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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Eu tenho um sonho. Um sonho desde criança. Eu tenho um sonho e já tinha resolvido que este sonho ficaria para sempre guardado, como um sonho, dentro de mim.
Se o meu sonho fica guardado como um sonho, ele acontece como eu quero. Ele se desenvolve, vai volta e pára conforme as minhas vontades. O meu sonho dentro de mim, vivia adormecido e eu continuei acreditando que ele seria sempre só um sonho.

Como um sonho eu não teria distrações, seria tudo perfeito. O porto seguro para eu voltar quando as coisas do mundo real não estivessem muito boas. Enquanto não podia controlar as coisas no meu mundo, achava com todas as forças que poderia controlar tudo no sonho e que poderia voltar para ele sempre que eu quisesse me refugiar de alguma forma do mundo real.

Eu vivi o meu sonho. Eu vivi o meu sonho e participei do sonho de muita gente. Eu morei no lugar dos sonhos de muita gente e, no lugar que infelizmente para muitos, vai ser para sempre um sonho. Eu morei e vivi a minha vida real na Terra do Faz de Conta. Eu vivi! Eu vi sonhos sendo realizados, eu passei por situações que muito se distanciaram de um sonho e, mesmo em um lugar de refúgio, eu não pude controlar absolutamente nada. Eu vivi a sensação de não controlar o meu sonho. Eu vivi em um sonho e ele se transformava a cada dia. Eu vivi em Walt Disney World. Eu tive problemas reais no "mundinho da Cinderela". E tive o Mundo da Cinderela no Meu Mundo Real.

Eu devia ter aprendido a não mais reservar lugares ocultos dentro de mim para os meus sonhos. Eu deveria ter aprendido a não ter controle e a viver em um sonho. Eu devia ter aprendido a não ter medo e acreditar que o mundo de sonho pode sim se tornar realidade. Eu devia!

Eu acreditei que ainda pudesse reservar um lugar ao sonho dentro de mim, sem nunca externalizar. Eu quis acreditar que este lugar só aconteceria dentro de mim e que eu poderia controlar. Eu quis viver um sonho e esqueci que para vivê-lo ele teria que se tornar real.

Eu corri por muitos caminhos, eu recebi muitos nãos, eu fui para o lado errado, eu atravessei a rua quando deveria continuar em frente e tentei desviar o meu caminho. Mas o máximo que eu consegui foi dar mais voltas para viver dentro do sonho que eu devo viver.

Hoje o meu sonho bateu a minha porta, na verdade ele escancarou a porta e me empurrou para entrar. Talvez como o coelho da Alice, atrasado, com pressa, olhando no relógio e sem entender o porque da minha renúncia em entrar naquele mundo. O meu sonho me empurrou, me pegou pelo pé e me fez lembrar que mesmo no mundo dos sonhos é preciso passar pelo mundo real.
As dificuldades acontecem porque é impossível controlar o sonho. É impossível controlar os acontecimentos mas mesmo assim o sonho tem que continuar... e no final, simplesmente não existe um final. Todo este caminho é o sonho e o sonho é a vida real.

Olho para trás e vejo quantas voltas tenho dado para chegar ao mesmo lugar, e agora o Coelho está apressadíssimo e eu só devo segui-lo e relaxar.... sem stress... sem ansiedade... só admirando o caminho e vendo a beleza de um sonho se transformando em realidade! Ou para no final, descobrir que tudo não passou de um sonho!


"Eu sei que o meu Redentor vive/e por minha causa Ele se levantará/ Também sei que o Deus em que tenho crido/ é FIEL e PODEROSO para ressuscitar meus SONHOS/ E também para os REALIZAR!"

sábado, 5 de março de 2011

Na terça feira, dia 01 de março, entrei em um centro cirúrgico pela primeira vez. Estava com muito medo mas sabia que estava em boas mãos. Sabia que resolveria um problema, mas este foi o problema mais chato que já tive e que teve que ser resolvido assim, a golpes de bisturi. Na verdade não foram golpes de bisturi, mas os detalhes da cirurgia para a retirada dos meus miomas uterinos não precisam ser colocados aqui, não neste momento. Entrei com a consciência que tinha criado aqueles miomas no meu útero e que seria capaz de, com a ajuda de uma equipe médica muito atenciosa, retirá-los de mim.

Por muito tempo frequentei consultórios médicos em que me disseram que não poderia ter meus filhos, que teria que tê-los - se quisesse pelo menos um- o mais rápido possível, e até que não poderiam me atender porque perguntava demais. Fiquei com raiva da classe médica, que via tudo aquilo de forma muito simples e "esclarecedora". Fiquei com cisma com os estudantes de medicina, com os médicos recém formados, residentes, com os meus amigos que escolheram essa profissão e até comigo, que na época do vestibular poderia ter escolhido a medicina como minha profissão, e certamente, se tivesse feito, não seria tratada como uma ignorante na hora do diagnóstico médico.

Por ironia do destino, e que ironia, fui trabalhar em uma empresa de médicos e fui muito bem tratada e respeitada, pelos médicos. E nem tanto respeitada pelo marketing. Conheci um lado mais humano dos médicos, mas continuei me questionando e me arrependendo de não ter feito faculdade de medicina.

Depois de muitas voltas, muitas dores, muita procura, Deus colocou no meu caminho Centro de Miomas, o dr. Michel Zelaquett e a equipe médica que me fez acreditar, mais uma vez no ser humano e, de verdade mudar a minha vida.

E durante aquele tempo, naquele centro cirúrgico, eu vi o quanto eu tenho que ser grata por uma equipe de médicos que, muito mais do que fazer o que tem que ser feito, mudaram minha forma de me relacionar com a minha vida. Pessoas extremamente envolvidas com o seu trabalho, que naquela hora era o meu futuro. Eram os meus sonhos colocados,literalmente,nas mãos de pessoas, que nem me conheciam, mas me acalmaram e me fizeram confiar que tudo daria certo.

A única coisa que eu ouvi foi "você está no lugar certo" e estava nas mãos certas também. Sou extremamente ansiosa, em tudo, e não é muito fácil confiar nas pessoas que eu não conheço. Mas aquela hora certamente, mudou tudo.

Vi que não era capaz de ser totalmente responsável pela minha vida, pelo meu futuro, e que as vezes, Deus coloca pessoas em nosso caminho para nos ajudar a caminhar. E a essas pessoas, que nunca tinham me visto, que em somente mais um dia de trabalho, mudaram a minha vida, eu agradeço com todas as minhas forças.

Hoje eu sei que sou diferente. Sei que posso confiar nas pessoas e, mesmo que tivesse feito medicina, não seria por isso que não precisaria dos outros. Eu devo desculpas a outros médicos, enfermeiros, maqueiros e principalmente, populares que também mudaram a minha vida em outubro de 2000 por não ter agradecido a altura. Mas não queria deixar passar esta oportunidade.

Muito obrigada a estes profissionais, que muito mais que profissionais são seres humanos maravilhosos a quem Deus abençoou com o dom profissional por ter feito em mim, muito mais que uma cirurgia de embolização de miomas, mas uma oportunidade de uma nova vida!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

É nessa hora que eu começo a chorar?
É nessa hora que eu me recordo entre tantas lembranças, de todos os momentos que pensei que seriam um sinal, um início ou um estopim da felicidade?
É nessa hora que eu começo a ver a minha vida parada e que me sinto aprisionada por mim mesmo em uma realidade que não mais consigo mudar?
É nessa hora que eu recebo ainda mais cobranças que as anteriores não podem nem ser chamadas de cobranças por algo que fiz ou deveria ter feito?
É nessa hora que todos tem conceitos prontos ou conselhos do que deveria fazer, ou do que deveria ter feito?
Em todo momento eu procurei fazer o que era certo. Segui o caminho e os passos que, segundo o manual de uma boa menina, me conduziriam a uma vida feliz.
Fiz tudo que uma menina da minha idade deveria ter feito...
Vivi as minhas experiências, tive os sins e os nãos que me conduziriam ao sucesso.
Eu nunca tive uma nota verrmelha!
Eu nunca repeti de ano!
Eu sempre fui uma aluna aplicada, confesso que nunca a primeira da classe, mas acima da média geral.
Eu sempre fui carismática, fiz amigos com facilidade, fui educada, gentil e acredito não ter cultivado inimigos ao longo da vida.
Eu sempre fui fiel.
Eu não usei drogas!
Eu sempre tentei ter uma alimentação equilibrada!

E agora eu só queria saber em que ponto exatamente eu deixei a desejar, que para me alertar foi necessário a minha vida parar.

É nessa hora que eu me sinto péssima e que, sem querer e sem a menor intenção, olho para a vida dos outros com uma certa inveja, ou ao menos uma pergunta constante "aonde foi que eu errei?".

E também é a hora de querer me afastar, de não querer falar com ninguém por não ter uma história de sucesso para contar e nem ao menos ter do que reclamar. E agora, eu sequer consigo ajudar as pessoas que eu amo.

Eu conseguia ver o lado positivo da vida dos outros, impulsionar, servir de apoio, mas agora eu preciso de um apoio para a minha vida.
Mas será que eu preciso?

Por que o meu apoio não mais me apoia? E a minha vida não sai do lugar?

Queria somente saber o gatilho, para fazer o tempo voltar a andar e seguir o meu caminho. Não quero nada de ninguém, só quero saber das minhas qualidades, do que vai me levar a viver a minha vida.

É eu quero viver! E quero saber o que eu faço com o meu carisma? Entro no Big Brother?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Eu criei um dia de paz...
Eu me convenci que crio a minha realidade...
Eu quis ser melhor e consegui...
Eu vivi o meu dia como uma grande novidade...
E um presente...

Hoje eu criei o meu dia...
Criei toda a realidade circundante,
e não consigo imaginar se a realidade que criei...
é mais real que a realidade que vivia...

Eu criei circunstâncias...
Acreditei que podia...
Eu fui inconsequente...
Mas hoje eu juro que queria...

Vi minha alma falar mais alto que a matéria...
A alma que senti emanar, hoje...
Me mostrou novamente quem eu sou...
e eu precisava... ahh como eu precisava...
Ser somente o que por vezes não consigo expressar...

Hoje eu não quero sentir culpa...
Hoje eu só quero ser o que sou...
Quero olhar para dentro e sentir que posso...
Me expressar sem medo,
Sem criar uma personagem vil daquilo que um dia eu fui...

Eu quero somente ser tudo o que sinto...
E sentir um amor tão grande...
Maior que eu possa suportar...
Olhar para dentro...
E por mim, hoje, somente sentir meu afago...

Quero me entender...
Quero conversar comigo como um amigo saudoso...
E estava com muitas saudades de mim...
Do eu que encontrei escondido em algum canto de mim...

E hoje eu reencontrei o meu eu escondido...
e vi que não tem porque esconder...
Não posso mais ser aquilo que não sou...
Reprimindo o que eu sempre quis ser...

Hoje tudo mudou...
e eu consegui perceber...
que para ser tudo que quero e espero um dia...
Eu preciso me aceitar, e me entender...

E hoje, sem demagogia...
eu vi que o eu que escondia...
é um eu muito maior e mais sublime...
do que eu que queria transparecer...

Hoje eu criei a minha realidade...
Eu criei o meu dia...
Vi a minha vida acontecer...
e hoje,
eu não senti medo...
e não senti vontade que o tempo passasse...

Hoje eu queria que o tempo parasse...
Na verdade também queria que passasse...
Eu vi que por mais que precissasse...
Sim, tenho muito o que aprender...

E aprender no caminho...
é o que justifica viver...

domingo, 12 de setembro de 2010

Hoje eu sai sem você...
durante todo este tempo eu já tinha saído sozinha...
Mas hoje me deu vontade de chorar...
e hoje, eu tentei disfarçar...
mas hoje eu percebi que eu realmente estava sozinha...
e que isto não é legal...
que às vezes parecia legal..
parecia uma coisa que já havia perdido..
parecia que perdia muita coisa...
mas hoje eu vi que vc não voltaria...
E hoje eu me senti sozinha...
Porque eu vi que amanhã eu não vou precisar falar com vc que eu fui...
Eu não vou ter que falar com você...
e se eu não quiser...
eu não vou ter que falar com você nunca mais...
Eu não vou te contar como foi...
eu não vou te pedir para ir comigo...
Hoje eu saí sozinha...
E eu vi que não quero ser sozinha...
Mas que por mais que eu tentasse...
Que o meu mundo não te pertenceria...
Eu saí sozinha...
Eu pensei em você...
e eu tive a certeza que não queria...
que nós não mais sairíamos...
e não gostaríamos mais...
Porque hoje eu percebi...
que eu realmente te perdi...
Ou que nós nos perdemos de verdade...
e hoje enquanto saía...
e supostamente me divertiria...
Eu hoje chorei de saudades...
e chorei de vontade...
de nunca ter percebido...
que nosso amor, da maneira que estava...
Nunca deveria ter acontecido....

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pela primeira vez em muito tempo estou fazendo o que eu realmente quero e sinto que é certo...
Não sinto que devo dar explicações e nem tenho vontade de dar explicações a ninguém...
Pela primeira vez em muito tempo eu me sinto mais leve..
Eu sinto uma liberdade proveniente de onde não sei explicar...
Que me diz, mais uma vez, para não me preocupar...
E para seguir em frente..
Me diz que apesar de alguns planos de tão incertos não me trazer a plenitude...
Está na hora de ser mais certa nos meus planos...
e contar mais comigo...
Contar e ser apoiada pela minha intuição...
A "minha" voz interior me avisa para seguir em frente...
Me diz que tudo vai dar certo..
E não é que eu desgoste de qualquer pessoa...
Mas não quero mais dar explicações dos meus atos..
E muito menos seguir caminhos traçados por alguém que não me entende...
Mas que mesmo assim me quer muito bem...
Agora eu me sinto totalmente responsável por meus atos...
E sinto de verdade que o sucesso vem da alma...
e que a persistência, o preparo e a oportunidade são os melhores amigos da sorte
Eu entendo o que aconteceu...
Eu não tenho mais racor e não quero saber o porquê...
Porque agora quem define o sentido sou eu...
E a explicação , se tiver, sou só eu que posso dar...
Então agora eu sinto que retomo ao caminho..
que nunca deveria ter saído...
mas que precisava trilhar...
Eu já tentei igual por muito tempo...
Já segui cartilhas e modelos de comportamento...
e como não tem dado muito certo...
Está na hora de seguir a minha real percepção...
Não tenho nada a perder...
E se é para mudar a estratégia...
Eu mudo e sigo em frente...
E agora a minha estratégia e seguir o meu caminho...
E seguir mais leve..
É pensar um dia de cada vez..
E fazer o que me deixa mais próxima da felicidade...
Da minha felicidade..
E só quem sabe como eu sou feliz, sou eu!

domingo, 30 de maio de 2010

Quando li isso até chorei, e o Ego Astral por incrivel que pareça costuma acertar as suas previsões...ou eu ando sensível demais...

  A força que marca estes próximos seis meses é a do Fogo, Thaís, claramente demonstrada pela simbologia do naipe de paus. O seu momento é purificador, regenerador. O transbordar de uma poderosa intuição permitirá compreender quais os caminhos que devem ser trilhados e você desafiará sua própria alma ao trilhar tais roteiros. A emergência de uma carta do naipe de paus revela que algo no mais profundo da sua alma está transbordando, a fim de que você trave contato com os aspectos mais íntimos do seu ser, Thaís. Estes próximos meses serão marcados por desafios poderosos que você fará para si e também por percepções mais amplas da realidade ao seu redor. O momento é de tomar iniciativas que permitirão mudar o contexto das coisas que você não aprecia em sua vida.
Cenário: Um navio, que se encontrava parado no meio do mar, pega súbita velocidade.
8 de Paus é a carta do alívio, Thaís. Sugere a súbita aceleração dos planos e dos desejos, justamente daqueles que se encontravam parados há um bom tempo. Eis que a vida se descongela e o que estava travado começa a fluir, com leveza e boa velocidade. A energia espiritual travada encontra sua libertação e tudo começa a fazer um sentido que não era possível de ser encontrado antes. Não se preocupe com o que parece “inerte”. Sua vida se porá em notável movimento nos próximos meses!
Síntese do Semestre: Estes próximos meses serão marcados por notícias inesperadas e positivas, Thaís. Você terá a clara sensação de que as coisas que andavam travadas em sua existência simplesmente acelerarão a contento. O entusiasmo contagiante causará impacto no meio. Procure elaborar novos projetos para canalizar tanto vigor!




E que Deus abençoe muito os meus próximos seis meses.. e que as previsões se concretizem e eu sinto que já estão se concretizando...


E que venham os desafios, muito trabalho, muitas realizações e muitas novidades!!!!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Fui ao médico por um motivo que me preocupa e falei sobre a minha intensa ansiedade.. que está atrapalhando a minha vida, o meu sono e a minha saúde- física e mental-. Ela me passou um remédio homeopático, apesar da médica não ser exclusivamente homeopata, para melhorar os sintomas...

Agora eu entendi... a vida deve ser vivida um dia de cada vez... o caminho pode ser divertido e a ansiedade pode acabar com uma história maravilhosa... as melhores histórias tem um enredo muito mais interessante que o final. Há muito mais coisas entre o "'era uma vez" e o "felizes para sempre"... e são esses momentos que fazem uma boa história...

A ansiedade de chegar ao final pode acabar com a beleza dos momentos. E se eu prestar bastante atenção, eu verei em todo o caminho os sinais de um final feliz, então não tenho porque me preocupar...

E assim, em doses homeopáticas eu vejo os sonhos se tornarem realidade. Eu vejo que o importante é acreditar... e principalmente... saber esperar e esperar com sabedoria!

sábado, 13 de março de 2010

Você é exatamente o que planeja ser. Você é o único responsável pela sua vida, por todas as coisas que acontecem em todos os momentos. Se a sua vida não está do jeito como gostaria que estivesse a única "culpada" é você mesma! 
Aliás não existem culpados, existe apenas causa e consequência. As palavras têm o poder e você tem o poder de ser do jeito que quiser, porém se profetizar palavras negativas elas serão alicerces para o seu futuro. A sua vida hoje é do jeito como você a projetou.

A vida é muito simples, recebo SEMPRE de volta aquilo que eu dou! Se eu tenho uma semente, planto e cuido para que cresça, eu terei uma belíssima árvore no futuro. Agora se, no momento que eu ver os primeiros brotos eu pisar e dizer que não é aquilo que eu esperava, que eu esperava por uma belíssima e imponente árvore, eu nunca a terei, pois terei acabado com todas as chances do meu broto se transformar em uma frondosa árvore.

No momento eu tenho o meu broto e percebo que plantei e estou plantando as sementes certas para o meu futuro. Agradeço pelos sinais e deixo a vida acontecer, no tempo certo!

Obrigada pela carreira promissora que eu tenho! Por isso que eu me amo e aceito as minhas escolhas, eu me aceito assim, como eu sou!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Não recebi a ligação que esperava, mas recebi a resposta que queria por e-mail. Estou sentindo que a partir de agora um período de muita luz está iniciando em minha vida...

Agora é a hora de rezar, de conversar com Deus e pedir para que Ele me ilumine. Estou um pouco menos ansiosa, mas estou confiante... seja lá como for, vai dar certo.. Eu sinto!

terça-feira, 9 de março de 2010

A ansiedade hoje me consome, eu sei que o que eu quero está a caminho. Eu sinto que o caminho está chegando ao fim. Sinto que consigo levar uma vida melhor. Sinto que consigo viver sem amarras, sinto que consigo me realizar profissionalmente.

Ahh essa realização profissional! Por mais que eu saiba que plantei, que tenho plantado e sinta que a hora de colher os frutos esteja próxima está difícil controlar a tensão. Está difícil controlar o desejo de que as coisas dêem certo, de que os planos se concretizem.

Eu sei que tudo tem seu tempo. Li em algum lugar que a ansiedade é mais ou menos como plantar sementes e querer que no outro dia a árvore já tenha crescido. E mesmo sabendo disso eu sinto como se olhasse para as minhas sementes e falasse à todo momento "e aí? vcs não vão crescer não? Tá na hora minha gente, acordem!" e sei que isso só me atrapalha.

Esses sentimentos me fazerm confusa e me fazem sentir medo. Tenho medo que a asiedade estrague tudo mais uma vez e que eu desacredite no resultado final do que plantei. Em alguns momentos a vontade que me dá é de sumir por um tempo... o tempo suficiente para a árvore crescer... e voltar quando tudo estiver pronto. Não sumir dos meus objetivos, não fazer acontecer, mas sumir dos interpérios que fazem com que o tempo de colheita tenha que ser retardado. Sumir das chuvas, do sol e sumir principalmente... das pragas....

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Mudanças levam tempo, mas precisam acima de tudo de muita perseverança. Perseverança não tem sido o meu forte ultimamente. Desistia muito fácil de tudo que não me agradava como se a vida fosse feita exclusivamente, e em todos os momentos, para me dar prazer...


Muitas vezes, olhando para trás vejo o quanto fui imatura, ou precipitada. E pretendo agora aprender a lidar melhor com meus sentimentos de mal estar. Aprender a esperar, mas não mais esperar sentadinha por alguma mudança que nem eu mesma saiba o que é.


O primeiro passo para conseguirmos o que queremos, sem dúvida alguma é sabermos o que queremos e eu, demorei tempo demais para enxergar coisas tão simples. Reclamei demais, andei em círculos, vi muira coisa mudar e tive todas as oportunidades que pedi. Mas em certo momento não estava mais satisfeita, queria resultados imediatos e nunca soube esperar pelo que eu pedia... Só sabia reclamar...


E reclamando permaneci.. e vi que talvez eu sempre reclame, mas agora eu entendo um pouco mais, que aquilo que eu joguei para o alto, o que não me fazia feliz, não era o fim, a finalidade e sim o caminho. Muitas vezes passamos por caminhos desagradáveis até chegarmos ao nosso destino final, mas e impressíndível saber onde queremos chegar... e antes de qualquer coisa, sim, eu já sabia que o caminho não seria dos mais fáceis...


E continuo sabendo...


E andando em direção ao meu destino final. Mas agora eu mantenho o foco, eu sei onde quero chegar....


Mas eu definitivamente, quero aproveitar cada curva, cada parada do meu caminho para admirar a bela vista da estrada!!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Eu sinto um formigamento, uma inquietude. Eu sinto que algo está para acontecer. Eu tento não ficar ansiosa mas é mais forte que eu. Eu sinto como se alguma coisa estivesse para mudar, sinto o meu coração pulsar mais forte. Sinto que atraio tudo o que eu sempre quis. Sinto que as coisas estão acontecendo e sinto que uma coisa irá puxar a outra e sinto que no fim, ou no meio, tudo parecerá bem mais fácil do que está sendo.

Sinto que preciso viver, sinto que a vida que tanto sonhei e planejei já está acontecendo e que agora é hora de descansar para encarar o que está por vir. Eu sinto que tudo pode não ser tão glamouroso como nos meus sonhos e sinto que tudo está prestes a se tornar realidade e sinto que tudo só depende de mim...

E por incrível que pareça, agora, mas minhas noites em claro, nos meus devaneios eu sinto que está tudo muito perto e que nada é mais impossível. Eu sinto que quero e sinto que sei o que eu quero, sinto que mesmo com sinais contrários, que a hora é agora e consigo compreender algumas coisas do meu passado. Algumas escolhas que fiz sem saber o porque, pensando terem sido fruta de uma insanidade temporária, sinto que foram muito coerentes.

Eu sinto uma movimentação, eu sinto a diferença, eu sinto que agora é a hora... e agora...

Eu sinto medo...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nunca gostei de despedidas, desde criança eu sempre sofri na hora do adeus. A certeza do nunca mais mexe comigo de uma forma que me angustia. Eu gosto de saber o que me espera, de saber o que existe atrás da porta. Não sou muito afeita a surpresas, não gosto de festa surpresa, não gosto de presente surpresa, não gosto de não saber. Prefiro planejar.

Com o tempo aprendi, e ainda aprendo sempre, que nem sempre é possível saber o que tem atrás da porta, e que mesmo sem saber às vezes é necessário abrir. É preciso fechar uma porta para abrir uma outra. Terminar o que se está fazendo para então começar uma nova, encerrar um ciclo.

É difícil encerrar qualquer coisa. É difícil aceitar a idéia de que um plano novo precisa ser traçado. É mais fácil continuar como está e não planejar. Mas voltando à questão da despedida eu prefiro ir embora antes da festa acabar, sem ter que dar tchau. Eu prefiro que me esperem no último dia e não comparecer. Eu prefiro que seja assim. Eu não encontro palavras, eu não encontro gestos e o meu coração dói. Sempre dói, independente do que que esteja me despedindo.

Eu não gosto de lembrar do momento do adeus, invalida todo o processo, eu não gosto de dizer adeus, mesmo quando eu sei que tenho que partir. Há quem ache que eu sou impulsiva, mas a maioria dos meus impulsos de "adeus" foram planejados para que não houvesse este momento. Eu vou e digo um até amanhã, ou qualquer coisa do gênero e simplesmente não volto mais. É como se qualquer dia fosse o amanhã, como se eu ainda tivesse um motivo para voltar. É a minha forma de me preparar para partir.

Para mim a melhor forma de dizer adeus é simplesmente ir...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Estou sentindo uma paz interior muito grande. Tem vários problemas, um monte de coisas chatas, falta de dinheiro, saudade, dificuldade de se comunicar em outra língua, o meu trabalho não é nem de longe algo que eu sempre queria ter feito mas eu estou me sentindo muito bem.

Não sei explicar direito o porquê mas é mais ou menos como sentir que eu posso cuidar de mim, que eu posso ser responsável pelas minhas coisas e que eu posso ser feliz e refazer o meu momento quantas vezes for necessário. É possível fazer amigos, conhecer pessoas boas mesmo não falando mesma língua ou pelo menos, tendo uma dificuldade imensa em falar.

É muito legal conhecer pessoas de várias partes do mundo e sentir que no fundo, somos todos tão parecidos, principalmente quando expostos à situações semelhantes. É ótimo poder sair e fazer a minha rotina, cuidar de mim, cuidar do que eu como, do que eu visto e ser responsável pelo meu bem estar.

Isso tudo é muito bom e me faz sentir muito bem. Não precisamos estar no apartamento mais caro, vestindo as roupas mais caras ou até mesmo as coisas que já estamos acostumados para nos sentirmos bem. Para nos sentirmos bem com o mundo é preciso, acima de tudo nos sentirmos bem conosco.

Eu sinto imensamente por não poder passar essa paz que eu sinto em relação aos outros para as outras pessoas que eu amo tanto. Pessoas importantes na minha vida mas que em determinados momentos fazem com que eu me sinta culpada por gostar de mim. É muito ruim sentir culpa por qualquer coisa que seja, principalmente quando se sente culpa simplesmente por estar feliz.

Eu sinto que me amo e que posso me amar ainda mais a cada dia. Olho prá mim todos os dias e conheço em mim uma pessoa nova. Alguém que está superando obstáculos, que conhece os seus limites e que agora, sabe dizer não quando não quer alguma coisa. Alguém que não mais faz as coisas para agradar à maioria, ou à meia duzia, e que se sente muito satisfeita com a própria companhia. Me sinto uma pessoa agradável e amo estar em minha companhia. E infelizmente não tenho conseguido passar o mesmo prazer que sinto estando comigo para outras pessoas, que vêem em mim motivo de briga ou de tristeza.

Não me sinto culpada por ser feliz e acredito que conseguirei tudo o que eu almejo daqui prá frente. Vim atrás de um sonho, atrás de uma realização e hoje eu tenho a plena certeza que fiz a coisa certa. Eu realmente precisava estar aonde eu estou e viver as experiências que estou vivendo. Eu precisava me conhecer melhor e estou muito feliz que ainda tenho tempo para descobrir em mim uma pessoa muito melhor do que a que eu estou sendo. Sem culpa mas com a certeza que vou ser melhor a cada dia que passar e sim, eu sou uma boa companhia!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Nao costumo fazer posts extremamente pessoais, eu sempre costumo usar metafora mas acho que dessa vez se faz necessario, porque eu gosto muito de falar o que eu estou sentindo e uso o blog pra isso.

As coisas por aqui, na terra do Tio San, estao indo, caminhando. Esta sendo tudo muito diferente do que eu pensei que fosse ser, mas esta tudo bem. Eu sinto que aqui eu vou aprender um pouco mais do que ingles, vou aprender que as pessoas sao iguais em toda parte do mundo. Todos tem suas necessidades e desejos, anceios e ansiedades.

Eu agora conheco pessoas da China, de um monte de lugares da Europa e mais alguns outros da Asia, convivo com essas pessoas diariamente e mesmo sem falar ingles direito eu consigo me comunicar e acho que consigo mostrar um pouco do que eu sou. A personalidade realmente muda muito por nao dominar o idioma e de uma hora pra outra, eu virei uma semi analfabeta. Deixei de ser boa com as palavras e me tornei simplesmente alguem que nao entende um monte de coisas.

Isso eh bom prah testar a humildade das pessoas, eh evidente. Eh bom se colocar de um lado diferente do que sempre estivermos e definitivamente, em posicao oposta. E nao tem como nao ser humilde quando alguem precisa te explicar cinquenta mil vezes o jeito certo de se colocar batata frita dentro do saquinho. Nao eh que eu nao saiba como fazer, eh que muitas vezes eu nao entendo o que eles falam e muitas vezes eh ridiculo perceber que eles realmente conversam com voce como se estivessem conversando com uma pessoa burra.

Por muitas e muitas vezes eu me sinto como o Tom Hanks em "O Terminal". Alias, esse eh o melhor fime pra definir a minha estadia aqui por enquanto. Eh exatamente daquela forma. Eu entendo o que eles dizem mas tenho muita dificuldade para falar. Eu sei que estou falando como uma crianca de tres anos e, eh assim que eles muitas vezes me tratam. Nao estou gostando nenhum pouco do trabalho que me designaram prah fazer, muito menos por ter pagado por um programa de estudos. Eh muito bom tambem pra eu aprender a "ficar esperta". Nao eh soh pq nao eh no Brasil, pq eh primeiro mundo que eh diferente. Eh sempre necessario se colocar em primeiro lugar, em todos os momentos e prestar muita atencao no que esta sendo oferecido.

Mas de qualquer forma, eh uma experiencia de vida unica e certamente, muito enriquecedora, e ira me tornar uma pessoa melhor. E assim me sentirei mais forte para correr atras dos meus objetivos profissionais no Brasil.

Esta tudo melhorando a cada dia! E eu agradeco a Deus por tudo que esta acontecendo comigo! Agradeco do fundo do meu coracao por ter conhecido pessoas tao legais e por conseguir me comunicar e estar aprendendo uma lingua com a qual eu posso me comunicar com pessoas de todo o mundo! E tambem agradeco muito por ter pessoas que me amam tanto e me apoiam no Brasil e por poder voltar prah lah depois que essa experiencia acabar, e certamente voltar muito melhor do que eu sai..

*nao custa nada lembrar que meu teclado aqui nao tem acentos e eu estou usando o "h" no lugar dos acentos somente por isto, jah que eu continuo prezando muito o portugues bem escrito..

segunda-feira, 23 de março de 2009

E nas minhas madrugadas insones, na minha solidão da madrugada, no tempo que posso ficar sozinha sem nenhuma espécie de julgamento, que entre meu sono atrasado e os meus planos engavetados que consigo ver aonde eu me encaixo. Consigo ver aonde eu me procuro e continuar procurando prá ver se me acho.

Penso que me falta coragem e em outros momentos que me falta foco, mas vejo a minha vida passando e os planos se acumulando sem nada a ser feito para que se tornem realidade. Por mais que busque sempre parece que falta um pouco mais. Sempre procuro aceitação e sempre preciso de um tempo só prá mim.

E só encontro esse tempo na hora em que estão todos dormindo, na hora que a vida segue na escuridão e posso observar o que eu escondo durante o dia. O que a claridade esconde é muito mais que o que se esconde na escuridão.

Preciso desse tempo, preciso me recompor mas não sei como faço. Estou com uma sensação de devedor de algo que não compreendo bem o que é. Eu tenho a sensação que devo alguma coisa prá vida, que devo para os sonhos que tive quando imaginei claramente o dia de hoje.

Eu sinto que ainda não me encontrei. Sinto que não quero mais fazer planos enquanto os planos antigos não se tornarem realidade. Sinto que preciso me encontrar no meio do caos. Preciso me situar para saber o que planejar. Preciso parar de planejar e começar a viver.

Uma ânsia toma conta de mim e me acreditar que é chegada a hora de viver. Viver os planos que havia sonhado por tanto tempo e me faz perceber que assim, de uma hora prá outra, os planos podem se tornar realidade. Mas que os planos chegam em qualquer cenário e de qualquer forma já que o caminho eu esqueci de planejar.

E os planos irão convergir em algum momento. Mesmo que agora pareçam incompatíveis ou picados. Pedaços de planos se realizando de uma forma atípica e até mesmo dolorosa. E não! A realização não precisa ser necessariamente a desistência de um outro plano. O mais importante é ter paciência porque com paciência as coisas voltam a se encaixar.

Uma hora prá pensar em mim, pensar no que eu planejei e em como será. Mas sem cobranças, sem culpa e sem ansiedade, porque com certeza a paciência da madrugada e a escuridão irão revelar o que parece obscuro. E agora, mesmo com medo, é a hora de realizar!

O pensamento tem o poder de mudar o mundo e a realidade pode ser modificada a partir de nós mesmos. Sempre!

domingo, 15 de março de 2009

Por mais que a gente faça planos e acredite estar com os dias todos planejados, por mais que a gente saiba que isso não é possível e sempre pense em um plano B para o caso de tudo falhar tem certas coisas que sempre nos pegam de surpresa. Mas não é uma força de expressão, não é uma "surpresinha" um percalço no caminho que facilmente será contornado e daí por diante as coisas seguirão o rumo que têm que seguir. É uma surpresa em todos os sentidos, em todos os momentos e em todos os sonhos nunca havia passado a possibilidade de um acontecimento tão novo acontecer...

Nessas horas vêm um sentimento de impotência e mais ainda uma vergonha tão grande por ter planejado tudo nos mínimos detalhes e nunca ter planejado ou pensado em um caminho alternativo. Os atos que surgiram de uma ação coerente de uma hora para a outra simplesmente não valem mais nada... A nossa vida, por um motivo que não nos cabe e que nem é nosso motivo, muda de uma maneira sem a menor explicação...

E nada se pode fazer...

E nessas horas me dá ainda mais vergonha. A vergonha de saber e acreditar que o necessário é rir e acreditar que o melhor está por vir. Tirar de uma situação difícil uma lição e simplesmente deixar que o problema pertença a quem tem que pertencer. Mas eu percebo nessas horas que não vejo a menor graça... que tudo que passei e pelo qual me julgava capaz de usar sempre o lado positivo da situação para imaginar uma situação melhor ainda depois da tempestade só valeu na teoria e na hora de aconselhar os outros...

e eu me sinto tão impotente... e me sinto tão incoerente também...

Por continuar acreditando no que sempre acreditei mas não poder tomar as atitudes que sempre soube que tomaria e que sempre julguei por agora o meu lugar ser outro.

O meu lugar é na platéia. E da platéia tenho que assistir uma situação que assim, contra todos os meus princípios, mudará não só a minha vida, mas a vida de todas as pessoas que eu amo... E eu não posso fazer absolutamente nada a não ser esperar a mudança... e depois ver no que vai dar...

Nunca havia sentido algo assim. E confesso que nem nos meus sonhos, ou desvios de caminho, imaginei viver. Nunca imaginei que a platéia poderia ser um lugar de tamanha perplexidade e de tamanha intensidade. A platéia que faz o espetáculo, mas que em determinados momentos só pode assistir, vaiar ou aplaudir... e nada mais fará a diferença...

Nada mais poderá ser feito, até o enredo mudar e o dramalhão se transformar em comédia... e a platéia mais uma vez irá aplaudir, vaiar ou enfim chegará o momento de rir e interagir...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Tenho evitado sair de casa. Na verdade mesmo que eu quisesse sair eu não tenho tido muitas razões. Saio quando tenho que sair e prá onde eu tenho que ir e principalmente, para o que eu gosto de fazer. Não estou deprimida, não sou uma pessoa que goste ficar sozinha a todo momento mas não vejo mais graça em ficar me esbaldando na rua por todos os cantos.

As minhas escolhas mais uma vez pesam sobre os meus ombros. E como tem pesado! Me sentia aprisionada e resolvi me libertar do que não gostava mais, não me arrependo em nenhum momento mas esse mundo cheio de estereótipos e essa "vida dos outros" realmente me aprisionam muito mais do que antes. É como se todos tivessem a obrigação de sorrir o tempo inteiro. Não que eu não ache que o mundo seria bem melhor se todos sorrissem mais, mas não necessariamente o tempo todo.

Eu procuro ver sempre o lado positivo das coisas e tenho a mais absoluta certeza que sempre há um lado positivo em tudo. Mas nesse exato momento eu evito sair de casa e encontrar com quem quer que se seja que me faça a seguinte pergunta "E aí? O que você tá fazendo da vida?". Ainda e eu fosse casar daqui a alguns meses eu poderia mudar o foco das conversa, mas ainda estou longe disso e certamente eu só me casarei depois que puder responder a esta pergunta de forma entusiasmada e afirmativa.

E pior ainda tem sido seguir uma vida social. Não sou nada anti- social, nada mesmo! Adoro estar com os meus amigos e encontrar quem eu gosto. Conversar sobre banalidades e sobre coisas sérias também. Mas para todos os lugares é preciso gastar dinheiro. Sempre é necessário gastar algum para ser um ser o mínimo sociável, e em se tratando dos meus amigos nunca é pouco. Até porque eu devo admitir que também não iria aos lugares que sejam bem baratos. No momento não tenho como comprar nem mesmo um picolé na pracinha e isso nunca me fez tão mal como tem feito nesse momento. Não me sinto mais à vontade em receber mesada, e muito menos em ter que pedir dinheiro para tudo... e nem mesmo tenho quem me dê o dinheiro que preciso. Nao que eu precise de muito, mas queria poder fazer as minhas contas sem que ninguém soubesse e no outro mês pagar o que eu devesse sem ninguém ter que saber o preço de cada pirulito que eu comprei.

E não é só o dinheiro, sinceramente, antes fosse só isso! Eu sinto falta de ser útil. De usar o que eu sei para, além de me sustentar, ser parte de uma engrenagem. Sinto falta até mesmo dos problemas, das reuniões e de um monte de coisas que eu imaginei que estivesse vivendo nesse exato momento. Tenho que buscar um pouco mais longe, eu sei... tenho medo.. e eu simplesmente detesto essa parte de começar a fazer as coisas.

É igual começo de namoro, um monte de gente adora, e vive terminando um namoro prá começar outro porque sente falta do que clima de começo de namoro. Eu detesto começo de namoro, é muita energia jogada fora, muitas dúvidas, muitos questionamentos e muitos "ses". Depois as coisas se ajeitam, o amor se fortalece e passa-se a realmente viver um relacionamento.

Meu namoro vai muito bem obrigada! Tirando é claro a parte de eu não estar bem comigo mesmo, sendo assim acabo passando isso prás pessoas que eu gosto e prás minhas relações. Não é nada legal sair com alguém que simplesmente não tem mais sobre o que conversar, porque não tem uma rotina cheia e não tem uma vida própria além de fazer cursos de inglês e informática.

"Oi amor, como foi seu dia?" Também tô começando a odiar essa pergunta! O que eu deveria dizer? "acordei tarde, procurei na Internet e achei um monte de empresas que eu gostaria de trabalhar, arrumei pela 150ª vez o meu currículo e mandei para algumas empresas... depois eu entrei no Orkut, vi as últimas notícias do Big Brother e mais uma vez não fui prá academia. Mas óh não é por preguiça não! Juro! É que eu tô muito sem graça de pedir 100 reais prá minha mãe prá pagar a mensalidade."

Tenho outros planos, mas sobre isso eu não quero escrever aqui. Não agora!

É! eu tenho que aprender a engolir sapo...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Um certo desespero. Acontecimentos... A vida muda.. Que bom quando ela muda por escolha, que bom quando ela avisa que vai mudar... as coisas acontecem quando tem que acontecer, mas ninguém sabe ao certo a hora certa desse "ter" que acontecer. A vida passa, as coisas acontecem e o tempo voa..

E a hora de parar de brincar chegou. A hora de começar a ver as coisas de verdade, a viver a vida como ela é e quem sabe ter alguma surpresa boa até o Natal chegar..

Eu não gosto de Natal.. Não gosto de Papai Noel e nem desse clima triste de ter que ser feliz na noite de Natal. Antigamente tinha vergonha de dizer que não gostava, hoje não ligo mais..

Respeito muito o dia do aniversário do Menino Jesus e todos os anos, meia noite dou os parabéns prá ele e canto um modesto parabéns dentro da minha mente.. mas daí a gostar da noite de Natal... Será que quando eu tiver meus filhos vou gostar? Será que vou voltar a acreditar no Papai Noel?

Queria acreditar no Papai Noel até hoje! Ao invés dos presentes da moda que pedia, da casa da Brarbie, do carro da Barbie e de todos os móveis e vestidos da Barbie (por que eu juro, eu tinha até o banheiro da Barbie) ia começar a pedir isso tudo prá mim. Prá que cuidei tanto tempo da Barbie? Dei tudo prá ela! Ela era muito feliz e tinha mais roupas do que eu, certamente terei em toda a minha vida...

A Barbie gostava de sorvete, chocolate, bala... de tudo isso. A Barbie tinha uma sorveteria e não engordava.. Também tinha o cabelo maravilhoso e loiro! E ela nunca tinha que retocar a raíz... E por que a Barbie não colaborou, estudou e investiu nela mesmo, para que tivesse se tornado um investimento de retorno certo?

É verdade, ia parar de cuidar da Barbie e começar a cuidar de mim... Papai Noel, esse ano eu quero uma casa rosa, um carro rosa e um monte de roupas rosas tá?! Ahh também quero um MotoHome -rosa- e uma sorveteria que faz sorvete de verdade- rosa, é claro-. Esquece a Barbie, ela não te merece...

A minha vida vai ter que ser mais prá aqueles bonequinhos com um único cachinho na cabeça enorme e careca do que para o glamour da Barbie e seus acessórios...

Ou não!!!

Toda rotina tem a sua beleza...