terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Eu queria te acalmar, mas antes de tudo eu preciso cuidar de mim.. Eu posso parecer "wonder" o que você quiser, e por muito tempo eu quis me identificar com essa nomenclatura.. Eu ousei materializar essa figura com capa e corda, mas com o tempo essa imagem só me mostrou o quanto ridículo foi tentar ser wonder woman e o quanto eu não quero mais.. Eu só quero mesmo ser essa aí, cheia de defeitos, de acertos e de muito mais erros, mas que não se cansa de tentar acertar..

Eu vi que não sei o caminho, mas também já vi que não me importo em não saber. E, por favor não me confunda, nem me projete, entenda que de você, se eu tiver que esperar algo, só espero que você seja você. Não defino papéis e, por mais que eu sincretize "um mundo ideal" eu aprendi a sentir a arte e, usar o sentimento para viver e seguir o meu caminho, aprendendo e querendo ser melhor a cada dia.

Estou fazendo a minha parte e vejo e por mais que ande e, me perca em um labirinto de espelhos, a (nossa) vida é muito mais que um labirinto interminável, ou uma situação de difícil resolução. A (nossa) vida é, e pode ser o reflexo de nós mesmos e esse labirinto tem mais que dois lado e buscar a saída pode ser menos divertido que olhar para os muitos lados do caminho. Tantas direções... e olha que eu sou claustrofóbica..

Me dá a mão e me deixa te ver para não me apavorar. Me deixa saber que mesmo entre tantos espelhos e nesse labirinto que não cessa, que uma hora ou outra, a gente vai se encontrar. Mas vamos nos olhar e sentir, e parar!

Parar nesse processo em que nós dois nos descobrimos a cada dia e parar de gritar um com outro o que somos ou o que não somos e simplesmente nos olharmos. Nesse espelho que nos define, ou que nos mostra que não temos definição. Então, só me dá a sua mão..

Eu não sei mais como te pedir e não consigo deixar de existir e ser o que você me mostrou, porque a todo momento eu me vejo e penso ver um pouco de você, mas muito mais rápido que gostaria, vejo que você que pensei encontrar, na verdade era um lado meu que eu não quis olhar.

E quando eu paro. Quando penso e quando deixo de olhar e pensar eu consigo te ver e percebo um novo você.  E quando penso que tudo cessa, que deixaria de seguir eu vejo que a saída é ainda mais distante e o caminho é realmente tudo que não conheço. Poderia gritar? Correr? Parar? Deveria poder, mas eu resolvi aceitar que nada vai conseguir mudar e que eu só vou entender quando deixar de buscar.

E nesse momento eu resolvo olhar para mim e, me encontro além do espelho. Encontro um novo mundo a cada movimento que nem sabia que conseguiria fazer (ou ser), só sentir. E alí, dentro de mim, eu vejo você.

Mas nessa hora que,  poderia soar egoísta, egóica e esquisita, eu vejo que um outro ser além de mim, só consegue se ver (e me ver) em si. E essa é a sensação mais estranha e, até mesmo para mim intensa demais e, a falta de perspectiva, ou de expectativa mudam de lugar. E de repente te vejo gritando no espelho mas me vejo além do espelho e vejo que seria inútil gritar de volta. Porque seria um espelho sobreposto, uma vida exposta e que só saberíamos mais de nós mesmos, projetados na imagem que somos, no outro.

Nesse momento, nem sei porque e nem como. Eu que sempre consegui expressar em palavras, o que vem do coração me torno uma pessoa direta e falo coisas simples e concretas que nunca falei para ninguém. É estranho perceber que meu coração talvez tenha se tornado uma linha reta e que as linhas curvas que me definiam como que, por magia caíram e agora eu preciso me definir para você.

Mas eu simplesmente não preciso, porque não consigo e porque,  meus gritos serviriam de nada para expressar o que eu realmente sou. Mas espera, por um momento você duvidou? E duvidando quem eu era, pensou ver na figura que não era um reflexo do meu eu e por isso, me rejeitou? E agora? Eu preciso provar que eu sou quem eu realmente sou, mas que na verdade, durante tanto tempo, precisei fugir e fingir não ser para mostrar para você que eu posso ser essa "eu" cheia de sentidos desconexos que se perderam e que sempre precisei ocultar para provar quem sou?

Mas se sempre que me expressei precisei mudar, como posso ter que provar quem eu sou sem te fazer sofrer, pois sempre que consegui me expressar e simplesmente ser, eu acabei por atrapalhar o caminhar de quem deveria ajudar? E eu não quero te atrapalhar...

Só quero que você siga seu caminho, no labirinto, dos espelhos, na vida... que seja você...  que me dê a mão, do jeito que for... e queria saber o porque, de sempre te encontrar. Na verdade eu cansei de querer, de entender.... acho que chegou a hora de sermos responsáveis pelos nossos erros, acertos e defeitos... somos... somos dois... mas sempre seremos cada um...

E se nessa mudança.. nesse processo de quarto escuro e transformação, precisarmos nos entregar as nossas falhas, à nossa escuridão para ver a luz... que saíamos em um vôo mais alto, que a rasante não nos atrapalhe e, quando um pedaço de maçã (?!?!) tentar te derrubar, que você saiba que do mesmo jeito que pedi sua mão no labirinto, nos espelhos.... te ofereço a minha... lá do alto ou do seu lado... prá te puxar, te empurrar... e mesmo sem capa e sem corda, derrubar as paredes que um dia te impediram de voar...  Eu te prometo ver a luz e quando a escuridão ameaçar te cegar, te mostrar a força das suas asas, te impulsionar e te lembrar, que ninguém nem lá de dentro do espelho é capaz de te derrubar......daqui do alto...

sexta-feira, 22 de maio de 2015

E um dia tudo mudou... na verdade mudou a perspectiva de um mundo em que eu achava que habitava, mas vi que por ele eu só passeava. Mudaram as palavras, mudaram os sentimentos, mudaram as prioridades, eu mudei...

E esse processo, enquanto processado raramente é percebido, mas no meio disso tudo eu entendi que pouco importa o destino, o que vale é o caminho. Eu sei, já tinha percebido (e escrito isso aqui) faz tempo, mas é justamente durante todo esse tempo. Foram crises,  cobranças e um monte de expectativa que, sinceramente não consigo nem entender o porque, já que eu mesma percebia em todos aqueles momentos que pouco me importava o que esperar. E a verdade é que sempre pouco importou. Mas não foi sempre assim....

Eu precisei me desintegrar, precisei olhar para dentro para descobrir quem eu realmente era e quando eu descobri, me aceitei e me amei, vi que na verdade tudo isso só importava para mim. Porque continuava sempre, sendo a expectativa de alguém. Sempre! Mas comecei a perceber que não mais me reconhecia na expectativa de ninguém e, por um momento isso me fez questionar quem eu era de verdade. Como viver sem esperar e o que? Mas o que esperar quando você não faz ideia do que esperam de você?

E comecei a perceber que precisava e, mais que precisar que eu queria, viver não mais pelas minhas expectativas mas pelas minhas sensações e viver o meu agora e transformar o mundo no mundo que eu acredito. E curiosamente esse mundo que eu acredito nada tem a ver com o mundo que decidiram criar para que eu vivesse e assim percebi que devem existir algumas tantas de mim espalhadas por aí... Mas que elas e as expectativas sobre elas, deixaram de me importar, porque deixaram de fazer sentido para mim. Na verdade eu acho que parei de pensar sobre o sentido que deviam fazer e comecei a pensar sobre o sentido que importava, o meu sentido, o sentido de existir.

E naquele momento em que eu podia ter morrido, eu vi que eu realmente morri. Mas quem realmente morreu alí não foi quem eu era de verdade. Na verdade aquela foi somente mais uma das oportunidades que tive de renascer. Talvez a melhor e mais significativa oportunidade e, eu resolvi agradecer todos os dias, noites, horas, minutos, a todo momento, por ela existir.  E foi aí que a minha vida saiu das mãos e da mente de quem quer estivesse e que eu enfim, passei a existir.

A partir dalí, a vida mudou. Eu posso não ter percebido durante o processo, pois toda gestação causa um certo estranhamento, mas eu senti. E eu renasci!  E deixei ali, naquele dia, de ser toda expectativa de alguém ou de me importar com o que eu seria, só resolvi SER. E estou sendo...

Eu fui sem definição, eu vivi todos os sentidos que queria ter vivido e vi que nada daquilo mais me fazia sentido. E vi que não sou uma anotação de contas, ou uma prestação delas em um caderno e que não é isso que eu vou deixar para o mundo, para o meu mundo. E por um momento eu parei de contar para criar a minha história... e viver a minha história....

E não pretendo deixar um caderno com contas e anotações de gastos, não... Sou muito mais que isso, sou toda a experiência que  vivi e não consegui quantificar. Não sou dívida, me desculpe mas não vou aceitar essa expectativa de lucro e juros sobre investimento, pois nada disso me define. Meu lucro não é presumido e tampouco deixo dívidas no meu caminho... Eu resolvi acertar minhas contas, com a vida, com o destino e com a graça Universal que me permitiu continuar a minha jornada, mais uma vez...

Resolvi ser o amor que eu acredito merecer e merecer a chance de viver. E viver por mim, não mais por ninguém. E não deixo dívidas, não me sinto devedora da vida, muito pelo contrário. Eu tracei o meu caminho e se tem algo que eu me orgulhe é da multiplicação de histórias que eu ouvi e contei. E de quantas plataformas aprendi e das vidas que conheci...

Não... não sou dívidas... e caderno por caderno, eu tenho vários com anotações, borrões, sonhos e planos muito mais definidos que os números com os quais tentou me definir. Posso mostrar todos, um por um, pois os faço desde que aprendi a escrever... Mas infelizmente, isso não tem sentido, pois não tem valor... São sonhos realizados e caminhos traçados mas não foram as expectativas de alguém para a minha vida. Que não consegue conversar, não sabe das minhas histórias pois não aprendeu a ouvir, ou talvez tenha desistido de sonhar...  Pois sonhar não dá lucro...

Mas posso ser tudo, menos prejuízo e da vida que ficou. Das dívidas anotadas e dos cadernos que restaram, infelizmente os números em vermelho fizeram mais sentido que os corações que eu rabisquei. Não para mim! Não para a minha vida... eu nunca procurei te gerar lucro, só tentei te fazer sentir orgulho pelo que eu era.... mas como conseguiria, se durante tanto tempo pensei ser o que você queria que eu fosse e me esqueci de quem eu era... mas percebi que você não faz a menor ideia do que queria para mim... e por isso anotou todos os números... pois foi assim que você aprendeu a deixar de sonhar...

Gratidão vida! Pela oportunidade de (re)nascer quem realmente. Eu prometo não te decepcionar, mas por favor, prometa tentar me amar do jeito que eu descobri ser....  E que comece o show... com ou sem aplausos... é hora de seguir em frente! O palco já está armado e esse roteiro é transmídia... entra em cena e faz o seu melhor, sempre! A bilheteria é o resultado da apreciação, mas não é a expressão do seu talento!

Sinto decepcionar... não trabalhamos com mainstream.... trabalhamos com arte e sensação... somos vanguarda... e, sim... a bilheteria VIRÁ! Mas por favor, pare de anotar e tente prestar atenção (pelo menos por um minuto) no que o show quer te mostrar.... e tente não me julgar.... seja (só) a minha platéia... você vai gostar!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Você em mim sempre foi uma certeza, que mesmo em um mar de dúvidas e planos, se pautou na mais absoluta noção de ausência de tempo, lugar e até mesmo de realidade na concepção atribuída a palavra em um plano temporal e estático. Você sempre foi em mim muito mais que tentava disfarçar. Sempre te encontrei no seu olhar e assim sempre me entendi.

Te convidei para entrar no meu mundo e me choquei quando quem me ofereceu um café e se fez anfitrião não foi eu.  Foi quando minha mente confusa, se certificou que havia encontrado conforto no novo. Meu coração se confortava sem saber porque e assim se aconchegava na sua presença, em estar com você.  Era um mundo novo que de novo não cabia, mas que me pertencia e de onde eu não pretendia sair.

Foi um aprendizado dia a dia e, mais que de um mestre eu precisava era de autonomia, para definir a  minha vontade de ficar. Passar meu café, com minhas manias, ser aquilo tudo que eu seria um dia mesmo que ninguém precisasse me falar. Era a vida que em mim renascia e que no meu peito, por tanto tempo, doía. Mas foi necessário parar e voltar a caminhar.

Sozinha...

A solidão nunca me abateu, pelo contrário só me fortaleceu na certeza do caminho e na busca (mesmo sem saber) de um encontro, não com o outro mas com tudo o que eu sou.  Foi uma força que me moveu e sempre me movia. Um sentimento que, por mais que tentasse e muito tentei, nunca consegui definir como algo diferente de uma confusão.

Mas no meio dessa confusão, a paz sempre existiu. A certeza (que certeza?!) que o meu mundo não era nem pequeno e nem grande, mas tinha o tamanho suficiente para conviver com mundos paralelos em plena harmonia.

Nunca foi estranho e nem tampouco anormal. Diferente? Sempre, mas nunca buscou ser igual. E foi ali, dentro do mundo que criei  e crio à cada dia, que me senti acolhida (talvez reconhecida) mas que não precisava ser nada, além de habitante natural, com tudo que sempre precisei brigar para ser. Não precisava brigar porque essa batalha era justamente o que distorce o meu ser e fazia do meu mundo um lugar em que nem eu mesma, poderia morar. Porque o amor, convive com a dor, mas não consegue suportar a batalha desconexa e a falta de perdão.

E foi assim... Nessa suposta solidão, que nada mais foi que um momento de introspecção, que sem bater na porta, mas com muita delicadeza, você me pediu para entrar. E foi assim que eu não entendi...  E pelo conforto do caos e por medo do que não conhecia, ao invés de abrir, impedi sua entrada para que eu pudesse no meu mundo continuar.

Mas o meu mundo foi vivo, foi intenso e foi crescendo! E não cabem mais atitudes impensadas, nem trancas nas portas. Cabem duas xícaras, mas eu só tomo café na caneca. Amargo e nem tão quente, aprendi a adoçar com canela e desde esse dia, adotei como mais uma mania. Mas posso mudar, se você não gostar. Ou se eu simplesmente cansar...

E assim, além de tirar as trancas eu resolvi abrir as janelas para deixar o Sol entrar. No meu mundo não cabem trancas e nem grades. E você já tem todas as chaves e sabe a hora de entrar.  E assim, olhando pela janela, do lado de fora, sem espionar mas com a certeza de poder chegar e se aconchegar. Não precisei refazer os meus segredos e nem deixá-los impressos em chaves diferentes. Eu não me preocupei em trocar a fechadura e nunca deixei que trocassem, pois sabia que você saberia e que nunca seria covardia, mas seria somente a sua forma de entrar...

Eu sabia mas como muitas certezas que tinha, eu descobri que me encobria em dúvidas programadas que não me deixavam enxergar (por medo) o que havia depois da porta. Via as sombras e me amedrontava. Queria chorar e brigava o tempo todo sem saber ao certo com quem e para que brigar. Me confrontei com meu medo, minha raiva e todos os meus sentimentos intensos. Até entender que o tempo de espera é o tempo que precisava para me preparar e que mal nenhum há nessa preparação. Eu me preparei para você, mas não se sinta ofendido e nem tampouco diminuído, eu me preparei para a festa que daria em mim no dia que te visse entrar.

Mas preparar a festa, é uma atividade muito produtiva e envolve, mais que prazos e exigências, a capacidade de se entregar. De caminhar...

E nessa entrega, nesse amor despreendido, ao mesmo tempo eu aprendi a me amar. Eu experimentei as roupas da festa antes de você chegar, para que na sua chegada não houvessem imprevistos. Eu me arrumei mas vi que preferia um outro vestido. E nesse meio tempo, eu que pensei que estava somente preparando uma festa, vi que estava alí, vivendo em festa com você, sem saber.

E assim eu pensei saber as regras, separei todo o jogo mas não percebi que já estava vivendo tudo para o que estava me preparando e, principalmente que o ensaio valeu.

E nós dois, tão preocupados em seguirmos as regras, nem notamos que as recriamos uma a uma e que construímos, além de um novo jogo, uma nova forma de jogar. Seguimos em frente para construir cada cena, uma a uma,  e nem nos tocamos que os personagens mudaram, ainda que continuemos nos mundos que criamos e que, com tanto amor cultivamos, nos abrimos sem perceber e construímos um mundo novo, que continua a abrir com as mesmas chaves, mas agora sim para nós, é tão familiar.

Nos preocupamos com nossas regras enquanto criávamos nossos códigos, mas não percebemos pois criamos juntos enquanto buscávamos corresponder ao que esperávamos ser. Não existem definições e tampouco explicações que nos mostre a quem encontrar. Nos reconstruímos enquanto tentávamos ser a melhor versão de nós mesmos e da forma como não esperávamos, conseguimos nos tornar um para o outro e o outro em nós.

E agora não mais buscamos, pois nem sabemos o que tanto buscar. Te esperei sem saber porque esperar e sem perceber que seu abraço era o que ansiava e me guiava. Não adiantaria nada me guardar para você, pois o tempo nos fez únicos. Nós mudamos, não para agradar quem queremos e não precisamos nos confrontar com o que não somos cobrando uma versão adequada de nós. Somos inteiros e não precisamos nos completar para atender as expectativas de quem quer que seja. Nem as nossas... pois nem sabemos o que esperar..

Eu não preciso de você, eu quero estar com você e na vida real!

Eu já te amava enquanto eu mudava e eu te ouvia, por mais que todavia pensasse ser a voz que acalentasse ou me amasse de forma romântica ou ameaçadora. Eu não sabia, mas te amava e mesmo sem nunca precisar, eu abri a porta para você entrar.  As chaves continuam com você e a música que entra pelas janelas abertas é cada vez mais inspiradora. E eu que ouvia de longe, hoje acompanho tocando e espero ansiosa o momento de te ouvir solar...

E enquanto isso, com o Sol pela janela escancarada, algo em mim permanece e tenho a certeza que nunca irá mudar.... Eu continuo me emocionando e me transportando para o melhor lugar que a minha alma já habitou, cada vez que eu te ouço tocar....

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Vem comigo?

setembro 18, 2014 0 Comments
E agora eu resolvi escrever prá você. É prá você mesmo. Que faz o meu mundo parar, o meu coração acelerar e que me fez ver sentido em coisas e momentos que há muito não fazia sentido algum.

É, você mesmo! A pessoa que eu me sentia menos confortável, que eu tinha um verdadeiro pânico em ficar perto, que não sabia como reagiria se...  Você que me entendia com o olhar, que sabia o que se passava quando nem eu sabia. Você que me conforta, me traz paz mas que talvez nem queira.

Você que me faz duvidar disso tudo. Que me fez acreditar que eram sentimentos parecidos por amores em comum. Você, com quem eu me sinto eu mesma e, é estranho! É simplesmente estranho, porque é como se em nenhum outro momento as coisas fizessem tanto sentido como quando estou com você. Mesmo que ainda não exista um nós, ou coisa parecida. Você que, meu coração não palpita de ansiedade,  que eu não confundo com todos que passam na rua, que eu não espero encontrar a cada esquina. Nenhum desses sentimentos e nem essa mão gelada e essa falta de saber o que falar ou como agir.... 

Você, que parece que conheço faz tempo e que me conforta com um olhar. Que a presença me acolhe, me enche de paz e de certeza que está tudo bem. Que eu não consigo disfarçar essa intimidade instantânea e assustadoramente real. Que cada gesto é reconhecido e, por isso é compreendido mas ao mesmo tempo, tudo é imprevisível! 

É! Eu que sempre me julguei boa em estratégias e que achava saber prever e entender o ser humano e desbancar alguns jogos, me vejo vulnerável com a sua presença. Mas tudo fica em paz! 

Nada que qualquer pessoa diga, não há conselhos e, venho chegando a conclusão que quase não há músicas e poemas, que expressem ou que prevejam o futuro dessa situação. Mas o futuro, hoje é o que menos importa e não é um amor inventado. Não é um amor de um só, de dois de três... é algo que não consegui definir e que vai além de todas as minhas vontades. É muito mais que um querer bem e é um querer tão bem que chega doer de dúvida.. De todos os meus caprichos e de tudo que eu tento para me afastar. E de todas as tentativas a minha maior vontade é te chamar para ficar. E o meu maior desejo é te ver aceitar. 

Por que estamos fugindo tanto, ou melhor tentando tanto fugir, de algo que parece nos atrair cada vez mais? 

E por que a calma impera? Por que a linguagem não expressa o que o coração quer dizer? Por que é tudo tão complicado e ao mesmo tempo tão fácil de ser dito? E por que, mesmo sem ser dito, tudo parece ser compreendido? 

Escrevendo agora, me pergunto se já não escrevi palavras tão desesperadas em outros momentos e chego a conclusão que provavelmente tenha uma penca dessas palavras guardadas em cartas e em caixas com os meus poemas do colegial. Aquelas poesias que sempre foram reprimidas, mas que nunca deveriam terem sido deixadas de ser escritas e aqueles sentimentos fortalecidos pela negativa ou pela inexistência de quem entendesse tamanha expressão. Era um grito há muito contido, mas que escrito deveria surtir efeito, mas não.. era uma total incompreensão...

Mas o que naquela época não fazia sentido, o que consumia os meus momentos nas aulas de trigonometria. Aquele monte de poesia! Aquilo tudo era a expressão do meu ser. Aquele escrever rápido e os textos enormes... o lápis.. o papel.. o amor.. aquilo tudo não fazia sentido prá ninguém, porque mesmo sempre sendo destinado a um alguém, poderia ter sido qualquer alguém porque era impossível que alguém entendesse, valorizasse ou ao menos que lesse até o final. Mas era a minha expressão do sentido de existir e de amar. Era o meu sentido de viver... 

Sempre foi... e sempre foram cartas sem destinatário... 

E me pergunto agora, nessa mesma situação, se o desespero ainda é uma constante. E chego a conclusão que não. Mas antes, os destinatários tiveram vários nomes e as cartas poderiam ser sempre as mesmas, pois os sentimentos acabavam se repetindo, mas agora não há o que se repetir, simplesmente porque não há o que comparar. Talvez, realmente só com o sentimento de quem um dia achou que sabia amar.. E agora é um ter a quem destinar! É configurar como verdade o que o só o coração sabia expressar... 

E não há a menor expectativa! Porque existe a certeza e não há a necessidade de expressar algo represado e tampouco esperar por um final feliz... porque só há o caminho... só há o agora... e é estranho... pois apesar de haver você, você não está aqui.... mas pegando emprestada a letra e talvez a melodia "é... só tinha que ser com você". É... senão não seria um amor e sim um medo de amar. 

E agora não existe mais medo... agora só existe o amor... mas existe o tempo... e existe você, o seu tempo e o meu.. 




Mas é uma história certa que se mostra incerta, uma incerteza estranha que não me faz esperar por nada já conhecido. NADA! Absolutamente nada que eu já tenha vivido e por uma nova fase, por um estranho velho conhecido que chega para tomar um café. É, o café... Não é a toa que muitos o utilizam para ler o futuro, pois o futuro sempre esteve alí... o café....

Uma calma e certeza e uma intimidade assustadora...  e uma certeza, como eu jamais tive... que tudo vai, muito mais que terminar bem, que tudo já está bem! E que desse jogo sem manual, eu não faço a menor ideia de qual pino movimentar... não sei que estratégia devo usar....  

E pelo pouco que posso perceber.... não sou a única nessa situação.... 

Mas talvez os únicos esquisitos parecidos que, não sei para sempre, não sei do ontem e nem do que vem a seguir.. mas que agora se encontram, se desencontram e precisam muito da segurança no outro para simplesmente seguirem..... juntos.... 

Somos livres e por mais contraditório que isso possa parecer, essa liberdade nos prende um ao outro, como velhos conhecidos que ainda não somos. Ou será que sonhamos? Será que nos vemos?

Eu não faço ideia do que vem pela frente.... eu vejo meus sonhos... e tenho a certeza muitas coisas já mudaram... e eu sei que  você sabe disso tudo, também. E mesmo sem declarações exageradas porque nesse amor de certezas não cabem exageros, só cabe sentimento. Então eu te asseguro que te amo, te estendo a minha mão e te prometo que estarei sempre contigo. Aonde quer que estejamos... 

Vamos juntos??? 





terça-feira, 2 de setembro de 2014

Eu escrevo para você, mas muitas vezes me pergunto se esse você, é realmente você ou sou eu. Se quem está se reerguendo e com um pouco de medo sou eu ou se isso tudo é você. Os sentimentos se confundem e muitas vezes a minha vontade é de ficar quietinha ou de ficar do ladinho ou quietinha juntinhos. Mas será que essa não sou eu e essa vontade e, sentimento não vem do que eu estou realmente querendo para a minha vida?

A gente sabe que vê no outro a confusão que sentimos, que os nossos sentimentos são externalizados no outro para que consigamos assimilar as nossas emoções. É uma constante e sempre será. Mas e essa dor que de vez em quando eu sinto? 

E essa dor da falta, como se fosse a falta do que não soubesse que precisava, como se fosse um encontro e desencontro? É uma dor física e uma necessidade um pouco maluca e infantil de ficar perto mas ao mesmo tempo, eu me pergunto se essa necessidade e essa vontade não seria de ficar perto de mim. Eu não sei e não tenho as respostas. Eu tenho medo de estar ficando meio paranóica, da minha parada nada estratégica ter me deixado tão envolvida nos meus próprios pensamentos a ponto de me fazer criar uma realidade inexistente em outras vidas para que eu possa ver sentido no que estou  vivendo. Ou na falta de movimento. 

Em me pergunto e, embora muitas vezes tenha me visto reflexiva, esse estado imposto é ao mesmo tempo novo e, estranhamente familiar. Eu vejo flashes da minha vida e sinto fatos voltarem a todo momento. E a cada volta, volta todo o sentimento como se tivesse sido ontem ou como se ainda não tivessem ocorridos. Coisas estranhas e acontecimentos sem sentido vem tomando conta da minha vida e dos meus pensamentos nos últimos trinta dias e, como que por mágica as pessoas e acontecimentos passados ou o que me preocupa vem se materializando, mesmo que eu não saia da minha cama ou dos meus pensamentos. 

Muito estranho! É uma vida em outra vida. Uma letargia em movimento. Um sem saber o que fazer e uma falta de sentido no dia seguinte mas que ao mesmo tempo se transforma em sentido de uma vida. Eu posso não entender ainda o propósito dessa parada, de ser forçada a pensar tanto e a ficar quieta, de verdade. Mas o fato é que algumas coisas estão mudando além das palavras. Além daquela força quase infantil de fazer e ver o lado bom dos acontecimentos. Essa canalização de energia positiva é realmente o que eu acredito, mas eu tenho visto como os meus pensamentos vem se materializando no mundo em que eu vivo. Mesmo que esse mundo tenha se reduzido a 30 m2 nesses ultimos trinta dias. Mesmo pequeno, o mundo ficou maior ou melhor, está ficando maior. Mas por enquanto eu não consigo ver um sentido e não é uma alegria infantil, é uma calma que toma conta de mim nesse momento.

Talvez eu não consiga transmitir essa calma, talvez ainda seja difícil ver o mundo passando na janela e ficar mergulhada dentro de mim. Esse mergulho está sendo tão fundo e intenso quanto eu não pensei que pudesse ser, mas entre todas as coisas e todos os pensamentos, um constante não me sai da cabeça e, mesmo tendo todos os motivos para me preocupar com outras coisas, mesmo que sem poder vê-las acontecer, é o que não depende de mim que hoje me faz pensar. O que está acontecendo comigo?

E por que ver em alguém tão distinto, tão longe, uma identificação? Por que eu estou deixando isso acontecer? É o que eu me pergunto a todo momento e porque não passa? Por que está ficando cada vez mais intenso um sentimento que já deveria ter passado? Que eu já permiti,  já sofri e por que tanta confusão?

Foi difícil admitir? Na verdade ainda é! Só não consigo entender, não consigo ler e nunca vou conseguir saber o futuro, e se existe um futuro nessa situação, e para onde correr, fugir e o que esperar? Aliás, acho que eu só posso esperar... pacientemente... esperar que as coisas se resolvam...

E tudo.. absolutamente tudo... está se movimentando agora para que um novo caminho seja mostrado.

Sabe aquele outro caminho? Aquela outra estrada? Pois é... está quase pronta... com tijolos dourados, talvez. para que quando eu estiver pronta, possa bater os dois calcanhares e seguir por um novo caminho... por hora, eu só preciso esperar...

E de todas as angústias, porque a espera nem me angustia tanto, entendo o tempo e o momento. Mas eu juro por tudo que for preciso jurar, que eu só queria entender porque seria tão importante prá mim, e por que eu ando sentindo tanta falta de quem eu supostamente, ainda não tive.... de toda a minha angústia... essa falta e essa vontade, mesmo depois de tanta maturidade para entender o que tem que ser entendido... é a única coisa que eu não entendo. O que está acontecendo comigo? Por que eu queria tanto que você estivesse aqui comigo? Quem é você?

Por favor! Faça alguma coisa e venha logo! Porque eu não sei mais o que fazer.... 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Era uma confusão.. Era um não saber, era uma falta de vontade e ao mesmo tempo uma vontade que tudo acabasse...

Era uma confusão... Era um sentimento que teimava em reaparecer.. era um passado que por mais que estivesse enterrado ainda teimava em reavivar todas as sensações que em mim havia deixado....

Era uma confusão... Era um querer muito bem e era um alguém tão novo... Era tanta novidade e era tanta verdade... Era uma vida nova... Era uma nova realidade... 

Era uma confusão... Era uma ilusão... Era uma vida que eu havia criado, era um viver de ilusão sem saber ao certo o que era certo... Era um correr atrás e por isso mesmo estar sempre atrás de algo que não sabia direito o que era.. 

Era uma confusão... Era uma vida inventada, uma mentira que havia se tornado ilusão mas que fugia da realidade... 

Era uma confusão... Era um não saber para onde ir... Era um não saber o que sentir...

Era uma confusão... Que não me deixava te ver... Era um medo que não me deixava sentir... e foi um momento.... Uma verdade... Uma catarse... Uma Interseção... 

Foi uma interseção... Meio obscura... Meio confusa... Que me tirou da confusão da ilusão e que me fez ver em instantes o quanto você sempre esteve ali mas nunca esteve comigo...

Era um sentimento de alívio... Uma libertação... Como um grito... Como um afago... Era o momento que me soltei.... e que eu aceitei te sentir... 

E toda a confusão, de uma hora para outra, foi embora.. E só restou você em mim... 

E foi outra confusão... Porque por mais que a minha ilusão... Uma ilusão... tivesse acabado.... Uma confusão gerou outra confusão... e eu não vi... ou fingi que não vi... que você na verdade sempre esteve alí mas nunca esteve aqui.... 

E outra confusão começou naquele momento que a confusão acabou e que eu me libertei para aquele olhar... 

E eu que tanto estive perdida na minha confusão... em outra entrei... porque não devo saber viver de outra forma...

Porque eu sabir... eu sempre soube... que aquele olhar que conseguiu ver dentro de mim... entrar na minha vida.. nos meus pensamentos... no meu mundo... Aquele olhar... que me tirou de mim.... que me mostrou que existia um mundo além do meu... mas que só eu devo ter percebido... só eu devo ter notado...

Deve ter sido a música... Deve ter sido a emoção... deve ter sido o momento... deve ter sido o amor.... deve ter sido a confusão.... 

Deve ter sido a minha confusão... a sua confusão... e quem sabe, um dia... mais dias.... menos dias... menos tempo.... a nossa confusão... 

Será? 

terça-feira, 20 de maio de 2014

E mesmo sem saber, sem ter como mensurar ou até mesmo como nomear. E mesmo sendo uma percepção de uma realidade futura, que cada vez mais se faz presente, e mesmo depois de tantos conselhos e de tanto bem querer, de tudo mudado, tudo consertado- ou bagunçado- e sem saber ao certo para onde ir. Depois de toda a confusão e, com a incrível sensação de estar no centro das modificações, naquele lugar em que as coisas começam a desmoronar e ao mesmo tempo começam a se edificar. No exato momento em que o fim e o começo se fundem em um e não se identifica, não se sabe muito bem se  é o começo do fim ou o que quer que seja, mas é claro, evidente que não é o fim do começo, a não  ser quando se pensa em fim como uma finalidade e não como um término. Aquele momento do nada a fazer, da espera.  A angustia de agir se torna iminente  mas a incapacidade de ação- devido a não previsão óbvia e até mesmo, exclusão do fator “futuro”- faz com que parar e esperar seja não a melhor, mas a única opção possível.

E essa espera e, aparente incapacidade de agir, traz de forma incrível e inesperada um sentimento de paz. Uma paz, não da segurança do futuro, mas  da segurança do presente e de saber que nada- absolutamente nada- é resolvido fora do momento presente e que, sensações não podem ser negadas ou sublimadas. Aliás, até podem, mas a negação não é garantia de esquecimento.

E nesse momento de angustia e paz, traduzido em paciência e talvez, um pouco de complacência, comecei a perceber que não é possível e nem seguro se traduzir na percepção alheia e, talvez nem mesmo na minha forma de expressão. Não tenho autonomia para identificar ou definir a percepção da minha essência, nos olhos do outro.

E todas as angustias acabam me trazendo de volta a um tema, que por mais que eu tente confundir ou escrever, não consigo. Simplesmente só consigo sentir! E por mais que tente vislumbrar um futuro só consigo vivenciar as sensações do agora. Eu paraliso!

É exatamente isso, é uma sensação estranha, paralisante e muito fácil de ser definida antes e depois, mas no momento é como se não pudesse. É como se não houvesse passado e futuro, na verdade passado ainda existe...e pano de fundo..e situação de vida...e empecilho...e todo tipo de situação adversa...e sentimentos se sim e não... e vontade de sumir... e vontade de ficar..
Tudo existe, mas é como se eu simplesmente não pensasse e não soubesse de verdade, como será ou como seria... só a certeza e a importância do estar alí.. e aquele alí e aquele agora.. vai virar um agora e um dia de muito mais que vinte quatro horas e muito mais que quatro... cinco ou seis dimensões... 

E estar presente é estar com você... e nunca importou aonde e quando.. nunca houve passado ou futuro... e nunca houve um lugar...

Mas o que fazer no agora quando não se sabe muito bem o que esperar do futuro? Não é por nada. Não é pelo erro e nem pelo acerto. E nem pela falta de previsão. É pela vontade de ficar naquele momento e não me importar com mais nada. É só o momento!Incerto? Irreal? Surreal?


De alguma forma a sua presença é tão presente e importante quanto nunca havia sido nenhuma... . foi aquele olhar... foi o tempo... e foi tudo que não havia sido e que um dia será... 

Me espera? Me busca? Me ajuda? Me leva?

domingo, 23 de março de 2014

E aí um belo dia,  sem que eu esperasse mais nada e sem ao menos saber ao certo o que estava fazendo ali. Quase me escondendo e com vergonha de ser tão parte e tão feliz, mas com uma vontade imensa de ser invisível. Uma vontade que ninguém visse o tamanho da minha felicidade e mais que isso, o meu real tamanho.

Eu que nunca fui tímida, ou que pelo menos nunca assumi o título me encontrava alí, em um lugar que me fazia muito bem e em que me sentia parte. Um lugar em que não era preciso falar muito e nem tão pouco querer agradar, era um lugar em que não importava mais ninguém, pois a minha relação com o meu eu interior nunca esteve tão definida. Era muito amor, era parte de um todo que nunca havia imaginado ser, ou havia mas não sabia muito bem definir o que sentiria naquele momento. Era um momento só meu.

Aquele momento não importava mais ninguém,  e muito mais que isso, não queria mesmo que ninguém me visse pois naquele momento, não estava aberta para nenhum tipo de julgamento ou de olhar externo. Era somente o meu momento. Era a música, a magia, era o meu mundo isolado de qualquer mundo.

E no meu mundo eu ouvi um som tão bonito quanto familiar. Um som que se diferenciava do batuque que também me levava a um lugar distinto mas era um som que me acalmava.

Uma música que me fazia sentir parte! Que me fez lembrar de tudo que eu realmente sou e me aproximou muito de mim.

Uma melodia que fazia tudo parar e de repente me levava para dentro de mim novamente. A música mais linda, a melodia mais perfeita. O som que me levava para um lugar distante e ao mesmo tempo muito próximo de uma essência tão familiar e conhecida que só poderia ser a essência de quem eu realmente era naquele momento.


Naquele momento, depois do inconsciente e de uma percepção um pouco mais clara do que acontecia- apesar de nunca ter realmente clareado- a minha vontade foi de fugir. Um medo do que eu estava descobrindo, que se traduzido era somente um medo de quem eu realmente era. Talvez por, durante tanto tempo ter fugido ou achado mais fácil colocar a minha vida, minhas decisões e as minhas culpas em outros ombros. Por ter delegado a minha vida e os meus quereres, ao me encontrar com essa pessoa maravilhosa e tão amedrontadora  eu resolvi simplesmente fugir, como já havia feito outras vezes.,

Mas dessa vez era impossível fugir, mesmo que quisesse e por mais que tentasse, simplesmente chegou o momento do grande encontro com quem eu realmente sou e nenhuma fuga me permite fugir de quem sou.  E aquele som ecoou por muito tempo, e ainda ecoará para sempre dentro de mim.

Enquanto estava  no meu mundo, conhecendo essa pessoa tão desconhecida e, com todo cuidado, pouco carinho e tempo, desvendando quem realmente eu sou. Por um momento, um breve momento o som começou a ficar mais alto, mais nítido e mais direcionado.

Pensei em tudo naquele momento,  mas o pensamento constante era somente a vontade de não ser vista e reconhecida por ninguém, principalmente por quem me reconhecesse pela pessoa que eu já não era. Era o momento e o tempo de me descobrir, de me reconhecer e expressar o quanto as coisas estavam mudando.

E em meio ao som, ao direcionamento e à dúvida, resolvo olhar para frente. Ou simplesmente, por qualquer motivo desconhecido, levo para o mundo material o que estava vendo somente no meu mundo interior. E, neste momento eu me deparo com um olhar..

Um olhar que parecia entender exatamente o que se passava no meu mundo, no meu momento, mesmo que nem eu mesma soubesse o que esperar.  E não conseguia parar de olhar... tão familiar.... tão meu mundo... e tão distante ao mesmo tempo...

Como se já me conhecesse mesmo sem que eu nunca tivesse visto... Aquele olhar mudou absolutamente tudo...  o olhar.... o som..... o coração......

continua.....................................................................................................................

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Sem dúvida alguma, em 2013 consolidei o ser humano que aprendi que era em 2012. Sem dúvida foi um ano de bases fortes, de provações em bases elevadas e de uma limpeza geral em minha vida. Foi uma ano em que aprendi que, realmente o essencial é invisível aos olhos e que de verdade, mesmo, só se vê bem com o coração.

Nesse ano que se inicia eu tenho muita gratidão no meu coração. As coisas não foram muito fáceis, mas são mais palpáveis que em muito tempo. A materialização de um sonho está só começando e sentimentos contraditórios aconteceram, mas não foram tão dolorosos. E eu creio que tenha conseguido distinguir com mais clareza as ilusões do real.

Para 2014, eu sei que alcançarei vôos muito maiores e, talvez nunca antes sonhados por mim. Por isso é tão difícil nesse momento, traduzir em palavras o sentimento que tenho para o próximo ano. Sei que muitas resoluções serão adequadas a uma nova realidade e muitos traços da minha personalidade serão evoluídos nesse ano e minha vida da forma como conheço mudará completamente. Eu sinto!

Não sei muito bem o que esperar, mas sei que será o ano de uma evolução espiritual e material nunca antes vista por mim. E que tudo que eu almejar, tudo que eu plasmar eu materializarei. O problema é que as minhas necessidades mudarão com uma certa urgência e, o que eu agora julgo inviável passará a ser parte da minha rotina. Dessa forma, os meus sonhos serão cada vez maiores e serão cada vez mais realidade e não mais um mundo de sonhos. Então eu acredito que 2013 me preparou de certa forma para uma realidade um pouco mais evoluída em 2014 em que o novo surgirá com a força do presente e o passado será somente uma experiência importante que ajudará a construir o amanhã.

Um ano de prosperidade, de aberturas antes não imaginadas. Literalmente, de vôos mais altos e de lugares e pessoas novas. E que dívidas e dificuldades financeiras não mais façam parte da minha realidade e, que eu tenha abundância material para que possa me dedicar a evolução do ser  sem perder tempo com a escassez da matéria. Muito trabalho! Muito sucesso e um ano de realizações e modificações na mídia brasileira e mundial e, que eu possa ser parte fundamental em todo esse processo.

Que eu veja um sentido maior e único no meu trabalho e que trabalhe em projetos realmente grandes e que causem uma transformação na sociedade em que vivemos. Que pessoas cada vez mais comprometidas com a mudança de paradigmas e com o papel da mídia na sociedade se tornem amigas, parceiras, companheiras, verdadeiros irmãos de caminhada. E que as pessoas com sentimentos menores e níveis inferiores de evolução simplesmente se afastem de mim no ano que está começando.

Em 2014 eu desejo profundamente perdoar os que ainda não consigo, por mais que já tenha tentado perdoar e libertá-los para viver uma vida de plenitude. Que seus desafios não mais tenham a ver com as minhas culpas e somente com a evolução de cada um na Terra.

Será um ano de aprendizado profundo e acima de tudo, um ano de MUITO amor!

Um ano que o amor tomará conta do meu ser de uma forma plena como antes não conhecia. Em que conhecerei o amor verdadeiro, o amor dual que não mais se importa tanto com a questão egoísta do ser mas sim, com o comprometimento, compaixão, paixão e crescimento espiritual! De reconhecimento do outro, construção da família, identificação, completude e tudo que, muito mais que o tempo, mas somente o reconhecimento do amor verdadeiro permite que aconteça.

Com toda certeza será um ano de evolução! De novos caminhos e um novo amor!

E que em 2014 eu tenha uma relação de amor, também com o meu corpo e que os traços de evolução sejam percebidos também de forma externa. Emagrecer, não só para cumprir com uma norma estética e carnal, mas para transbordar as vibrações de amor ao próximo também no meu próprio corpo. E assim fazer dele na Terra, um espelho da paz interior que sentirei no novo ano. E que meu corpo aproxime as almas de bem e que possa ser percebido também, como um instrumento de amor. Amor ao próximo e gratidão pelo corpo físico que abriga a minha alma e que tem o papel de transparece-la na Terra na forma leve como poderá ser percebida em qualquer dimensão.

E dentro desses três pilares eu baseio o meu novo ano, um novo ciclo de renascimento através do amor.

Acima de tudo, será um ano de muito amor, prosperidade e renovação.

Um excelente 2014 para toda a humanidade!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Só hoje...

novembro 06, 2013 0 Comments
Só hoje eu queria não ter que fazer planos... não precisar pensar nas estratégias para o meu futuro perfeito..
Só hoje não queria buscar respostas no meu passado para os acontecimentos do meu presente...
Não queria pensar no que passou e nem no que poderia ter sido se pudesse ter evitado tais situações...

Só hoje não queria conversar, não queria contar nada prá ninguém..

Só hoje não queria te culpar pelo meu presente não ser o presente que sonhei para nós dois.

Só hoje não queria me preocupar em saber se meus passos seriam diferentes se tivesse seguido uma estratégia diferente da que adotei. Só hoje!

Só hoje você me veio a mente... Lembrei de você!

Mas não necessariamente de você traduzido nos atos que fizeram com que tudo acabasse...

Hoje eu lembrei de você em mim. Lembrei do que me fez sentir tanto sentimento e porque eu achava que você era parte do meu mundo.

Só hoje eu me lembrei sem pensar. Me lembrei sem racionalizar e sem, ao menos tentar entender o motivo pelo qual você virou o que virou.

Eu pensei em você e senti saudades...

Hoje eu pensei em você e senti uma dor no meu peito. Mas hoje o vazio não mais doeu, muito pelo contrário, se encheu. E para isso não foi necessário nada além de tempo. Hoje eu entendi que você não poderia mudar e que se você mudasse não seríamos "nós dois".

Eu percebi  que precisava muito de você e que eu fui muito feliz ao seu lado. E hoje essa felicidade se traduziu em amor.

E assim, com todo esse amor eu percebi que eu te quero muito bem. Senti por você o que eu já senti outras vezes e percebi que a nossa história precisava ter se cruzado pelo tempo que se cruzou. E precisava ter terminado no tempo que terminou. Eu lembrei de cada momento e seu sorriso não me saiu da memória.

Hoje eu lembrei do seu sorriso e do seu olhar. Lembrei de você e que, no final daquele dia, daquela intimidade instantânea que senti naquele momento, lembrei do que eu falei quando nos despedimos e que você não ouviu.

Naquele dia eu tinha certeza que nós dois já tínhamos uma história só nossa, marcada por um novo começo para os dois. Naquele dia eu sabia que você não sairia da minha vida nunca mais. Eu senti!

E hoje eu senti por você aquela vontade que você fosse feliz, aquele querer bem que só se traduz em sentimento sem racionalizar. Aquela vontade de querer a felicidade de quem a gente quer bem.

Mas hoje eu senti por mim, também a necessidade de sentir aquela felicidade que eu senti um dia ou outra felicidade, mas que não fosse preciso pensar tanto... Que só fosse preciso sentir!

Eu não sei bem porque, mas eu senti uma certa agonia, um alívio talvez.

Hoje eu senti que toda história tem começo, meio e fim e hoje eu entendi, assim do nada, meio sem querer, que eu não te quero mal. Muito pelo contrário, hoje eu senti que te quero muito bem. Mas eu percebi, assim sem querer e sem buscar respostas ocultas, em um relance eu vi que te amei e que é muito provável que eu ainda te ame por toda a minha vida. Mas vi que te amei quando você foi apenas você e não uma expectativa.

Vi que foi chato e desgastante tentar te mudar e pior, que não mudaríamos um ao outro. Hoje eu consegui guardar em mim o seu sorriso e guardar o seu olhar quando me viu. Hoje, mais uma vez, sem nem saber o porque, eu me vi naqueles olhos de quando você era apenas "você".

E eu me amei quando me vi através dos seus olhos. Eu me amei como há muito tempo eu não me amava. Me vi, como eu me via, nem que fosse naquele reflexo meio manchado de uma lente meio quebrada e, de uma hora prá outra eu consegui me enxergar.

E não quero mais lembrar de você pelos atos que cometemos. A minha vontade agora é te guardar em mim pelo que eu senti naquele dia. Sem racionalizar. Sem querer entender absolutamente nada... Hoje eu quero te guardar pelo que você é e não martirizar minhas lembranças com as expectativas não cumpridas do que poderia ter sido.

Hoje eu não quero lembrar dos sonhos que eu tive e das estratégias que eu tracei para nós dois. Não quero lembrar dos sonhos desfeitos e das desistências decorrentes das minhas altas expectativas. Hoje eu não quero, não tô a fim de me lembrar do "ótimo marido" que você se transformaria e não se transformou. Hoje eu não quero me sentir culpada por você não ser quem eu acreditava que você seria.

Não quero me sentir culpada por ter sonhado por você, mas hoje também não quero sentir a culpa e nem o peso de ter tomado a sua vida como minha responsabilidade e não quero ser a culpada por falhar.

Não quero mais!

Hoje eu olho prá você e eu penso se seria feliz  caso os meus planos tivessem se cumprido e vejo que não tenho o controle de nada.

Posso ter errado mas hoje eu te vejo feliz. Te vejo como era antes dos meus sonhos e das minhas expectativas. Acho que hoje você está livre para ser você sem mim. E percebo que nosso tempo, nossas expectativas e "nosso futuro" nunca existiriam e não existiram em lugar nenhum senão nos meus pensamentos.

Mas sempre que pensava em tudo isso eu me sentia frustrada, triste e simplesmente incapaz de amar novamente e hoje eu também me senti livre...

Assim, sem nada acontecer. O ciclo se fechou, como uma nova fase ou uma nova forma de ver o mundo. Como um ano novo ou simplesmente como a chuva... é.. vai ver foi a chuva...

E só hoje eu percebi que você sempre existiu sem mim e por mais estranho que possa me parecer, eu sempre existi sem você.

Eu existi sonhando os sonhos que sonhei para a minha vida e sou quem sempre fui e quem eu já havia sido antes de te conhecer. Mas hoje, certamente depois de você, eu sou uma pessoa melhor... e hoje, eu te quero bem...

E quero bem a mim também...antes de te querer bem. Agora é "primeiro eu, segundo eu, terceiro eu" como você me ensinou ou como sempre deixou claro que era prá você. E simplesmente é, sem egoísmo.. Agora estou em primeiro, segundo e terceiro lugar.

Aliás, eu não te culpo mais, de nada! Pois os sonhos foram meus e os meus sonhos eu realizo muito mais com as asas abertas que com os pés no chão. Os meus sonhos eu busco olhando para o alto e alcanço com muita persistência. Eu sei que eu posso voar! E eu vi que eu sou forte e tenho coragem, sja no meu mundo ou no mundo da Cinderela! E que eu posso ser responsável pelo meu sucesso e aceitar as minhas derrotas. Eu vi que eu posso cair que eu sei me levantar. É, eu aprendi a voar...

Eu senti vontade de te ligar... mas a vontade passou... e eu fui feliz por saber que você está feliz e está vivendo os sonhos que você sonhou viver.... mas vi que nem sei quais são...

Eu hoje não quero mais pensar... Quero ver isso tudo acabar... Hoje eu faço questão de ser feliz e sei, que não é justo culpar ninguém e nem ao meu passado, pelos erros que eu cometi e hoje eu enfim percebi, que essas experiências foram a base da minha sustentação e a força que me impulsionou ao vôo. Eu vi mais importante que manter os pés no chão é manter as asas abertas e sentir o vento no rosto...

Eu hoje só agradeço por tudo e vi que eu sou e fui muito, mas muito feliz!

Mas que está na hora de ser feliz novamente....

Então não quero mais pensar... Hoje eu só queria não ter que sonhar... Não ter que planejar...  Hoje eu só quero ser  o que eu senti...

Só hoje.... vou ali ver como vai ser daqui prá frente, não mais apesar, mas depois de tudo que eu vivi com você!




segunda-feira, 8 de abril de 2013

Quando você chegar, não deixe ela te pressionar. E não tente se mostrar muito importante na vida dela porque ela não vai nem te notar.  Ela é um pouco complicada mas no fundo só acha que não merece tanta felicidade, sabe? Ela é assim, se esconde atrás da aparência que diz não gostar mas na verdade quer ver se você gosta mesmo dela. Assim, sem se preocupar muito com as convenções sociais. Mas não é por maldade, porque na verdade ela está enxergando em você o mesmo que ela via antes, quando achava que sabia o que era amar.

Ela tinha certeza que sabia conquistar, mas era uma mocinha muito determinada e um pouco infantil. Meio mimada e tentava mudar algumas coisas para mostrar que era capaz de ter sempre o que queria.  Não que ela não acredite que possa ter o melhor, mas ela não olhava para o que ela realmente precisava.

Sabe com o que ela se preocupava? Em aparentar ser amada. É! Ela era bem boba e se preocupava muito com as aparências. Não era má pessoa, mas queria ser igual aos outros, ela sempre se sentiu meio diferente e não soube lidar com isso. 

Deixa eu te contar uma coisa? Na verdade ela nem liga muito para o que os outros vão pensar. Ela ligava muito em outros tempos, mas ela não tinha muitas referências e achava que o romance ideal era aquele que passava na televisão. Ela precisava muito ter vividoo que viveu e passado pelas experiências que passou. Precisava ser a mocinha da propaganda de margarina, sabe? Mesmo  não gostando muito de margarina e sempre tendo preferido requeijão.

Olha, não conta prá ela, mas eu preciso te contar uma coisa. Ela nem liga muito se você não fizer a barba ou se sair de bermuda xadrez e chinelo para todos os lugares, mas não conta prá ela que eu te contei, tá? Ela adora escolher as suas roupas e deixar em cima da cama para você  vestir quando sair do banho. Não é porque ela quer te mudar, é porque gosta de cuidar de você. Ela continua detestando camiseta regata mas nem liga muito para isso, não liga mesmo. Ela se importava naquele tempo em que ela achava que relacionamento era para os outros. Agora, ela nem se importa tanto, só quer que você seja autêntico, sabe? E não é por futilidade é que ela fica triste, pois parece que você não se arruma mais prá sair com ela e isso a deixa magoada. Mas isso não quer dizer que você não possa andar de bermuda e chinelo. É porque ela gosta muito de prestar atenção em você, de olhar nos seus olhos e se você se vestir mal, combinar listrado com xadrez, ela não vai conseguir parar de prestar atenção na sua exótica combinação.

Eu vou te contar mais uma coisa. Quando ela era mais nova ela pensava que homem não chorava e colocava uma responsabilidade enorme nas costas de qualquer coitado, que não podia demonstrar nem um sinal de fragilidade. Ela é meio ruim, mesmo. Mas ela está aprendendo a ser melhor. 

Ela fala prá caramba! Mas ela sabe dar muito valor ao silêncio e quando ela ficar quietinha deitada no seu peito, é porque ela se sente segura com você, não é por nada. É porque o silêncio é suficiente para que ela se sinta conectada. E ela nem liga se você for meio desajeitado e se ficar assistindo futebol na televisão, aliás ela gosta de futebol, viu? Ela não finge quando ela fala que gosta, mas ela não é tão preocupada com o jogo quanto você e nem está tentando competir com os seus conhecimentos futebolísticos. Mas quando ela ficar em silêncio, no seu peito, você pode assistir seu futebol sem problemas, mas eu posso te pedir só uma coisinha? Faz um cafuné que ela adora! 

E ela vai cochilar no seu peito e levantar só na hora que quase sair um gol. Ela vai perguntar do lance e vai querer saber quem passou a bola. Não precisa brigar com ela nessa parte, por favor. Ela só dormiu porque é bom ficar ali com você e também. E se possível, te peço outra coisinha, explica prá ela a tabela do campeonato com paciência? Ela vai se perder nessa tabela a cada rodada e sempre vai te prometer que no próximo campeonato vai prestar atenção desde o comecinho. Mas olha, tenha paciência com ela. 

Eu sei que isso vai te chocar um pouco, mas ela vai fazer absolutamente a mesma coisa quando vocês estiverem assistindo um filme de ação. Não é que ela não gosta de filme de ação, mas ela não se interessa tanto quanto você, sabe? Então explica com calma, não briga com ela, eu sei que é difícil ter calma nessas horas, mas tenta explicar com clareza que ela entende rapidinho e nem vai mais perguntar,  só continua fazendo cafuné. E deixa ela chorar em paz quando vocês assistirem um drama. E quando for um suspense e ela fechar os olhos, avise de verdade, quando puder olhar! 

Ela não está tentando competir com você em nada. Ela não quer prender a sua vida. Ela nem gosta muito de falar ao telefone, mas ela não é boba. Ela te liga porque ela realmente quer saber aonde você está, quer saber se vai demorar para chegar. Ela ama os acordar com o seu bom dia, não tem nada no mundo que a faça mais feliz! E ela não dorme sem ouvir seu boa noite. 

E quando ela estiver te esperando em casa para vocês saírem ela vai te ligar e vai ser meio chato.  Na maioria das vezes é prá saber se dá prá trocar de roupa, nem é prá te controlar. Ahh! E por falar em roupa, eu preciso muito te contar.. Não é por maldade que ela deixa prá se maquiar na hora que você chega em casa.. não é mesmo! Ela é muito enrolada sim, mas ela gosta muito de ver como você olha prá ela se maquiando pelo reflexo do espelho. Então, tenta não brigar com ela, por favor! 

Eu preciso muito te pedir uma coisa. Leve uma cerveja, escute um samba, se for isso que você gostar. E mantenha o bom humor, sempre! Essa menina adora gente que ri, sabe? Ela se acha meio diferente das outras, mas ela não sabe quais são as suas referências. Não fica falando de dinheiro com ela não. Ela simplesmente não liga. Não por falta de responsabilidade mas por excesso de fé. Conta prá ela que você viajou e conheceu um monte de gente legal. Conta prá ela que você foi a praia e sabe a história do moço que vende côco, ou qualquer coisa parecida com isso. Mas não inventa história, porque essa menina não suporta mentira, e ela sofre muito quando alguém mente. Então, tenta não mentir. 

Ela vai amar estar com você, ela gosta da sua companhia na hora de dormir, apesar de reclamar  que você é um pouco espaçoso. Ela gosta muito quando você a abraça sem ela esperar, mas é muito mesmo. Tente abraçá-la com força pelo menos uma vez quando se encontrarem.

Ela gosta muito de poesia, sabe? Gosta desde pequena, era o que ela achava que sabia fazer quando era criança. Mas nem todo mundo dá valor à sentimento, e era mais legal até cuspir longe, que ler poemas. Então isso nunca foi uma grande vantagem na escola e ela foi fazendo de conta que não gostava. Mas eu acho, é só um conselho, que se você gostar de poesia e de músicas que fazem sentido, ela vai gostar muito de você. 

Eu acho que no começo ela vai ficar com medo e fugir, porque é bem provável que você seja um pouco diferente do que ela estava acostumada e ela não sabe muito bem como lidar com isso. Ela vai ficar se perguntando o porque desse sentimento e do nada, ela vai se ver gostando muito da sua companhia, mas com medo de te sufocar. Mas na verdade, eu sinceramente, acredito que isso nem vai acontecer, porque ela vai gastar energia demais se perguntando se você não é muito diferente do que ela está acostumada e conhece como relacionamento,  então é bem capaz de nem acreditar muito nas suas boas intenções no começo. Mas tenha só um pouco de paciência, ela está se despindo de algumas referências, é que doeu um pouco e foi difícil prá ela passar por tudo o que ela passou e muito mais difícil é agora, quando ela vê que o que ela rejeitou é o que era melhor prá ela. 

Ah! Ela tem um segredo que nem é tão secreto assim, mas tem a ver com amor. Ela vai te contar umas coisas e vai ter certeza que você vai fugir. Eu sei que a sua vontade vai ser sair correndo na mesma hora, mas também sei que você já vai estar envolvido demais e querendo, sem saber bem o porque, que ela faça parte da sua vida. Então, rapaz, seja homem e fique! 

Aliás, seja homem é muito relativo, por favor. Ela continua acreditando que homem tem que ser viril e adora a proteção masculina. Mas prá ela ser viril não tem nada a ver com ser violento e proteção é muito diferente de omissão. Aliás, deixa eu te contar uma coisa que você já deve ter percebido logo no começo, ela nunca leu Cinquenta Tons de Cinza e ela, de verdade, ela não quer que ninguém a leve de jatinho prá Angra e muito menos tem um fetiche por cintas e tapinhas. Não insista, por favor!  

Ela gosta de você pelo que você é, então meu bem, seja sempre você! Não mude o seu jeito de ser quando estão juntos. Quando ela olhar nos seus olhos e te chamar de lindo, acredite! Ela realmente te acha muito lindo e diz isso olhando nos olhos com firmeza. Não precisa responder e nem retribuir, mas por favor, não é para você achar que é uma competição ou um concurso de beleza e ficar se achando o último biscoito recheado de chocolate no pacote. 

Mostra prá ela que você se preocupa. Se não for pedir muito, saia sempre com uma calça larguinha prá carregar o sorine dela no bolso e sempre que se lembrar e sentir vontade a abrace. Essa menina adora um abraço! 

Eu acho que vocês poderiam fazer uma coisa diferente a cada final de semana. Ela só quer ver que você se preocupa, não precisa ser nada de especial. Pode ser uma cerveja ou um filme. Mas um filme que vocês dois gostem e não esqueça o cafuné. Conversa com ela. É muito bom saber que vocês gostam de coisas parecidas e ela ama ouvir as suas histórias. Vocês tiveram um caminho bem diferente até aqui e ela aprende muito com as histórias da sua vida. Ela te admira muito, te acha corajoso!
Mas não preciso nem comentar que ela não gosta de prepotência né? E ela gosta mais das histórias divertidas, então moço, não tente impressionar com histórias mirabolantes de lugares que ninguém ouviu falar e nem pense em falar de amigos importantes, influentes e ricos com os quais você já tenha se relacionado só para obter alguma vantagem ou para parecer importante aos olhos dela. Aliás, é certo que você não agirá dessa forma, porque senão não teria passado do primeiro chopp e como chegou até aqui, ja contou dos tombos que você levou e das pessoas legais que você conheceu nessas suas andanças pela vida. Pode falar do seu trabalho, vocês fazem coisas diferentes sim, mas ela adora te ouvir contando sobre o seu dia e principalmente, em ver como o seu trabalho faz tantas vidas melhores. E como o seu trabalho te faz uma pessoa melhor. Mesmo que você pense que ela não entenda, fale e tenha certeza que ela se importa, e muito. E te admira muito, pela dedicação que você tem a sua profissão. Tente ter sempre um tempinho prá  ela, mas ela entende plenamente se você precisar ficar mais tempo no trabalho, mas por favor não minta em relação a isso, nunca. Ela admira muito a sua dedicação profissional e não liga em adiar um chopp mas não use essa dedicação como um álibe. Só fale a verdade, se quiser sair com os amigos do trabalho para tomar um chopp, ela não liga, só se preocupa e quer saber se você está bem. 

Sabe o que ela mais gosta de fazer quando está com você? Ficar com você, da forma que for.  Então sejam felizes... não fique preocupado com o futuro e nem com as expectativas dela... Ela só quer ser feliz e não espera nada mais que um abraço sincero e um beijo demorado para fechar o dia. Converse com ela, faça planos sim, mas só fale com o ela o que você realmente tiver interesse em fazer. Não minta prá ela e nem tente ser quem você não é.  Só seja uma boa companhia e só volte, se realmente quiser e gostar de ficar alí do lado dela... Ela quer você assim, do jeitinho que você é!

Tenho certeza que vocês serão muito felizes juntos!