domingo, 16 de setembro de 2012

A estrada...

setembro 16, 2012 1 Comments

E em um determinado momento você começa a perceber que já viveu a maioria das situações que alguém te conta como se fossem inéditas. Você percebe que simplesmente não adianta, e a sua busca por novidade em caminhos que antes buscava, simplesmente não fazem muito sentido. 
Porque no final toda história parece ser repetida e todo futuro previsível. As coisas chegam ao nível de começarem a ficar meio chatas e sem sentido. 
Parece que você está revivendo as suas experiências e sendo obrigado a perceber que a sua teimosia só te fez perder tempo. E voltar nas experiencias dos outros, nada mais é. que voltar atrás nas suas experiêncais e ver que as suas certezas não passavam de ilusões e que ninguém pode viver uma vida d certezas infundadas. 

Acho que entendi errado a parte dos muros que cairão e o véu que se rasgou. Mais uma vez busquei referencias em um passado, nas minhas certezas e me vi novamente vivendo um Deja Vu, seja lá o que isso representa. Não adianta mais brincar de voltar no tempo e fazer de conta que o tempo não passou para viver o que devia ter vivido há tempos atrás, porque o tempo simplesmente não volta atrás. 

E as experiências começam, em mim, a tomar a forma de conhecimento e não mais de arrependimento e de, mais uma certeza que talvez seja infundada, que nada adianta tentar voltar  e que o tempo, pode sim voltar para que eu conquiste o que eu queria ter conquistado. Mas o tempo passou e as minhas experiencias que me fizeram conquistar outras coisas além do que eu queria, me fizeram diferente e me levaram, não para o caminho mais longo da conquista, mas para o caminho da conquista real. 

A hora de parar de achar que o que deveria ter sido é melhor do que o que foi. A hora de viver o que preciso viver e sentir que voltei atrás por vontade. Mas é chegada a hora de buscar o que eu realmente tenho o direito de seguir. 

A vida anda meio estranha prá mim. E as referencias antigas estão começando a não fazer mais sentido, porém estou começando a entender o que cada uma delas significou com essa retórica e constante "volta no tempo". Mas parece que é chegado o momento em que todas referencias do passado simplesemente se anulam e parece que o passado enfim foi pago. E que todo arrependimento ou as possibilidades de caminhos entroncados simplesmente não fizessem mais sentido. A minha sensação é a de ter caminhado agora, por todas as ruas que antes não caminhei. A sensação nítida de ter tido a oportunidade, e aproveitado muito bem, de  voltar no meu caminho e seguir agora, pelas estradas que escolhi deixar para trás em uma outra oportunidade. 

Mas o que, em determinadao momento, é muito, mas muito libertador. Também se fez desnecessário para o destino final, pois agora eu percebo o quanto o caminho que eu escolhi me mostrou um horizonte diferente, uma paisagem mais completa e que o quanto eu não sou atrasada,  eu simplesmente conheço mais de um caminho de chegar a um determinado local. 

A sensação é que sou uma viajante do mundo, e que agora eu cheguei, exatamente aonde eu queria, ou reclamava de não ter chegado antes. 

Sabe quando você faz uma viagem para um lugar que você não conhece, por um caminho que você conhece até determinado ponto, mas alguém te diz que o outro caminho é mais curto e mais bonito. Você pega a estrada mas, chegando no ponto que desconhece, enxerga uma placa interessante e resolve arriscar um caminho novo, que ninguém te informou ter passado por lá. O caminho é tão novo, que ninguém consegue ter nenhuma referencia e quando você conversa, pelo celular, com pessoas que fizeram o caminho conhecido, elas te informam que estão quase no destino e contam como é a vista que estão vendo. A agonia toma conta da sua alma, porque você não consegue ver nenhuma daquelas paisagens, simplesmente nenhuma! E você começa a não dar valor para as paisagens presentes no caminho, que você escolhei caminhar.  


É fácil seguir por um caminho que todos conhecem, buscar referencias em outras viagens, mas quando você resolve seguir um caminho diferente é dificil que os outros percebam o quão lindo é esse caminho e o quanto é interessante a paisagem que você descreve. Não é por maldade, não é por falta de interesse é simplesmente por falta de referencias. É aquela hora que o grupo de viajantes do caminho conhecido por todos se junta e conversa somente sobre o que já viu e ninguém, absolutamente ninguém pode falar sobre o caminho que você escolheu, porque ninguém o conhece e para todos, aquilo é apenas um caminho para chegar a um fim comum, um lugar de encontro, então qual é a graça de conversar sobre um caminho mais longo para chegar no mesmo lugar? 

A graça é que no caminho mais longo muitos viajantes se encontraram. E cada um queria ir para um lugar diferente. Cada um com seu caminho próprio- longo ou curto- para chegar no destino final. Muitas vezes você se encantou tanto com as histórias dos que viajavam pelo caminho que começou a, simplesmente querer chegar no mesmo destino, que lhe disseram. Mas esse não era o seu destino, não foi por isso e nem prá lá que você foi viajar.  E quem diria, que porcausa de uma estrada com dois caminhos, uma escolha por uma estrada diferente, você conheceria tanta gente e tanta possibilidade de caminhar? Como podem, os mesmos viajantes, que saíram rumo ao mesmo destino, não perceberem o quanto aquela estrada é diferente, interessante, mas que você, podia até demorar, mas chegaria ao mesmo lugar? 

Como???

Mas como cada viajante sabe o seu destino, ou pelo menos sai em direção a um destino pré estabelecido. Uma hora, você se lembra que esta quase indo para um outro lugar, pegando os seus caminhos mas indo em direção a estradas que te levariam a outro destino. Uma hora é preciso voltar, reconhecer que está na direção de outro destino e voltar para a estrada que te conduz ao local que você precisa chegar. 



E em um determinado momento, na volta, na você começa a olhar a estrada por onde caminhou pensando que te levaria ao mesmo destino. O caminho de volta sempre é mais curto que o de ida, já percebeu? E nessa estrada, no caminho da volta, para a bifurcação daquela estradinha que você escolheu um outro caminho você começa a reviver tudo que passou enquanto ia em direção ao seu destino final. E como aquela estrada nunca te levaria ao seu destino. Como você não percebeu isso antes? Mas quem você seria se não tivesse pegado a outra estradinha? 

Quem você seria sem todas aquelas experiências na ida? Porque a volta é sempre mais tranquila, é aquela sensação- e mais que sensação, certeza mesmo- de já ter passado por aqui e as lembranças de cada ponto do caminho. Se eu já passei por essa estrada eu sei o que me espera alí na frente, só que de trás prá frente, porque eu já sei a direção e sei de onde eu saí. Eu ou você, aqui eu volto para a primeira pessoa, mas foi proposital...

E, por um momento você esquece que aquela é a volta para aquele ponto da estrada que você decidiu seguir uma nova placa, e pensa que a volta é o novo caminho. É o caminho que te leva ao seu destino. Mas por um breve momento, descobre que ainda é só a volta para o ponto em que você resolveu pegar o caminho diferente. A sensação de atraso, de volta, de tudo de novo, sempre bate a porta e te acompanha, mas só até você perceber que a bifurcação ainda não chegou. 

E eis que chega o momento. O momento que você resolveu pegar a estrada diferente, o momento que viu aquela bendita placa que te guiaria para um novo- ou o mesmo destino- e resolveu desviar a sua rota. E você desvia, olha para a estrada que seguiu e dá um sorrisinho. Sabe que tudo aquilo foi bom, mas foi só uma estrada... Foi um caminho que te levou a conhecer muito melhor o seu próprio caminho, mas tudo que você viu naquela estrada foi fruto de uma longa viagem. Um conhecimento novo, pessoas  e amigos de viagem. Sabe aqueles amigos que você faz quando está viajando? Vocês seguem juntos até determinado ponto, mas chegou o momento de cada um seguir para o seu destino...

Foi bom viver tudo aquilo. Foi bom viajar por essa estrada e ir parando em cada ponto para conhecer profundamente cada região, mas nenhuma região daquela era a sua região, nenhum lugar era o seu destino, mas sim parte da sua jornada. 

Mas depois de ter conhecido tanta gente e tanta coisa diferente nessa estrada, chegou a hora de seguir para o seu destino. Naquela estrada que você havia escolhido não seguir. E seguindo por ela, escolhendo a outra estrada da bifurcação, começa o caminho rumo ao destino final. 

Ele começa um pouco diferente, mas até certo ponto, por mais diferente que seja são dois caminhos- um mais longo e um mais curto- que levam ao mesmo destino. E você percebe que só estava em outro caminho mas a possibilidade de fazer o percurso de volta e de seguir pela outra estrada mostra que você vai chegar ao mesmo destino final.. Mas você é teimosa, é curiosa e quer sempre saber se realmente o outro caminho é tudo aquilo que todos falavam. E você vê que é legal, mas é simplesmente um outro caminho... 

E você já conhece tudo aquilo. Já viveu aquela estrada, mas em outro caminho, já sabe que o seu destino e para onde você deseja ir. E agora, é uma privilegiada, pois pode contar dos dois caminhos. O cheio de atalhos e que você parou para ver o mar.  E agora, por mais que faça amigos pela estrada, por mais que se juntem para caminhar até um determinado ponto da estrada, você sabe aonde quer chegar e não se confunde mais nos caminhos dos outros.  Você segue, mas volta mais rápido para a sua estrada. Deixou de ser uma aventura muito louca para ser uma parada para reabastecer. É isso... uma parada... 

E o caminho continua.... e você consegue viver tudo de novo, e mais rápido- porque essa estrada é mais curta- que já viveu na estrada anterior. 

Eis que chega o momento em que as duas estradas não mais se cruzam. Lembra do momento que você percebeu que não podia continuar seguindo na estrada antiga e resolveu voltar?

Agora chegou o momento em que ninguém mais contava como era a estrada e como era a vista daquela estrada, pois você só ouvia a história do destino final. Mas a estrada continua... 

E agora? Para onde seguir? A estrada é nova... totalmente nova... mas você sabe, e agora tem mais que certeza, que está na estrada certa para chegar ao seu destino final.  Mas aonde buscar informações da nova estrada? Como saber com quem já caminhou? É hora de seguir em frente, de conhecer caminhos que são novos para as duas estradas.

Eis que acabam as informações, eis que o conhecimento dos guias de viagem é o que vai ter que te pautar. E você precisa caminhar, precisa seguir em frente. Sabe que a estrada é certa e só lhe resta acelerar para chegar ao destino final. Ninguém contou que seria estranho, ninguém contou que haveriam dúvidas na estrada. Ninguém contou que a estrada é diferente nesse momento e que de nada adianta buscar informações na estrada antiga. 

Você caminhou, viajou, percorreu caminhos diferentes- uns mais curtos outros mais longos- que te conduziram até a estrada certa que te leva ao seu destino e é hora de seguir em frente. Sem medo, sem dúvidas que está no caminho certo, sabendo aonde quer e aonde vai chegar, mas sem a menor ideia da estrada a percorrer...

O momento chegou.. a estrada é nova, e é hora de seguir em frente tendo a certeza do destino final, mas  Ã© a hora de conhecer o restante do caminho....

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

E vai chegando a hora, e quando o sonho bate a porta e quando não há outra alternativa a não ser, literalmente, embarcar no sonho, os "piratas" do mundo dos sonhos começam a atacar. Eles começam a aparecer para tentar te lembrar que o sonho é demais e pior, que o sonho não é seu.

Eles aparecem e desaparecem, eles chegam e pedem uma batalha, na verdade não pedem eles travam uma batalha, e você não tem como fugir. Eles chegam dominando o mundo e tentando fazer o mundo dos sonhos se transformar nos sonhos que eles sonharam. Chegam devagar e vão mudando tudo aos poucos, tentando modificar um detalhe aqui e outro ali. Esses são os piores! Mas há os que chegam com toda velocidade e travam uma batalha, mais sincera, para tirar do sonho o dono daquele mundo. O dono do sonho, o próprio sonhador!


É nessa hora que o sonhador tem que deixar de sonhar e tem que brigar pelo seu mundo. Colocar as espadas em punho e agir com toda a força para não deixar escapar nada, nem um só detalhe do seu mundo. Cuidar de tudo para que a terra não seja invadida e tirar todos os piratas invasores dali.

Nessa hora o papel de sonhador dá lugar ao guerreiro e a certeza da vitória faz acreditar e partir para cima. E confiar que tudo o que tem naquela terra é parte do seu sonho e que esse sonho tem um dono, e esse dono briga por tudo que está ali.

O guerreiro que não deixa os inimigos entrarem e que, só vence porque se vê como verdadeiro dono daquela terra. O guerreiro não pode, em nenhum momento, acreditar que aquilo não é bem o que ele esperava e tem que se manter firme e lutar em cada batalha para alcançar a vitória e defender a terra prometida.

Ele sabe que aquilo tudo lhe pertence e luta, mesmo que a vitória pareça distante, ele luta com as armas que melhor souber utilizar. Alguns piratas são quietos, são sorrateiros, tentam saquear as ideias, tentam fazer com que o guerreiro se sinta menor. Alguns são sonsos, e atuam como pessoas de bem saqueando pouco por vez, o que o guerreiro acumulou. Outros tentam formar uma equipe para saquear a terra prometida e, geralmente essa equipe começa a ser formada a partir dos que estão próximos do guerreiro.. Mas em algum momento, os piratas chegam para a batalha.

E a certeza da vitória mantém o guerreiro em pé e mantém a terra com as características da terra do guerreiro. Antes de entrar na batalha, ele pensa e, antes de tudo, confia na vitória. E sabe que não pode desistir, porque se desistir ele irá abrir mão do seu sonho. O seu sonho será entregue aos piratas e tudo e todos que viviam e dependiam daquele sonho simplesmente vão deixar de existir. Como um mundo que nunca aconteceu, com pessoas que nunca existiram. Lutar para manter o sonho é tão importante como começar a sonhar. Então o sonho, todos os dias, deveria ser renovado, ser revivido, para  que as batalhas não sufoquem o desejo de viver na terra prometida por quem um dia sonhou.

Dormir para descansar, como disse o nosso querido Walt Disney, também já não existe na minha vida. Pois desde o dia que descobri a minha força e decidi fazer, eu mesma, os meus sonhos acontecerem, eu só durmo para sonhar. E para manter esse sonho cada vez mais real...



Está chegando a hora....

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A falta de sentir, a falta de um sentimento que me fazia sentir viva, me entristecia por vezes e em outras vezes me deixava sem rumo e sem certeza. O sentimento que me aprisionava e me tornava passiva. A falta de um sentido acabou me tornando um pouco sem sentido também.


A falta do sentir trouxe a certeza do tudo acabou. O sentido que procurava, a raiva que me atormentava ao menos era a certeza de haver um sentido naquele sentimento que hoje, simplesmente não existe mais.

O sentimento virou lembrança e a lembrança virou passado e o passado não virou saudade. E o que me atormentou por um tempo, hoje simplesmente se mostra sem sentido.

A falta de sentido e sentimento me faz sentir estranha. Porque é um sentimento novo no meio de tanta falta de sentimento. A busca e o crescimento e a certeza do tudo acabou me transformam, oficialmente, em uma pessoa nova e me faz ter certeza que a vida mudou.

Você já desligou o telefone de madrugada e, com vontade de chorar não conseguiu mais dormir?

Eu desliguei o telefone de madrugada e a ausência total da vontade de chorar me fez perder o sono.

E agora me faz pensar e não mais conseguirei sentir novamente. Precipitada, eu? Pelo menos ansiedade eu continuo sentindo..

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

E quando a vida muda? E quando a vida, de uma hora para outra dá uma resposta simples à uma pergunta que você  não teve coragem, por muito tempo, de se fazer?

O medo te sufocou. O desconhecido te assustou e o que você já conhecia, já estava acostumado, te afagou por  muito tempo, deixando suas noites mais tranquilas. Não era preciso se preocupar com um futuro desconhecido, simplesmente porque dormir e acordar era o certo a se fazer.

Não era preciso desperdiçar seu tempo sonhando, amando ou desejando porque era mais fácil acreditar que podia mudar a realidade que já se apresentava diante de ti, por todos os momentos que precisou se apoiar no que acreditava para buscar o que acreditava.

O mundo parava por uns minutos, mas também isso não adiantava, porque o mundo girava mais devagar. Girava no seu ritmo. No ritmo do seu caminhar.

Era como se o mundo tivesse um ritmo próprio e seu tempo fosse o necessário para marcar as batidas do seu coração. As batidas do seu coração durante um tempo eram os segundos marcados e passaram a ser, mais tarde uma contradição absoluta da mais completa falta de criatividade em relação ao tempo que podia supor.

A vida passou em um sopro..  E o sopro da vida levou a vida que você queria ter levado...

Como em um sonho você acorda em um sobressalto e esquece que dormiu por um tempo. O tempo não parou para o mundo, ele continuou e as suas mágoas e experiências pautaram sua vida e o seu tempo. O seu coração, marcou e mudou a sua vida, e você ainda não se deu conta disso tudo.

Você mudou!

O tempo passou!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011


Tantos planos, como se soubéssemos para onde iremos e o caminho que a vida vai nos levar.Traçamos planos, metas ou o  nome que melhor definir seus sonhos.Saímos pelo mundo atrás desses sonhos.
As incertezas aparecem -e sempre aparecem- no momento em que os planos, os sonhos, ainda não chegaram àquele patamar que idealizamos ser a nossa felicidade completa.

Ahh! A felicidade completa...

Sabemos que a felicidade completa não existe, ou melhor, tentamos nos convencer disso porque sempre fomos condicionados a não esperar muito.Quanto mais alto for o sonho, mais alto é o tombo, sabe como são as coisas né? Mas por que tanto medo de cair? Quem te contou que a queda é assim, tão ruim??

Se jogar..  cair... se lançar em direção ao novo... ao desconhecido...

Cair só é assim, tão ruim, por que o barulho da queda, o "espatifar" no chão,  Ã© o que nos em a mente. Mas, e se essa queda se transformasse em um imenso vôo livre! Como o salto de paraquedas, a hora de saltar do avião,a queda livre e de repente: o paraquedas abre!


A hora da abertura do paraquedas certamente não é a melhor parte do salto, o tranco, o empuxo, o voltar, a pressão, e simplesmente.. a ausência da queda! A ausência da queda e o salto se transforma, o salto se transforma em um imenso vôo livre! O ser humano cria asas e se permite voar!

E o vôo é maravilhoso. A vista! Olhar a vida de um outro ângulo, subir! Ver a vida de um patamar superior e ver tudo do alto! O mundo certamente se torna muito simples, quando visto de cima...

E só foi possível ampliar a visão, ver a vida de cima, depois da abertura do paraquedas.

Quando o paraquedas abriu!

Primeiro uma volta repentina, uma volta brusca! Como uma tentativa desenfreada de subir novamente e esquecer a queda! Uma volta repentina, um susto...e por que não uma dor?

Mas foi preciso acontecer a volta repentina, a tentativa desesperada de subir novamente, para que a gravidade agisse.; Para que as leis da Terra impulsionassem ver a vida através das leis do Céu! Por que os planos que importam, a paz e a serenidade para olhar a vida "por cima" só podem vir do Céu!

Quem falou que cair é tão ruim? E quem garante que o paraquedas não vai abrir?

Ahh quantos planos...quantas incertezas... e o caminhar, a queda, e principalmente, o vôo, é o que importa. A vista, os planos, as incertezas contidas entre o salto e a chegada é o que faz tudo valer a pena!

Se o paraquedas não fosse aberto... se o empuxo não incomodasse o vôo não seria tão lindo!

Os empuxos da vida, as voltas repentinas, a desestabilização momentânea só servem para mostrar que o parauedas foi aberto! É HORA DE CURTIR A VISTA!!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Eu tenho um sonho. Um sonho desde criança. Eu tenho um sonho e já tinha resolvido que este sonho ficaria para sempre guardado, como um sonho, dentro de mim.
Se o meu sonho fica guardado como um sonho, ele acontece como eu quero. Ele se desenvolve, vai volta e pára conforme as minhas vontades. O meu sonho dentro de mim, vivia adormecido e eu continuei acreditando que ele seria sempre só um sonho.

Como um sonho eu não teria distrações, seria tudo perfeito. O porto seguro para eu voltar quando as coisas do mundo real não estivessem muito boas. Enquanto não podia controlar as coisas no meu mundo, achava com todas as forças que poderia controlar tudo no sonho e que poderia voltar para ele sempre que eu quisesse me refugiar de alguma forma do mundo real.

Eu vivi o meu sonho. Eu vivi o meu sonho e participei do sonho de muita gente. Eu morei no lugar dos sonhos de muita gente e, no lugar que infelizmente para muitos, vai ser para sempre um sonho. Eu morei e vivi a minha vida real na Terra do Faz de Conta. Eu vivi! Eu vi sonhos sendo realizados, eu passei por situações que muito se distanciaram de um sonho e, mesmo em um lugar de refúgio, eu não pude controlar absolutamente nada. Eu vivi a sensação de não controlar o meu sonho. Eu vivi em um sonho e ele se transformava a cada dia. Eu vivi em Walt Disney World. Eu tive problemas reais no "mundinho da Cinderela". E tive o Mundo da Cinderela no Meu Mundo Real.

Eu devia ter aprendido a não mais reservar lugares ocultos dentro de mim para os meus sonhos. Eu deveria ter aprendido a não ter controle e a viver em um sonho. Eu devia ter aprendido a não ter medo e acreditar que o mundo de sonho pode sim se tornar realidade. Eu devia!

Eu acreditei que ainda pudesse reservar um lugar ao sonho dentro de mim, sem nunca externalizar. Eu quis acreditar que este lugar só aconteceria dentro de mim e que eu poderia controlar. Eu quis viver um sonho e esqueci que para vivê-lo ele teria que se tornar real.

Eu corri por muitos caminhos, eu recebi muitos nãos, eu fui para o lado errado, eu atravessei a rua quando deveria continuar em frente e tentei desviar o meu caminho. Mas o máximo que eu consegui foi dar mais voltas para viver dentro do sonho que eu devo viver.

Hoje o meu sonho bateu a minha porta, na verdade ele escancarou a porta e me empurrou para entrar. Talvez como o coelho da Alice, atrasado, com pressa, olhando no relógio e sem entender o porque da minha renúncia em entrar naquele mundo. O meu sonho me empurrou, me pegou pelo pé e me fez lembrar que mesmo no mundo dos sonhos é preciso passar pelo mundo real.
As dificuldades acontecem porque é impossível controlar o sonho. É impossível controlar os acontecimentos mas mesmo assim o sonho tem que continuar... e no final, simplesmente não existe um final. Todo este caminho é o sonho e o sonho é a vida real.

Olho para trás e vejo quantas voltas tenho dado para chegar ao mesmo lugar, e agora o Coelho está apressadíssimo e eu só devo segui-lo e relaxar.... sem stress... sem ansiedade... só admirando o caminho e vendo a beleza de um sonho se transformando em realidade! Ou para no final, descobrir que tudo não passou de um sonho!


"Eu sei que o meu Redentor vive/e por minha causa Ele se levantará/ Também sei que o Deus em que tenho crido/ é FIEL e PODEROSO para ressuscitar meus SONHOS/ E também para os REALIZAR!"

sábado, 5 de março de 2011

Na terça feira, dia 01 de março, entrei em um centro cirúrgico pela primeira vez. Estava com muito medo mas sabia que estava em boas mãos. Sabia que resolveria um problema, mas este foi o problema mais chato que já tive e que teve que ser resolvido assim, a golpes de bisturi. Na verdade não foram golpes de bisturi, mas os detalhes da cirurgia para a retirada dos meus miomas uterinos não precisam ser colocados aqui, não neste momento. Entrei com a consciência que tinha criado aqueles miomas no meu útero e que seria capaz de, com a ajuda de uma equipe médica muito atenciosa, retirá-los de mim.

Por muito tempo frequentei consultórios médicos em que me disseram que não poderia ter meus filhos, que teria que tê-los - se quisesse pelo menos um- o mais rápido possível, e até que não poderiam me atender porque perguntava demais. Fiquei com raiva da classe médica, que via tudo aquilo de forma muito simples e "esclarecedora". Fiquei com cisma com os estudantes de medicina, com os médicos recém formados, residentes, com os meus amigos que escolheram essa profissão e até comigo, que na época do vestibular poderia ter escolhido a medicina como minha profissão, e certamente, se tivesse feito, não seria tratada como uma ignorante na hora do diagnóstico médico.

Por ironia do destino, e que ironia, fui trabalhar em uma empresa de médicos e fui muito bem tratada e respeitada, pelos médicos. E nem tanto respeitada pelo marketing. Conheci um lado mais humano dos médicos, mas continuei me questionando e me arrependendo de não ter feito faculdade de medicina.

Depois de muitas voltas, muitas dores, muita procura, Deus colocou no meu caminho Centro de Miomas, o dr. Michel Zelaquett e a equipe médica que me fez acreditar, mais uma vez no ser humano e, de verdade mudar a minha vida.

E durante aquele tempo, naquele centro cirúrgico, eu vi o quanto eu tenho que ser grata por uma equipe de médicos que, muito mais do que fazer o que tem que ser feito, mudaram minha forma de me relacionar com a minha vida. Pessoas extremamente envolvidas com o seu trabalho, que naquela hora era o meu futuro. Eram os meus sonhos colocados,literalmente,nas mãos de pessoas, que nem me conheciam, mas me acalmaram e me fizeram confiar que tudo daria certo.

A única coisa que eu ouvi foi "você está no lugar certo" e estava nas mãos certas também. Sou extremamente ansiosa, em tudo, e não é muito fácil confiar nas pessoas que eu não conheço. Mas aquela hora certamente, mudou tudo.

Vi que não era capaz de ser totalmente responsável pela minha vida, pelo meu futuro, e que as vezes, Deus coloca pessoas em nosso caminho para nos ajudar a caminhar. E a essas pessoas, que nunca tinham me visto, que em somente mais um dia de trabalho, mudaram a minha vida, eu agradeço com todas as minhas forças.

Hoje eu sei que sou diferente. Sei que posso confiar nas pessoas e, mesmo que tivesse feito medicina, não seria por isso que não precisaria dos outros. Eu devo desculpas a outros médicos, enfermeiros, maqueiros e principalmente, populares que também mudaram a minha vida em outubro de 2000 por não ter agradecido a altura. Mas não queria deixar passar esta oportunidade.

Muito obrigada a estes profissionais, que muito mais que profissionais são seres humanos maravilhosos a quem Deus abençoou com o dom profissional por ter feito em mim, muito mais que uma cirurgia de embolização de miomas, mas uma oportunidade de uma nova vida!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

É nessa hora que eu começo a chorar?
É nessa hora que eu me recordo entre tantas lembranças, de todos os momentos que pensei que seriam um sinal, um início ou um estopim da felicidade?
É nessa hora que eu começo a ver a minha vida parada e que me sinto aprisionada por mim mesmo em uma realidade que não mais consigo mudar?
É nessa hora que eu recebo ainda mais cobranças que as anteriores não podem nem ser chamadas de cobranças por algo que fiz ou deveria ter feito?
É nessa hora que todos tem conceitos prontos ou conselhos do que deveria fazer, ou do que deveria ter feito?
Em todo momento eu procurei fazer o que era certo. Segui o caminho e os passos que, segundo o manual de uma boa menina, me conduziriam a uma vida feliz.
Fiz tudo que uma menina da minha idade deveria ter feito...
Vivi as minhas experiências, tive os sins e os nãos que me conduziriam ao sucesso.
Eu nunca tive uma nota verrmelha!
Eu nunca repeti de ano!
Eu sempre fui uma aluna aplicada, confesso que nunca a primeira da classe, mas acima da média geral.
Eu sempre fui carismática, fiz amigos com facilidade, fui educada, gentil e acredito não ter cultivado inimigos ao longo da vida.
Eu sempre fui fiel.
Eu não usei drogas!
Eu sempre tentei ter uma alimentação equilibrada!

E agora eu só queria saber em que ponto exatamente eu deixei a desejar, que para me alertar foi necessário a minha vida parar.

É nessa hora que eu me sinto péssima e que, sem querer e sem a menor intenção, olho para a vida dos outros com uma certa inveja, ou ao menos uma pergunta constante "aonde foi que eu errei?".

E também é a hora de querer me afastar, de não querer falar com ninguém por não ter uma história de sucesso para contar e nem ao menos ter do que reclamar. E agora, eu sequer consigo ajudar as pessoas que eu amo.

Eu conseguia ver o lado positivo da vida dos outros, impulsionar, servir de apoio, mas agora eu preciso de um apoio para a minha vida.
Mas será que eu preciso?

Por que o meu apoio não mais me apoia? E a minha vida não sai do lugar?

Queria somente saber o gatilho, para fazer o tempo voltar a andar e seguir o meu caminho. Não quero nada de ninguém, só quero saber das minhas qualidades, do que vai me levar a viver a minha vida.

É eu quero viver! E quero saber o que eu faço com o meu carisma? Entro no Big Brother?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Eu criei um dia de paz...
Eu me convenci que crio a minha realidade...
Eu quis ser melhor e consegui...
Eu vivi o meu dia como uma grande novidade...
E um presente...

Hoje eu criei o meu dia...
Criei toda a realidade circundante,
e não consigo imaginar se a realidade que criei...
é mais real que a realidade que vivia...

Eu criei circunstâncias...
Acreditei que podia...
Eu fui inconsequente...
Mas hoje eu juro que queria...

Vi minha alma falar mais alto que a matéria...
A alma que senti emanar, hoje...
Me mostrou novamente quem eu sou...
e eu precisava... ahh como eu precisava...
Ser somente o que por vezes não consigo expressar...

Hoje eu não quero sentir culpa...
Hoje eu só quero ser o que sou...
Quero olhar para dentro e sentir que posso...
Me expressar sem medo,
Sem criar uma personagem vil daquilo que um dia eu fui...

Eu quero somente ser tudo o que sinto...
E sentir um amor tão grande...
Maior que eu possa suportar...
Olhar para dentro...
E por mim, hoje, somente sentir meu afago...

Quero me entender...
Quero conversar comigo como um amigo saudoso...
E estava com muitas saudades de mim...
Do eu que encontrei escondido em algum canto de mim...

E hoje eu reencontrei o meu eu escondido...
e vi que não tem porque esconder...
Não posso mais ser aquilo que não sou...
Reprimindo o que eu sempre quis ser...

Hoje tudo mudou...
e eu consegui perceber...
que para ser tudo que quero e espero um dia...
Eu preciso me aceitar, e me entender...

E hoje, sem demagogia...
eu vi que o eu que escondia...
é um eu muito maior e mais sublime...
do que eu que queria transparecer...

Hoje eu criei a minha realidade...
Eu criei o meu dia...
Vi a minha vida acontecer...
e hoje,
eu não senti medo...
e não senti vontade que o tempo passasse...

Hoje eu queria que o tempo parasse...
Na verdade também queria que passasse...
Eu vi que por mais que precissasse...
Sim, tenho muito o que aprender...

E aprender no caminho...
é o que justifica viver...

domingo, 12 de setembro de 2010

Hoje eu sai sem você...
durante todo este tempo eu já tinha saído sozinha...
Mas hoje me deu vontade de chorar...
e hoje, eu tentei disfarçar...
mas hoje eu percebi que eu realmente estava sozinha...
e que isto não é legal...
que às vezes parecia legal..
parecia uma coisa que já havia perdido..
parecia que perdia muita coisa...
mas hoje eu vi que vc não voltaria...
E hoje eu me senti sozinha...
Porque eu vi que amanhã eu não vou precisar falar com vc que eu fui...
Eu não vou ter que falar com você...
e se eu não quiser...
eu não vou ter que falar com você nunca mais...
Eu não vou te contar como foi...
eu não vou te pedir para ir comigo...
Hoje eu saí sozinha...
E eu vi que não quero ser sozinha...
Mas que por mais que eu tentasse...
Que o meu mundo não te pertenceria...
Eu saí sozinha...
Eu pensei em você...
e eu tive a certeza que não queria...
que nós não mais sairíamos...
e não gostaríamos mais...
Porque hoje eu percebi...
que eu realmente te perdi...
Ou que nós nos perdemos de verdade...
e hoje enquanto saía...
e supostamente me divertiria...
Eu hoje chorei de saudades...
e chorei de vontade...
de nunca ter percebido...
que nosso amor, da maneira que estava...
Nunca deveria ter acontecido....

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pela primeira vez em muito tempo estou fazendo o que eu realmente quero e sinto que é certo...
Não sinto que devo dar explicações e nem tenho vontade de dar explicações a ninguém...
Pela primeira vez em muito tempo eu me sinto mais leve..
Eu sinto uma liberdade proveniente de onde não sei explicar...
Que me diz, mais uma vez, para não me preocupar...
E para seguir em frente..
Me diz que apesar de alguns planos de tão incertos não me trazer a plenitude...
Está na hora de ser mais certa nos meus planos...
e contar mais comigo...
Contar e ser apoiada pela minha intuição...
A "minha" voz interior me avisa para seguir em frente...
Me diz que tudo vai dar certo..
E não é que eu desgoste de qualquer pessoa...
Mas não quero mais dar explicações dos meus atos..
E muito menos seguir caminhos traçados por alguém que não me entende...
Mas que mesmo assim me quer muito bem...
Agora eu me sinto totalmente responsável por meus atos...
E sinto de verdade que o sucesso vem da alma...
e que a persistência, o preparo e a oportunidade são os melhores amigos da sorte
Eu entendo o que aconteceu...
Eu não tenho mais racor e não quero saber o porquê...
Porque agora quem define o sentido sou eu...
E a explicação , se tiver, sou só eu que posso dar...
Então agora eu sinto que retomo ao caminho..
que nunca deveria ter saído...
mas que precisava trilhar...
Eu já tentei igual por muito tempo...
Já segui cartilhas e modelos de comportamento...
e como não tem dado muito certo...
Está na hora de seguir a minha real percepção...
Não tenho nada a perder...
E se é para mudar a estratégia...
Eu mudo e sigo em frente...
E agora a minha estratégia e seguir o meu caminho...
E seguir mais leve..
É pensar um dia de cada vez..
E fazer o que me deixa mais próxima da felicidade...
Da minha felicidade..
E só quem sabe como eu sou feliz, sou eu!