem a gente quer bem.

Mas hoje eu senti por mim, também a necessidade de sentir aquela felicidade que eu senti um dia ou outra felicidade, mas que não fosse preciso pensar tanto... Que só fosse preciso sentir!

Eu não sei bem porque, mas eu senti uma certa agonia, um alívio talvez.

Hoje eu senti que toda história tem começo, meio e fim e hoje eu entendi, assim do nada, meio sem querer, que eu não te quero mal. Muito pelo contrário, hoje eu senti que te quero muito bem. Mas eu percebi, assim sem querer e sem buscar respostas ocultas, em um relance eu vi que te amei e que é muito provável que eu ainda te ame por toda a minha vida. Mas vi que te amei quando você foi apenas você e não uma expectativa.

Vi que foi chato e desgastante tentar te mudar e pior, que não mudaríamos um ao outro. Hoje eu consegui guardar em mim o seu sorriso e guardar o seu olhar quando me viu. Hoje, mais uma vez, sem nem saber o porque, eu me vi naqueles olhos de quando você era apenas "você".

E eu me amei quando me vi através dos seus olhos. Eu me amei como há muito tempo eu não me amava. Me vi, como eu me via, nem que fosse naquele reflexo meio manchado de uma lente meio quebrada e, de uma hora prá outra eu consegui me enxergar.

E não quero mais lembrar de você pelos atos que cometemos. A minha vontade agora é te guardar em mim pelo que eu senti naquele dia. Sem racionalizar. Sem querer entender absolutamente nada... Hoje eu quero te guardar pelo que você é e não martirizar minhas lembranças com as expectativas não cumpridas do que poderia ter sido.

Hoje eu não quero lembrar dos sonhos que eu tive e das estratégias que eu tracei para nós dois. Não quero lembrar dos sonhos desfeitos e das desistências decorrentes das minhas altas expectativas. Hoje eu não quero, não tô a fim de me lembrar do "ótimo marido" que você se transformaria e não se transformou. Hoje eu não quero me sentir culpada por você não ser quem eu acreditava que você seria.

Não quero me sentir culpada por ter sonhado por você, mas hoje também não quero sentir a culpa e nem o peso de ter tomado a sua vida como minha responsabilidade e não quero ser a culpada por falhar.

Não quero mais!

Hoje eu olho prá você e eu penso se seria feliz  caso os meus planos tivessem se cumprido e vejo que não tenho o controle de nada.

Posso ter errado mas hoje eu te vejo feliz. Te vejo como era antes dos meus sonhos e das minhas expectativas. Acho que hoje você está livre para ser você sem mim. E percebo que nosso tempo, nossas expectativas e "nosso futuro" nunca existiriam e não existiram em lugar nenhum senão nos meus pensamentos.

Mas sempre que pensava em tudo isso eu me sentia frustrada, triste e simplesmente incapaz de amar novamente e hoje eu também me senti livre...

Assim, sem nada acontecer. O ciclo se fechou, como uma nova fase ou uma nova forma de ver o mundo. Como um ano novo ou simplesmente como a chuva... é.. vai ver foi a chuva...

E só hoje eu percebi que você sempre existiu sem mim e por mais estranho que possa me parecer, eu sempre existi sem você.

Eu existi sonhando os sonhos que sonhei para a minha vida e sou quem sempre fui e quem eu já havia sido antes de te conhecer. Mas hoje, certamente depois de você, eu sou uma pessoa melhor... e hoje, eu te quero bem...

E quero bem a mim também...antes de te querer bem. Agora é "primeiro eu, segundo eu, terceiro eu" como você me ensinou ou como sempre deixou claro que era prá você. E simplesmente é, sem egoísmo.. Agora estou em primeiro, segundo e terceiro lugar.

Aliás, eu não te culpo mais, de nada! Pois os sonhos foram meus e os meus sonhos eu realizo muito mais com as asas abertas que com os pés no chão. Os meus sonhos eu busco olhando para o alto e alcanço com muita persistência. Eu sei que eu posso voar! E eu vi que eu sou forte e tenho coragem, sja no meu mundo ou no mundo da Cinderela! E que eu posso ser responsável pelo meu sucesso e aceitar as minhas derrotas. Eu vi que eu posso cair que eu sei me levantar. É, eu aprendi a voar...

Eu senti vontade de te ligar... mas a vontade passou... e eu fui feliz por saber que você está feliz e está vivendo os sonhos que você sonhou viver.... mas vi que nem sei quais são...

Eu hoje não quero mais pensar... Quero ver isso tudo acabar... Hoje eu faço questão de ser feliz e sei, que não é justo culpar ninguém e nem ao meu passado, pelos erros que eu cometi e hoje eu enfim percebi, que essas experiências foram a base da minha sustentação e a força que me impulsionou ao vôo. Eu vi mais importante que manter os pés no chão é manter as asas abertas e sentir o vento no rosto...

Eu hoje só agradeço por tudo e vi que eu sou e fui muito, mas muito feliz!

Mas que está na hora de ser feliz novamente....

Então não quero mais pensar... Hoje eu só queria não ter que sonhar... Não ter que planejar...  Hoje eu só quero ser  o que eu senti...

Só hoje.... vou ali ver como vai ser daqui prá frente, não mais apesar, mas depois de tudo que eu vivi com você!




segunda-feira, 8 de abril de 2013

Quando você chegar, não deixe ela te pressionar. E não tente se mostrar muito importante na vida dela porque ela não vai nem te notar.  Ela é um pouco complicada mas no fundo só acha que não merece tanta felicidade, sabe? Ela é assim, se esconde atrás da aparência que diz não gostar mas na verdade quer ver se você gosta mesmo dela. Assim, sem se preocupar muito com as convenções sociais. Mas não é por maldade, porque na verdade ela está enxergando em você o mesmo que ela via antes, quando achava que sabia o que era amar.

Ela tinha certeza que sabia conquistar, mas era uma mocinha muito determinada e um pouco infantil. Meio mimada e tentava mudar algumas coisas para mostrar que era capaz de ter sempre o que queria.  Não que ela não acredite que possa ter o melhor, mas ela não olhava para o que ela realmente precisava.

Sabe com o que ela se preocupava? Em aparentar ser amada. É! Ela era bem boba e se preocupava muito com as aparências. Não era má pessoa, mas queria ser igual aos outros, ela sempre se sentiu meio diferente e não soube lidar com isso. 

Deixa eu te contar uma coisa? Na verdade ela nem liga muito para o que os outros vão pensar. Ela ligava muito em outros tempos, mas ela não tinha muitas referências e achava que o romance ideal era aquele que passava na televisão. Ela precisava muito ter vividoo que viveu e passado pelas experiências que passou. Precisava ser a mocinha da propaganda de margarina, sabe? Mesmo  não gostando muito de margarina e sempre tendo preferido requeijão.

Olha, não conta prá ela, mas eu preciso te contar uma coisa. Ela nem liga muito se você não fizer a barba ou se sair de bermuda xadrez e chinelo para todos os lugares, mas não conta prá ela que eu te contei, tá? Ela adora escolher as suas roupas e deixar em cima da cama para você  vestir quando sair do banho. Não é porque ela quer te mudar, é porque gosta de cuidar de você. Ela continua detestando camiseta regata mas nem liga muito para isso, não liga mesmo. Ela se importava naquele tempo em que ela achava que relacionamento era para os outros. Agora, ela nem se importa tanto, só quer que você seja autêntico, sabe? E não é por futilidade é que ela fica triste, pois parece que você não se arruma mais prá sair com ela e isso a deixa magoada. Mas isso não quer dizer que você não possa andar de bermuda e chinelo. É porque ela gosta muito de prestar atenção em você, de olhar nos seus olhos e se você se vestir mal, combinar listrado com xadrez, ela não vai conseguir parar de prestar atenção na sua exótica combinação.

Eu vou te contar mais uma coisa. Quando ela era mais nova ela pensava que homem não chorava e colocava uma responsabilidade enorme nas costas de qualquer coitado, que não podia demonstrar nem um sinal de fragilidade. Ela é meio ruim, mesmo. Mas ela está aprendendo a ser melhor. 

Ela fala prá caramba! Mas ela sabe dar muito valor ao silêncio e quando ela ficar quietinha deitada no seu peito, é porque ela se sente segura com você, não é por nada. É porque o silêncio é suficiente para que ela se sinta conectada. E ela nem liga se você for meio desajeitado e se ficar assistindo futebol na televisão, aliás ela gosta de futebol, viu? Ela não finge quando ela fala que gosta, mas ela não é tão preocupada com o jogo quanto você e nem está tentando competir com os seus conhecimentos futebolísticos. Mas quando ela ficar em silêncio, no seu peito, você pode assistir seu futebol sem problemas, mas eu posso te pedir só uma coisinha? Faz um cafuné que ela adora! 

E ela vai cochilar no seu peito e levantar só na hora que quase sair um gol. Ela vai perguntar do lance e vai querer saber quem passou a bola. Não precisa brigar com ela nessa parte, por favor. Ela só dormiu porque é bom ficar ali com você e também. E se possível, te peço outra coisinha, explica prá ela a tabela do campeonato com paciência? Ela vai se perder nessa tabela a cada rodada e sempre vai te prometer que no próximo campeonato vai prestar atenção desde o comecinho. Mas olha, tenha paciência com ela. 

Eu sei que isso vai te chocar um pouco, mas ela vai fazer absolutamente a mesma coisa quando vocês estiverem assistindo um filme de ação. Não é que ela não gosta de filme de ação, mas ela não se interessa tanto quanto você, sabe? Então explica com calma, não briga com ela, eu sei que é difícil ter calma nessas horas, mas tenta explicar com clareza que ela entende rapidinho e nem vai mais perguntar,  só continua fazendo cafuné. E deixa ela chorar em paz quando vocês assistirem um drama. E quando for um suspense e ela fechar os olhos, avise de verdade, quando puder olhar! 

Ela não está tentando competir com você em nada. Ela não quer prender a sua vida. Ela nem gosta muito de falar ao telefone, mas ela não é boba. Ela te liga porque ela realmente quer saber aonde você está, quer saber se vai demorar para chegar. Ela ama os acordar com o seu bom dia, não tem nada no mundo que a faça mais feliz! E ela não dorme sem ouvir seu boa noite. 

E quando ela estiver te esperando em casa para vocês saírem ela vai te ligar e vai ser meio chato.  Na maioria das vezes é prá saber se dá prá trocar de roupa, nem é prá te controlar. Ahh! E por falar em roupa, eu preciso muito te contar.. Não é por maldade que ela deixa prá se maquiar na hora que você chega em casa.. não é mesmo! Ela é muito enrolada sim, mas ela gosta muito de ver como você olha prá ela se maquiando pelo reflexo do espelho. Então, tenta não brigar com ela, por favor! 

Eu preciso muito te pedir uma coisa. Leve uma cerveja, escute um samba, se for isso que você gostar. E mantenha o bom humor, sempre! Essa menina adora gente que ri, sabe? Ela se acha meio diferente das outras, mas ela não sabe quais são as suas referências. Não fica falando de dinheiro com ela não. Ela simplesmente não liga. Não por falta de responsabilidade mas por excesso de fé. Conta prá ela que você viajou e conheceu um monte de gente legal. Conta prá ela que você foi a praia e sabe a história do moço que vende côco, ou qualquer coisa parecida com isso. Mas não inventa história, porque essa menina não suporta mentira, e ela sofre muito quando alguém mente. Então, tenta não mentir. 

Ela vai amar estar com você, ela gosta da sua companhia na hora de dormir, apesar de reclamar  que você é um pouco espaçoso. Ela gosta muito quando você a abraça sem ela esperar, mas é muito mesmo. Tente abraçá-la com força pelo menos uma vez quando se encontrarem.

Ela gosta muito de poesia, sabe? Gosta desde pequena, era o que ela achava que sabia fazer quando era criança. Mas nem todo mundo dá valor à sentimento, e era mais legal até cuspir longe, que ler poemas. Então isso nunca foi uma grande vantagem na escola e ela foi fazendo de conta que não gostava. Mas eu acho, é só um conselho, que se você gostar de poesia e de músicas que fazem sentido, ela vai gostar muito de você. 

Eu acho que no começo ela vai ficar com medo e fugir, porque é bem provável que você seja um pouco diferente do que ela estava acostumada e ela não sabe muito bem como lidar com isso. Ela vai ficar se perguntando o porque desse sentimento e do nada, ela vai se ver gostando muito da sua companhia, mas com medo de te sufocar. Mas na verdade, eu sinceramente, acredito que isso nem vai acontecer, porque ela vai gastar energia demais se perguntando se você não é muito diferente do que ela está acostumada e conhece como relacionamento,  então é bem capaz de nem acreditar muito nas suas boas intenções no começo. Mas tenha só um pouco de paciência, ela está se despindo de algumas referências, é que doeu um pouco e foi difícil prá ela passar por tudo o que ela passou e muito mais difícil é agora, quando ela vê que o que ela rejeitou é o que era melhor prá ela. 

Ah! Ela tem um segredo que nem é tão secreto assim, mas tem a ver com amor. Ela vai te contar umas coisas e vai ter certeza que você vai fugir. Eu sei que a sua vontade vai ser sair correndo na mesma hora, mas também sei que você já vai estar envolvido demais e querendo, sem saber bem o porque, que ela faça parte da sua vida. Então, rapaz, seja homem e fique! 

Aliás, seja homem é muito relativo, por favor. Ela continua acreditando que homem tem que ser viril e adora a proteção masculina. Mas prá ela ser viril não tem nada a ver com ser violento e proteção é muito diferente de omissão. Aliás, deixa eu te contar uma coisa que você já deve ter percebido logo no começo, ela nunca leu Cinquenta Tons de Cinza e ela, de verdade, ela não quer que ninguém a leve de jatinho prá Angra e muito menos tem um fetiche por cintas e tapinhas. Não insista, por favor!  

Ela gosta de você pelo que você é, então meu bem, seja sempre você! Não mude o seu jeito de ser quando estão juntos. Quando ela olhar nos seus olhos e te chamar de lindo, acredite! Ela realmente te acha muito lindo e diz isso olhando nos olhos com firmeza. Não precisa responder e nem retribuir, mas por favor, não é para você achar que é uma competição ou um concurso de beleza e ficar se achando o último biscoito recheado de chocolate no pacote. 

Mostra prá ela que você se preocupa. Se não for pedir muito, saia sempre com uma calça larguinha prá carregar o sorine dela no bolso e sempre que se lembrar e sentir vontade a abrace. Essa menina adora um abraço! 

Eu acho que vocês poderiam fazer uma coisa diferente a cada final de semana. Ela só quer ver que você se preocupa, não precisa ser nada de especial. Pode ser uma cerveja ou um filme. Mas um filme que vocês dois gostem e não esqueça o cafuné. Conversa com ela. É muito bom saber que vocês gostam de coisas parecidas e ela ama ouvir as suas histórias. Vocês tiveram um caminho bem diferente até aqui e ela aprende muito com as histórias da sua vida. Ela te admira muito, te acha corajoso!
Mas não preciso nem comentar que ela não gosta de prepotência né? E ela gosta mais das histórias divertidas, então moço, não tente impressionar com histórias mirabolantes de lugares que ninguém ouviu falar e nem pense em falar de amigos importantes, influentes e ricos com os quais você já tenha se relacionado só para obter alguma vantagem ou para parecer importante aos olhos dela. Aliás, é certo que você não agirá dessa forma, porque senão não teria passado do primeiro chopp e como chegou até aqui, ja contou dos tombos que você levou e das pessoas legais que você conheceu nessas suas andanças pela vida. Pode falar do seu trabalho, vocês fazem coisas diferentes sim, mas ela adora te ouvir contando sobre o seu dia e principalmente, em ver como o seu trabalho faz tantas vidas melhores. E como o seu trabalho te faz uma pessoa melhor. Mesmo que você pense que ela não entenda, fale e tenha certeza que ela se importa, e muito. E te admira muito, pela dedicação que você tem a sua profissão. Tente ter sempre um tempinho prá  ela, mas ela entende plenamente se você precisar ficar mais tempo no trabalho, mas por favor não minta em relação a isso, nunca. Ela admira muito a sua dedicação profissional e não liga em adiar um chopp mas não use essa dedicação como um álibe. Só fale a verdade, se quiser sair com os amigos do trabalho para tomar um chopp, ela não liga, só se preocupa e quer saber se você está bem. 

Sabe o que ela mais gosta de fazer quando está com você? Ficar com você, da forma que for.  Então sejam felizes... não fique preocupado com o futuro e nem com as expectativas dela... Ela só quer ser feliz e não espera nada mais que um abraço sincero e um beijo demorado para fechar o dia. Converse com ela, faça planos sim, mas só fale com o ela o que você realmente tiver interesse em fazer. Não minta prá ela e nem tente ser quem você não é.  Só seja uma boa companhia e só volte, se realmente quiser e gostar de ficar alí do lado dela... Ela quer você assim, do jeitinho que você é!

Tenho certeza que vocês serão muito felizes juntos!



segunda-feira, 31 de dezembro de 2012


Dessa vez vai ser a postagem redirecionada do Tumblr, porque como tudo muda, os posts tradicionais de ano novo, também podem mudar... 
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Os meus anos pares nunca foram os melhores anos da minha vida, apesar de ter nascido em um ano par, os anos que considerei “os melhores” sempre foram os ímpares.  E como 2012 foi um ano de quebra de paradigmas, de recomeços e de todo e qualquer clichê ser derrubado, esse foi mais um que acabou. 
E quem disse que para ser bom tem que ser fácil? Fácil não foi mas foi muito, mas muito longe de ser difícil, foi intenso! Foi um frio na barriga atrás do outro, foi uma prova de fé e de confiança e foi um dia de cada vez. 
E nesse um dia de cada vez, o último dia do ano está deixando um ar meio saudosista, mas não de tarefas incompletas, mas de formas diferentes de cumprir a mesma tarefa. Caminhos e estradas diferentes que me levaram aonde eu realmente queria estar no último dia do ano. Muitas coisas não aconteceram da forma como eu esperava, mas quem disse que eu esperava que isso tudo aconteceria? 
Se no dia primeiro de janeiro de 2012 me contassem metade dos acontecimentos do ano que viria, eu acreditaria, mas eu ficaria tão ansiosa com o quando, onde e como, que os acontecimentos acabariam perdendo a graça. 
Esse ano me ensinou, entre muitas outras coisas, que esperar pela festa é ótimo, mas está muito longe de ser a melhor parte dela. Eu, que já gostava da festa antes dela acontecer, aprendi a gostar além do durante, do depois também. E aprendi que o mais importante na vida é simplesmente viver um dia de cada vez. 
Aprendi a amar mais nesse ano, e aprendi que o amor nada tem há ver com com tempo e nem com o que as pessoas vão pensar. Aprendi a sentir o amor e a espalhar e a ver as pessoas como uma extensão do que eu sou. Nesse ano, eu aprendi que amar é individual mas o amor é o coletivo. 
E para o próximo ano, que com certeza consolidará a pessoa que aprendi a amar e a reconhecer em 2012, me traga paz e serenidade para alcançar as metas que tracei para a minha vida. Desejo equilíbrio entre corpo e coração, desejo muito trabalho e que esse trabalho mude muitas vidas e me traga MUITA prosperidade. Desejo prosperidade, criatividade, força e paciência. E que o ano novo consolide as mudanças “furacônicas” da minha vida nesse ano. 
Que a suavidade e o amor mude vidas em 2013 e que eu possa amar, transformar, mudar e me permita “ser mudada” nesse novo ano. 

domingo, 18 de novembro de 2012


Eu tentei me entender e acabei conhecendo uma outra pessoa, que estava e sempre esteve ali, em mim. Eu descobri que não era errado ser eu, descobri um monte de coisas que eu estava fugindo da descoberta por muito tempo e nem eu tinha me dado conta dessa fuga. 

O que eu fui não cabe mais em mim, o que eu queria não faz mais o menor sentido e mesmo todo aquele sentimento de euforia da descoberta, hoje não passa de uma lembrança, não uma lembrança nostálgica e muito menos melancólica, mas uma lembrança de um momento em que eu me rompi. 

O momento em que eu pude deixar de ver as coisas com os óculos que eu me impus, voluntariamente por tanto tempo. O momento em que eu tive que deixar os meus medos e ter a coragem de ser o que eu realmente tinha que ser. Marcante, diferente, o momento que deixou em mim muitas marcas, mas a lembrança desse momento só me traz paz. E talvez eu não estivesse acostumada a rompimentos com paz. 

Não me acostumei anteriormente, me prendi à valores antigos, à referências de dor, porque o crescimento, sempre depende de um momento e esse momento pode sim, ser uma representação de dor. Mas justamente a dor que me fez crescer, foi a mesma que muitas vezes me fez retroceder. Talvez tenha chegado o momento de entender que o crescimento é inevitável e, que voltar atrás não é garantia de fuga da dor. Ela faz parte do processo, e só isso, parte do processo. O processo e a caminhada são maiores que a dor do rompimento. Aquele momento em que o velho se fez novo e o mundo se colocou diante das minhas percepções e devaneios sobre certo e errado, sobre o que e como eu achava que tinha  que ser. 

É que o meu mundo e meu passado só existiram dentro de mim. Então, voltando aos lugares por onde andei e, novamente encontrando com as pessoas com as quais eu encontrava eu vejo que não há mais volta à nada. Porque eu já não existo naquele contexto. Mas o mundo continua existindo e o meu passado existe no mundo que eu vivi. 

No meu mundo, as pessoas tiveram  a importância que eu mensurei, e cada uma teve um papel na criação de tudo que foi importante prá mim. Mas na verdade, o meu mundo era só meu e me faltou compaixão. Me faltou deixar as pessoas entrarem no meu mundo e deixar que tivessem a importância real que destinei à elas no meu passado. Faltou entender que cada um tem a sua importância e faltou- mas faltou muito- reconhecimento e sobrou cobrança! 

Sobrou a culpa descarregada e descabida em pessoas e circunstâncias que me mudaram sim, mas me fizeram crescer. Faltou entender essas mudanças e aprender com cada etapa para construir o meu mundo melhor. Faltou sair do meu mundo e entender que é muito mais legal viver no mundo com um monte de gente! 

Mas também sobrou culpa, sobraram desculpas e sobraram frustrações. Mas as frustrações se manifestaram pelas expectativas que me projetaram a um futuro no meu mundo que nada tinha a ver com o futuro do mundo real, esse que tem um monte de outras pessoas com um monte de outros mundos e um monte de anseios. Sobrou compaixão disfarçada de bondade, sobrou a responsabilidade em cima de outros que não podiam ou simplesmente não queriam carregar a minha vida, as minhas expectativas e as minhas vontades. Sobrou também um pouco de vaidade disfarçada também de bondade- aliás como esse desprendimento vem me perseguindo nesses tempos- que não me deixou aprender a importância real de cada um dentro de mim. Sobrou vaidade e orgulho que me fizeram acreditar que o meu mundo não precisava de outros mundos para se completar e que a mim só restava lutar e fazer com que todos os outros mundos se encaixassem no meu mundo perfeito. 

Eu gritei, lutei e gastei muita energia tentando mudar o mundo, mas na verdade o que eu nunca percebi-  pelo orgulho disfarçado de bondade que me cercou- que quem precisava viver no mundo real era eu. E que as minhas experiências estavam me fazendo uma outra pessoa, diferente da pessoa que sempre viveu em mim. Eu me perdi no meu mundo, entrei em uma guerra que eu nem sabia o que queria, mas a minha energia se esgotou no momento em que eu não sabia mais o que era a paz. 

E essa falta de paz me desconsertou e me fez querer de novo seguir na minha essência. Ser aquilo que Deus disse que eu era assim que Ele me concebeu para viver na Terra. A minha função despertou a minha espera me angustiou. E ainda me angustia. 

Eu confundo sentimentos porque aprendi errado, no meu mundo o que era o amor. Na verdade não sei se aprendi errado ou se simplesmente não tenho a sensibilidade de entender se no meu mundo e no seu, os meus sentimentos fazem o mesmo sentido. 

Eu pedi a Deus e Ele me trouxe de volta. E eu estou aqui, e pude sair do meu mundo. Eu pude ver o mundo mais inteiro e me dar o direito de ficar confusa em relação aos sentimentos de uma outra pessoa. Eu aprendi que amar não é ajustar ninguém a minha forma de amar. Eu aprendi que não existe e nunca existirá uma fórmula para amar. 

E que mesmo que eu queira ajustar os meus planos ao meu mundo, eu nunca vou conseguir. Porque eu posso saber o que eu quero e eu preciso de expectativas, pelo menos mínimas, para viver. Mas eu preciso seguir em frente e fazer com que a minha vida tenha sentido, porque ela tem. E o sentido é único. 

Eu saí do meu mundo, visitei outros planetas e conheci um monte de gente diferente igual o Pequeno Principe. E aprendi que tudo na vida tem um início, um meio e um fim. E que por mais doloroso que possa parecer o fim pode também trazer um sentimento de paz. 

Aprendi que sentimentos mudam e que não é prudente tentar classificar o amor. E que eu preciso das pessoas e dos  outros mundos para fazer o meu mundo mais completo. Aliás, para entender que não existe o meu mundo e tampouco a minha verdade. A verdade é um sentimento coletivo e muito, mas muito maior. E que só quando todos conhecerem a verdade estarão mais perto de Deus. E a verdade não tem nada a ver com religião. 

Eu aprendi que existem várias formas de buscar a Deus, mas pelo menos até agora as que mais me aproximaram Dele, pouco tinham a ver com  padrões de religiosidade e tampouco de preconceitos, sejam esses preconceitos de qualquer mundo e para qualquer pessoa. 

Na minha humilde opinião, e não falo em humildade para disfarçar minha vaidade, falo simplesmente por me colocar no meu lugar e admitir que tudo que eu falo e penso são somente opiniões minhas, pertencentes à esse mundinho que é meu e que eu quero compartilhar. Voltando, na minha humilde opinião a forma mais eficiente de chegar perto de Deus é amando de verdade as outras pessoas. E entender que esse amor se transfigura de diversas formas e que um amor nunca vai limitar o outro. Quando puder e conseguir, amar o outro, acima das minhas necessidades e das minhas culpas e expectativas, amar assim, só por ele ser quem ele é, aí sim eu acredito que chegarei bem perto do que a vida reservou para mim. 

" O Senhor nosso Deus é um só. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com toda a tua força!’ E o segundo mandamento é: ‘Amarás teu próximo como a ti mesmo’! Não existe outro mandamento maior do que estes." (Mateus, 12: 29-30)

Ultrapassa, transcende qualquer religiosidade e qualquer preconceito. É simplesmente amor. Mas a classificação desse amor e da importância de cada ser humano em minha vida, me fizeram perceber o quanto eu preciso do ser humano. Preciso de alguém até quando eu preciso ser sozinha. E não é pela expectativa e tampouco para ter em quem descarregar as minhas frustrações e a culpa dos meus fracassos, eu preciso de alguém porque preciso caminhar junto. E o amor não é assim, somente carnal, aliás nunca foi e foi isso que eu nunca entendi quando eu classifiquei o meu amor. 

Eu me arrependo e tenho um sentimento de perda de tempo por ter aprendido tardiamente sobre o amor e a importância do ser humano para o meu crescimento. Eu hoje choro por não ter dado o devido valor aos acontecimentos no momento em que eles aconteciam e não ter crescido em tempo real, por ter focado apenas na minha dor, no meu mundo. 

Hoje eu percebo que esse momento, essa espera que ao mesmo tempo me traz angústia e libertação. Eu não quero sofrer pela expectativa de um futuro sem ter vivido o presente e sem aprender o que eu preciso aprender sozinha. E aprendi que a gente só entende que o amor tem outro significado ficando sozinha. 

Eu me confundi por muito tempo, mas espero não me confundir mais. Eu sofri e fugi da minha dor, e fugi de comportamento que me levava ao encontro de mim, simplesmente pelo medo do desconhecido. E hoje eu digo, que ser eu, no mínimo é divertido. Mas essa diversão, essa euforia e esse desespero em conhecer alguém muito legal que parece que nem existia, de tanto que tem em comum com o que eu queria que tivesse, isso passa. E que esse alguém continua, permanece e o mais legal. Esse alguém é real, e sou eu! E que eu não preciso nunca mais me disfarçar porque esse eu, que nem é tão novo e nem tão velho, sou somente eu, também agrada as pessoas. E o mais interessante dessa descoberta foi descobrir que eu fiz parte do mundo de outras pessoas mesmo quando eu pensava que eu só estava fazendo o meu mundo maior. 

É no mínimo surpreendente a descoberta e depois da euforia, depois da descoberta, em mim o que ficou foi o amor. Foi a forma de amor que hoje eu classifico como compaixão. Foi essa compaixão e esse sentimento forte pelo outro, esse amor fez com que eu pudesse ter sido importante e ajudado a formar o mundo de outas pessoas. 

Mas agora o processo continua. O crescimento não está estagnado, embora minha vida possa parecer um pouco parada. O processo continua e eu preciso aprender outras lições e talvez, eu precise aprender o valor da espera e da paciência para fortalecer a minha fé. Eu continuo acreditando e correndo atrás do que eu quero. E agora a busca é exatamente pelo que eu preciso para ser uma pessoa melhor, ou para ser simplesmente melhor. 

Eu preciso dessa busca, e essa espera embora me angustie não me causa dor. A incerteza do futuro se torna na certeza de fazer no presente a base para o futuro em que eu serei mais feliz e que poderei simplesmente continuar sendo o que eu tenho que ser. A busca é não acaba mas não me traz dor. 

A dor da perda, de uma incerteza foi sumariamente trocada pela paz. E eu não estava acostumada a sentir essa paz em momentos de mudanças. Eu sempre atribui lutas a dores, mas hoje até mesmo a incerteza e a espera me trazem paz. E é nessa paz que eu sigo em frente, na certeza de ter plantado e esperando o momento certo para a minha colheita. E me preparando para quando a chuva cair, porque não há nada melhor que dançar na chuva! E eu não faço isso há muito tempo! 

Por isso eu te pedi tantas desculpas, talvez por não saber expressar com palavras toda essa ausência de culpa que eu quero te atribuir. E toda a gratidão, de verdade por ter percebido como é simples ser o que eu tenho que ser. Como eu não preciso ter medo e que a espera pode me trazer além da angústia, a certeza. É por isso que eu pedi desculpas, por ter sentido que as coisas acabaram mas por não querer deixar de ser quem eu sou. E por ainda não entender, por não saber, o papel que você assume daqui por diante e, mais pelo medo que você não assuma papel algum. Logo você que foi tão importante, que me fez conhecer o melhor e o pior de mim, e nisso o tempo não conta e nem mensura. Agora tudo mudou, ou quem sabe tudo voltou para o lugar, a paz não dá mais espaço para o medo, mas ainda é difícil viver esse momento, esse pequenino momento de transição sem dor, esse que eu ainda não conheço e não sei  para onde vai me levar. Logo você, que é tão importante podia me ensinar e me mostrar o caminho daqui por diante. Mas aí, já é uma responsabilidade que não é sua, é só minha. Eu só não queria que você fosse embora sem entender o que eu não consegui explicar... 

O que eu aprendi é que a compaixão é também uma forma de amar, e uma das formas mais lindas, pois traz para o meu coração, todo o amor que eu senti pelo outro, e enche a minha vida do outro, como ele é!

Tudo mudou e não há passado mais para se agarrar, simplesmente não existe mais nada para trás, só existe o que virá.... 




domingo, 16 de setembro de 2012

A estrada...

setembro 16, 2012 1 Comments

E em um determinado momento você começa a perceber que já viveu a maioria das situações que alguém te conta como se fossem inéditas. Você percebe que simplesmente não adianta, e a sua busca por novidade em caminhos que antes buscava, simplesmente não fazem muito sentido. 
Porque no final toda história parece ser repetida e todo futuro previsível. As coisas chegam ao nível de começarem a ficar meio chatas e sem sentido. 
Parece que você está revivendo as suas experiências e sendo obrigado a perceber que a sua teimosia só te fez perder tempo. E voltar nas experiencias dos outros, nada mais é. que voltar atrás nas suas experiêncais e ver que as suas certezas não passavam de ilusões e que ninguém pode viver uma vida d certezas infundadas. 

Acho que entendi errado a parte dos muros que cairão e o véu que se rasgou. Mais uma vez busquei referencias em um passado, nas minhas certezas e me vi novamente vivendo um Deja Vu, seja lá o que isso representa. Não adianta mais brincar de voltar no tempo e fazer de conta que o tempo não passou para viver o que devia ter vivido há tempos atrás, porque o tempo simplesmente não volta atrás. 

E as experiências começam, em mim, a tomar a forma de conhecimento e não mais de arrependimento e de, mais uma certeza que talvez seja infundada, que nada adianta tentar voltar  e que o tempo, pode sim voltar para que eu conquiste o que eu queria ter conquistado. Mas o tempo passou e as minhas experiencias que me fizeram conquistar outras coisas além do que eu queria, me fizeram diferente e me levaram, não para o caminho mais longo da conquista, mas para o caminho da conquista real. 

A hora de parar de achar que o que deveria ter sido é melhor do que o que foi. A hora de viver o que preciso viver e sentir que voltei atrás por vontade. Mas é chegada a hora de buscar o que eu realmente tenho o direito de seguir. 

A vida anda meio estranha prá mim. E as referencias antigas estão começando a não fazer mais sentido, porém estou começando a entender o que cada uma delas significou com essa retórica e constante "volta no tempo". Mas parece que é chegado o momento em que todas referencias do passado simplesemente se anulam e parece que o passado enfim foi pago. E que todo arrependimento ou as possibilidades de caminhos entroncados simplesmente não fizessem mais sentido. A minha sensação é a de ter caminhado agora, por todas as ruas que antes não caminhei. A sensação nítida de ter tido a oportunidade, e aproveitado muito bem, de  voltar no meu caminho e seguir agora, pelas estradas que escolhi deixar para trás em uma outra oportunidade. 

Mas o que, em determinadao momento, é muito, mas muito libertador. Também se fez desnecessário para o destino final, pois agora eu percebo o quanto o caminho que eu escolhi me mostrou um horizonte diferente, uma paisagem mais completa e que o quanto eu não sou atrasada,  eu simplesmente conheço mais de um caminho de chegar a um determinado local. 

A sensação é que sou uma viajante do mundo, e que agora eu cheguei, exatamente aonde eu queria, ou reclamava de não ter chegado antes. 

Sabe quando você faz uma viagem para um lugar que você não conhece, por um caminho que você conhece até determinado ponto, mas alguém te diz que o outro caminho é mais curto e mais bonito. Você pega a estrada mas, chegando no ponto que desconhece, enxerga uma placa interessante e resolve arriscar um caminho novo, que ninguém te informou ter passado por lá. O caminho é tão novo, que ninguém consegue ter nenhuma referencia e quando você conversa, pelo celular, com pessoas que fizeram o caminho conhecido, elas te informam que estão quase no destino e contam como é a vista que estão vendo. A agonia toma conta da sua alma, porque você não consegue ver nenhuma daquelas paisagens, simplesmente nenhuma! E você começa a não dar valor para as paisagens presentes no caminho, que você escolhei caminhar.  


É fácil seguir por um caminho que todos conhecem, buscar referencias em outras viagens, mas quando você resolve seguir um caminho diferente é dificil que os outros percebam o quão lindo é esse caminho e o quanto é interessante a paisagem que você descreve. Não é por maldade, não é por falta de interesse é simplesmente por falta de referencias. É aquela hora que o grupo de viajantes do caminho conhecido por todos se junta e conversa somente sobre o que já viu e ninguém, absolutamente ninguém pode falar sobre o caminho que você escolheu, porque ninguém o conhece e para todos, aquilo é apenas um caminho para chegar a um fim comum, um lugar de encontro, então qual é a graça de conversar sobre um caminho mais longo para chegar no mesmo lugar? 

A graça é que no caminho mais longo muitos viajantes se encontraram. E cada um queria ir para um lugar diferente. Cada um com seu caminho próprio- longo ou curto- para chegar no destino final. Muitas vezes você se encantou tanto com as histórias dos que viajavam pelo caminho que começou a, simplesmente querer chegar no mesmo destino, que lhe disseram. Mas esse não era o seu destino, não foi por isso e nem prá lá que você foi viajar.  E quem diria, que porcausa de uma estrada com dois caminhos, uma escolha por uma estrada diferente, você conheceria tanta gente e tanta possibilidade de caminhar? Como podem, os mesmos viajantes, que saíram rumo ao mesmo destino, não perceberem o quanto aquela estrada é diferente, interessante, mas que você, podia até demorar, mas chegaria ao mesmo lugar? 

Como???

Mas como cada viajante sabe o seu destino, ou pelo menos sai em direção a um destino pré estabelecido. Uma hora, você se lembra que esta quase indo para um outro lugar, pegando os seus caminhos mas indo em direção a estradas que te levariam a outro destino. Uma hora é preciso voltar, reconhecer que está na direção de outro destino e voltar para a estrada que te conduz ao local que você precisa chegar. 



E em um determinado momento, na volta, na você começa a olhar a estrada por onde caminhou pensando que te levaria ao mesmo destino. O caminho de volta sempre é mais curto que o de ida, já percebeu? E nessa estrada, no caminho da volta, para a bifurcação daquela estradinha que você escolheu um outro caminho você começa a reviver tudo que passou enquanto ia em direção ao seu destino final. E como aquela estrada nunca te levaria ao seu destino. Como você não percebeu isso antes? Mas quem você seria se não tivesse pegado a outra estradinha? 

Quem você seria sem todas aquelas experiências na ida? Porque a volta é sempre mais tranquila, é aquela sensação- e mais que sensação, certeza mesmo- de já ter passado por aqui e as lembranças de cada ponto do caminho. Se eu já passei por essa estrada eu sei o que me espera alí na frente, só que de trás prá frente, porque eu já sei a direção e sei de onde eu saí. Eu ou você, aqui eu volto para a primeira pessoa, mas foi proposital...

E, por um momento você esquece que aquela é a volta para aquele ponto da estrada que você decidiu seguir uma nova placa, e pensa que a volta é o novo caminho. É o caminho que te leva ao seu destino. Mas por um breve momento, descobre que ainda é só a volta para o ponto em que você resolveu pegar o caminho diferente. A sensação de atraso, de volta, de tudo de novo, sempre bate a porta e te acompanha, mas só até você perceber que a bifurcação ainda não chegou. 

E eis que chega o momento. O momento que você resolveu pegar a estrada diferente, o momento que viu aquela bendita placa que te guiaria para um novo- ou o mesmo destino- e resolveu desviar a sua rota. E você desvia, olha para a estrada que seguiu e dá um sorrisinho. Sabe que tudo aquilo foi bom, mas foi só uma estrada... Foi um caminho que te levou a conhecer muito melhor o seu próprio caminho, mas tudo que você viu naquela estrada foi fruto de uma longa viagem. Um conhecimento novo, pessoas  e amigos de viagem. Sabe aqueles amigos que você faz quando está viajando? Vocês seguem juntos até determinado ponto, mas chegou o momento de cada um seguir para o seu destino...

Foi bom viver tudo aquilo. Foi bom viajar por essa estrada e ir parando em cada ponto para conhecer profundamente cada região, mas nenhuma região daquela era a sua região, nenhum lugar era o seu destino, mas sim parte da sua jornada. 

Mas depois de ter conhecido tanta gente e tanta coisa diferente nessa estrada, chegou a hora de seguir para o seu destino. Naquela estrada que você havia escolhido não seguir. E seguindo por ela, escolhendo a outra estrada da bifurcação, começa o caminho rumo ao destino final. 

Ele começa um pouco diferente, mas até certo ponto, por mais diferente que seja são dois caminhos- um mais longo e um mais curto- que levam ao mesmo destino. E você percebe que só estava em outro caminho mas a possibilidade de fazer o percurso de volta e de seguir pela outra estrada mostra que você vai chegar ao mesmo destino final.. Mas você é teimosa, é curiosa e quer sempre saber se realmente o outro caminho é tudo aquilo que todos falavam. E você vê que é legal, mas é simplesmente um outro caminho... 

E você já conhece tudo aquilo. Já viveu aquela estrada, mas em outro caminho, já sabe que o seu destino e para onde você deseja ir. E agora, é uma privilegiada, pois pode contar dos dois caminhos. O cheio de atalhos e que você parou para ver o mar.  E agora, por mais que faça amigos pela estrada, por mais que se juntem para caminhar até um determinado ponto da estrada, você sabe aonde quer chegar e não se confunde mais nos caminhos dos outros.  Você segue, mas volta mais rápido para a sua estrada. Deixou de ser uma aventura muito louca para ser uma parada para reabastecer. É isso... uma parada... 

E o caminho continua.... e você consegue viver tudo de novo, e mais rápido- porque essa estrada é mais curta- que já viveu na estrada anterior. 

Eis que chega o momento em que as duas estradas não mais se cruzam. Lembra do momento que você percebeu que não podia continuar seguindo na estrada antiga e resolveu voltar?

Agora chegou o momento em que ninguém mais contava como era a estrada e como era a vista daquela estrada, pois você só ouvia a história do destino final. Mas a estrada continua... 

E agora? Para onde seguir? A estrada é nova... totalmente nova... mas você sabe, e agora tem mais que certeza, que está na estrada certa para chegar ao seu destino final.  Mas aonde buscar informações da nova estrada? Como saber com quem já caminhou? É hora de seguir em frente, de conhecer caminhos que são novos para as duas estradas.

Eis que acabam as informações, eis que o conhecimento dos guias de viagem é o que vai ter que te pautar. E você precisa caminhar, precisa seguir em frente. Sabe que a estrada é certa e só lhe resta acelerar para chegar ao destino final. Ninguém contou que seria estranho, ninguém contou que haveriam dúvidas na estrada. Ninguém contou que a estrada é diferente nesse momento e que de nada adianta buscar informações na estrada antiga. 

Você caminhou, viajou, percorreu caminhos diferentes- uns mais curtos outros mais longos- que te conduziram até a estrada certa que te leva ao seu destino e é hora de seguir em frente. Sem medo, sem dúvidas que está no caminho certo, sabendo aonde quer e aonde vai chegar, mas sem a menor ideia da estrada a percorrer...

O momento chegou.. a estrada é nova, e é hora de seguir em frente tendo a certeza do destino final, mas  Ã© a hora de conhecer o restante do caminho....

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

E vai chegando a hora, e quando o sonho bate a porta e quando não há outra alternativa a não ser, literalmente, embarcar no sonho, os "piratas" do mundo dos sonhos começam a atacar. Eles começam a aparecer para tentar te lembrar que o sonho é demais e pior, que o sonho não é seu.

Eles aparecem e desaparecem, eles chegam e pedem uma batalha, na verdade não pedem eles travam uma batalha, e você não tem como fugir. Eles chegam dominando o mundo e tentando fazer o mundo dos sonhos se transformar nos sonhos que eles sonharam. Chegam devagar e vão mudando tudo aos poucos, tentando modificar um detalhe aqui e outro ali. Esses são os piores! Mas há os que chegam com toda velocidade e travam uma batalha, mais sincera, para tirar do sonho o dono daquele mundo. O dono do sonho, o próprio sonhador!


É nessa hora que o sonhador tem que deixar de sonhar e tem que brigar pelo seu mundo. Colocar as espadas em punho e agir com toda a força para não deixar escapar nada, nem um só detalhe do seu mundo. Cuidar de tudo para que a terra não seja invadida e tirar todos os piratas invasores dali.

Nessa hora o papel de sonhador dá lugar ao guerreiro e a certeza da vitória faz acreditar e partir para cima. E confiar que tudo o que tem naquela terra é parte do seu sonho e que esse sonho tem um dono, e esse dono briga por tudo que está ali.

O guerreiro que não deixa os inimigos entrarem e que, só vence porque se vê como verdadeiro dono daquela terra. O guerreiro não pode, em nenhum momento, acreditar que aquilo não é bem o que ele esperava e tem que se manter firme e lutar em cada batalha para alcançar a vitória e defender a terra prometida.

Ele sabe que aquilo tudo lhe pertence e luta, mesmo que a vitória pareça distante, ele luta com as armas que melhor souber utilizar. Alguns piratas são quietos, são sorrateiros, tentam saquear as ideias, tentam fazer com que o guerreiro se sinta menor. Alguns são sonsos, e atuam como pessoas de bem saqueando pouco por vez, o que o guerreiro acumulou. Outros tentam formar uma equipe para saquear a terra prometida e, geralmente essa equipe começa a ser formada a partir dos que estão próximos do guerreiro.. Mas em algum momento, os piratas chegam para a batalha.

E a certeza da vitória mantém o guerreiro em pé e mantém a terra com as características da terra do guerreiro. Antes de entrar na batalha, ele pensa e, antes de tudo, confia na vitória. E sabe que não pode desistir, porque se desistir ele irá abrir mão do seu sonho. O seu sonho será entregue aos piratas e tudo e todos que viviam e dependiam daquele sonho simplesmente vão deixar de existir. Como um mundo que nunca aconteceu, com pessoas que nunca existiram. Lutar para manter o sonho é tão importante como começar a sonhar. Então o sonho, todos os dias, deveria ser renovado, ser revivido, para  que as batalhas não sufoquem o desejo de viver na terra prometida por quem um dia sonhou.

Dormir para descansar, como disse o nosso querido Walt Disney, também já não existe na minha vida. Pois desde o dia que descobri a minha força e decidi fazer, eu mesma, os meus sonhos acontecerem, eu só durmo para sonhar. E para manter esse sonho cada vez mais real...



Está chegando a hora....